Neste Dia da Audição: abaixe o volume, ou diminua para sempre a sua audição!

10nov08

Nesta segunda-feira, dia 10 de novembro, a Sociedade Brasileira de Otologia faz um alerta para quem exagera no hábito de escutar música bem alta: ela pode causar surdez.

Dados do Grupo de Estudo de Zumbido do Hospital das Clínicas de São Paulo – ligado à Secretaria de Estado da Saúde – apontam que 35% dos casos diagnosticados de problemas auditivos se devem à exposição prolongada a sons lesivos, que podem ser produzidos por aparelhos portáteis de música, como tocadores MP3 e os antigos discmans e walkmans. A incidência vem aumentando gradativamente em crianças e jovens.

O primeiro sinal de problema costuma ser um zumbido no ouvido. Cerca de 25 milhões de brasileiros apresentam esse sintoma, mas só 15% procuram ajuda médica.

“Quando o som do aparelho compete com o som ambiente, é melhor evitar usá-lo”, aconselha a otorrinolaringologista Alessandra Zanoni, da Sociedade Brasileira de Otologia.

“O barulho do trânsito, por exemplo, chega a 90 decibéis. Em longo prazo, escutar música alta na rua pode prejudicar o ouvido”, alerta a médica.

A perda de audição é irreversível. Por isso, a dica é não exagerar. O ideal é deixar o volume na metade da potência. Se as pessoas ao redor escutam o som que sai do fone de ouvido, o ideal é diminuir o volume do aparelho. Os médicos aconselham a não usar aparelhos de fones de ouvido por mais de três ou quatro horas por dia. Quando perceber alguma alteração no ouvido, a pessoa deve procurar um médico.

Os fones de ouvido são considerados pelos médicos os mais prejudiciais porque carregam sons de até 120 decibéis diretamente para o tímpano, o equivalente à potência de uma turbina de um avião na decolagem, colaborando com o aparecimento de zumbido (som intermitente ou contínuo), antes mesmo de provocar alguma perda auditiva perceptível.

“Além dos problemas de audição, os abusos constantes de sons altos, aliados à crescente poluição sonora, causam irritabilidade, insônia, falta de concentração, agitação, taquicardia e ansiedade, entre outros sintomas”, afirma a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanches, do Grupo de Pesquisa em Zumbido do HC.

Segundo a médica, os jovens costumam utilizar os aparelhos em volume exageradamente alto, que chega a ser ouvido por outras pessoas ao seu redor.

“Outro agravante é que eles não acreditam em problemas futuros, já que não sentem nada no presente”, diz a médica.

A perda auditiva é um fenômeno mais comum do que podemos imaginar. Existem, no mundo inteiro, mais de 500 milhões de pessoas com problemas auditivos. Para o ano de 2015, estima-se que este número suba para 700 milhões. Os problemas de audição não estão associados apenas à velhice. 50% das pessoas com perda auditiva têm menos de 65 anos de idade, sendo que muitos são crianças e adolescentes.

O fato é que o alto som leva com ele a audição. Segundo pesquisas realizadas, boa parte dos jovens ouve música no iPod com sons entre 100 e 115 decibéis, quando o nível recomendado é sempre inferior a 60 decibéis.

O Comitê Científico Europeu de Riscos à Saúde realizou pesquisas e divulgou um estudo com os riscos que o uso de MP3 player pode trazer:

– o uso de fone intra-auricular (dentro do ouvido) favorece a perda de audição;
– adolescentes e jovens na casa dos 20 anos não percebem a diminuição da acuidade auditiva imediatamente. Os efeitos nocivos da música alta só serão percebidos em uma década ou quando entrarem na casa dos 30 anos;
– os grupos mais expostos a riscos são aqueles que ouvem MP3 player ao menos cinco horas por semana. Porém, os malefícios podem ser notados mesmo para quem ouve apenas 28 segundos por dia de música alta;
Dados alarmantes:

– Cerca de 15% a 20% da população em geral tem zumbido, sintoma que indica perda auditiva. No Brasil, significa algo em torno de 25 a 30 milhões de brasileiros. Destes, 15% se sentem incomodados com o barulho e procuram ajuda médica;
– Cerca de 30% a 35% das perdas de audição são creditadas à exposição a sons intensos, sejam eles em ambientes profissional ou em lazer (como shows ou aparelhos eletrônicos);
– A surdez relacionada à exposição a sons intensos é “cumulativa”. Uma vez cessado o fator causador (exposição a ruído), a perda de audição estaciona, mas não regride.

Principais queixas de um indivíduo com exposição intensa a ruídos:

– Zumbido;
– Dores de cabeça e de ouvido;
– Coceira;
– Sensação de ouvido tapado;
– Irritabilidade a sons intensos.

Dicas da Sociedade Brasileira de Otologia para proteger o ouvido:

– Deixe o volume do tocador de MP3 na metade do volume máximo do aparelho;
– Fique atento para que o som saído dos fones não seja ouvido pelos amigos ao redor;
– Evite ficar muitas horas seguidas ouvindo MP3;
– Ouça em apenas um dos ouvidos, em volume médio, para, inclusive, manter uma das funções importantes do ouvido que é o alerta;
– Alterne os lados para que os dois ouvidos possam descansar e ventilar;
– Procure um especialista tão logo seja percebida qualquer alteração da audição.

“As vezes, ouço o vento passar,
e só de ouvir o vento passar,
vale a pena ter nascido.”

Fernando Pessoa

Saiba mais na Campanha nacional da Saúde Auditiva

Fontes: Correio do Brasil/Sociedade Brasileira de Otologia/Itu.com.br

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One Response to “Neste Dia da Audição: abaixe o volume, ou diminua para sempre a sua audição!”

  1. 1 anonimo

    Falando sobre zumbido, Gapz e a coordenadora Drª Tanit G Sanchez, no ano passado fui ao anfiteatro da USP para ver uma palestra do GAPZ,ali tinham pacientes e seus familiares, colegas de trabalho da Drª Tanit e alunos desta, entrou no anfiteatro uma senhora(esposa do paciente da Drª Tanit) aparentemente nervosa e inconformada pelo fato da Drª não ter feito nenhum tratamento de zumbido em seu marido,pois a Drª é conhecedora de todos os distúrbios emocionais que os portadores de zumbido sofrem, pelos relatos que li acima, parece que vão enlouquecer. A esposa denunciou a Drª Tanit de ter assediado sexualmente seu paciente e ainda de ter pago o Motel,parece que foi logo no inicio do tratamento, que tratamento é este? A esposa disse ter feito uma denúncia no CREMESP e na comissão de ética do HC de SP( usando como provas os e-mails enviados pela Drª a seu paciente).Agora pergunto como uma médica com este comportamento criminoso de assédio sexual,amoral, sem ética profissional e pessoal continua no GAPZ? o que o HC fez? Será que a Drª Tanit está realmente interessada em ajudar sofredores de zumbido? Ou está só usando como degrau para sua fama o sofrimento de seus pacientes de zumbdo? E quanto ao livro que ela é autora?Ou é uma charlatã enganando a todos somente para enriquecer e ficar famosa? E quanto a vocês do GAPZ, se são conhecedores deste fato, como permitiram que esta Drª amoral, criminosa, sem ética profissional continue convivendo com vocês?Não percebem que esta atitude de vocês deixa a imagem da equipe de todos que fazem parte do GAPZ e de todos os Gapz do Brasil difamada e sem prestígio? E como os familiares destes pacientes vão poder confiar onde sabem que seu conjuge será assediado sexualmente por uma médica?
    Tinha muitas pessoas lá, já pensaram no caso disso sair na mídia?


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