Custo da ineficiência energética no Brasil: R$ 4,7 bilhões pagos pelos consumidores

30out08

Este é o Brasil que vivemos e estas são algumas das mazelas que nossos gestores públicos “deixam” acontecer. Por uma lado temos os consumidores desatentos e sem o exercício da cidadania que desperdiçam e, mais grave, é a nossa elite dirigente que endossa tais atos com negligência e falta de responsabilidade. Com o fanstama do apagão nos rondando, agora fica fácil saber os motivos de tal drama.

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Imagem: acordabrasil.wordpress.com

Provocadas por ineficiência das concessionárias ou furto, as perdas do setor elétrico somaram, no ano passado, quase três vezes a energia a ser gerada pela usina de Santo Antônio, a primeira hidrelétrica do complexo do rio Madeira (RO), que começa a ser construída na Amazônia.

Os números são de auditoria sobre o setor elétrico feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Repassadas aos usuários nas tarifas de luz, essas perdas representaram, no ano passado, uma conta bilionária: R$ 4,7 bilhões foram pagos pelos consumidores.

“Um certo nível de perdas é inevitável, mas, certamente, é gerenciável e passível de regulação”, diz o relatório a que a Folha teve acesso.

Chamou a atenção dos auditores a tendência de crescimento nas perdas, um sinal de ineficácia do sistema. Entre 2003 e 2007, segundo o tribunal, as perdas comerciais e técnicas aumentaram 15%, num ritmo mais acelerado do que o crescimento registrado na oferta de energia no período.

No ano passado, as perdas técnicas – vinculadas à manutenção e à qualidade dos equipamentos usados na transmissão e na distribuição – representaram o volume de energia suficiente para abastecer por um ano três Estados: Bahia, Pernambuco e Ceará juntos, com 11,6 milhões de consumidores. Já as perdas comerciais são equivalentes à energia que abastece os 6,2 milhões de consumidores de Minas Gerais.

Em 2008, as perdas serão ainda maiores, disse à Folha o presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Jerson Kelman, que confirma os números da auditoria do TCU.

“A perda é enorme.”

Ele insiste, porém, em que não há soluções simples para o problema. O combate às perdas pressupõe investimentos por parte das concessionárias e, consequentemente, também significam custo para os usuários.

“Teoricamente, poderia se reduzir as perdas a quase zero, mas isso custa, o assunto não é simples”, alega.

Leia reportagem completa na Folha Online em reportagem de Marta Salomon de Brasília – Link

Atualizando em 30.10.2008:

Brasil será o 7º maior mercado consumidor de energia do mundo em 2030, diz estudo Ernst & Young Brasil com a FGV Projetos. Intitulado “Brasil Sustentável – Desafios do Mercado de Energia”Link

Leia também:

19.10.2008: Conheça a única tecnologia do mundo que reduz a zero o consumo de aparelhos em modo de espera

10.10.2008: Reciclagem: Energy Seed por Sung Woo Park e Sunhee Kim

24.08.2008: Inovação e sustentabilidade: totem de iluminação pública ZIPlux Lamp

24.05.2008: Folha high-tech transforma luz do sol em energia elétrica

26.02.2008: Apagão é a conclusão do estudo “O PAC e o setor elétrico: Desafios para o abastecimento do mercado brasileiro (2007-2010)”

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