“Jogam por dinheiro e não por amor à camisa”, diz um inconformado Rei Pelé

26out08
globoesporte

Imagem: globoesporte

Pelé que jogou no Santos durante 17 anos, declarou em uma conferência no México que os jogadores trocam muito facilmente de time.

“Jogam por dinheiro e não por amor à camisa. O América de México os contrata, beijam a camisa, depois de seis meses passam para o Toluca e voltam a beijar a camisa; em pouco tempo amam clubes diferentes porque o sentimento mudou”, disse Pelé durante o Congresso Mundial do Esporte.

“Muitos não querem estar na seleção de seu país porque preferem o clube que lhe paga mais. É triste”, acrescentou o tricampeão do mundo.

A declaração feita por Pelé, de 68 anos, e que expressa a sua tristeza em saber que o dinheiro acabou com o amor que os jogadores sentiam por seu clube de coração revela uma tendência não somente nesta categoria porfissional, as dos atletas.

É uma tendência que se espalha por qualquer local que você vá trabalhar hoje em dia.

Este saudosismo do Rei Pelé vem de uma época que os trabalhadores tinham somente UM emprego na vida, e isso era visto com orgulho e uma necessidade, afinal ter vários registros em carteira de trabalho era visto com desconfiança por parte do empregador. E isso, é claro, se refletia também nos jogadores de futebol.

Hoje em dia, se um jovem profissional ficar na empresa e num período de uma ano ficar sem promoção, é encarado como preocupação e desconfiança de que a empresa em questão não valoriza e não merece a sua força de trabalho. Sinal dos tempos.

A ansiedade e a velocidade em conquistar espaço se espalhou pela sociedade e isso é fruto de uma série de respostas que encontramos no comportamento do consumidor.

Antigamente um produto tinha seu ciclo de vida por anos até que um concorrente lançava algo melhor e ocupava seu espaço.

Hoje, este ciclo, em alguns setores como da tecnologia, é composto por dias. Em alguns setores mais complexos esta concorrência não leva mais que algumas semanas para copiar uma inovação.

Infelizmente este saudosismo de uma geraçao como a de Pelé não tem espaço na mente dos jovens e o que dirá das empresas?

[via Reuters/Estadão]

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