São Paulo, a capital do contrabando e da pirataria

08fev09

Para quem é de SP, não é novidade nenhuma que a região central de São Paulo virou o paraíso da contravenção.

São Paulo: O Paraguai é aqui.

Os consumidores das excursões movimentam R$ 1 bilhão em compras mensalmente e transformam o centro da capital no principal polo brasileiro distribuidor de muambas – piratarias e contrabando, papel anteriormente ocupado pelo Paraguai. Só no estacionamento da feira da madrugada, no Brás, chegam em média 9 mil ônibus por mês. No Pátio 25, no centro, são mais 600.

“Gastam o mesmo que um europeu num hotel de luxo no Nordeste”, compara o presidente da São Paulo Turismo, Caio Luiz de Carvalho.

Aluguel de luxo
O Shopping 25 é abafado e apertado. Só que disputado e caríssimo. Na semana passada, apenas uma das 1.480 lojas podia ser locada.

Trata-se de um box de 5,5 m2 no 1º andar, custando R$ 1.740 de aluguel e US$ 30 mil de luvas – renováveis a cada dois anos. Um espaço no térreo, considerado “a força do movimento”, chega a US$ 100 mil pelo ponto e mais R$ 2.500 de aluguel.

É quase o mesmo preço de uma loja de serviços no Shopping Iguatemi, o templo do consumo de luxo em São Paulo, que cobra R$ 400 por m2 alugado.

imagem via guiadasemana.com.br

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Quem fatura cerca de R$ 80 milhões por ano com a renda do aluguel e luvas no Shopping 25 é o empresário chinês Law Kin Chong, que já foi apontado pela CPI da Pirataria como o rei do contrabando do País. Law, por meio da Calinda, administradora de imóveis, ainda subloca lojas no prédio do Shopping 25 Brás e no Shopping Mundo Oriental, no centro.

“Law atua hoje no ramo imobiliário e não pode ser responsabilizado se os lojistas vendem produtos piratas”, argumenta o advogado Miguel Pereira Neto, que defende o chinês.

A Galeria Pagé, de propriedade dos Kherlakians, recebe diariamente cerca 1,5 milhão de fregueses. A fila na porta da entrada começa às 5h30. O aluguel de uma loja ali é de até R$ 20 mil. A reportagem do jornal estadão não obteve retorno da Kher Empreendimentos e Administração, responsável pelo prédio.

Links com reportagem completa:

Sacoleiros já movimentam R$ 1 bi por mês no Brás

SP toma o lugar do Paraguai como paraíso das muambas

Entrada de ilegais por Foz do Iguaçú no Paraná cai 70%

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2 Responses to “São Paulo, a capital do contrabando e da pirataria”

  1. 1 LUCIANO SANTOS DE SA BARRETO

    gostaria, de aluga um ponto, de preferencia uma vitrine,ou 2×2,mentro , aguardo ancioso. muito obrigado.

  2. 2 REGINHALDO SILVA

    Olá gostaria de uma ajuda,queria muito ir em são paulo comprar camisas e tenis,mais tenho receio porque nunca fui,mais aqui tem algumas excurssões para 25 de março e outras,por favor m e passem umas dicas.


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