Estudo Economática: Brasil e suas multinacionais.

31maio08

A tropa da elite empresarial brasileira ganhou mais poder e uma nova cara nos últimos dez anos. Saíram de cena estatais e ganharam porte produtores de commodities (produtos primários como ferro e aço). Algumas áreas se consolidaram com fusões e aquisições e outras empresas simplesmente desapareceram do mapa da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), como mostra levantamento da consultoria Economática.

A participação das 32 maiores empresas brasileiras de capital aberto em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) saltou de 11,7% para 30%, entre 1998 e 2007. Se forem consideradas apenas as dez maiores, o aumento da concentração em relação ao PIB foi ainda maior: os percentuais passam de 6,3% para 20% no período.

“Essa concentração é natural num mercado novo, no qual a maioria das empresas são familiares e nascidas após a Segunda Guerra”, diz William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV. “Com o passar do tempo, os setores tendem a se consolidar para ganhar escala.”

“Para entender os últimos dez anos, é necessário entender os dez anos anteriores”, afirma José Carlos Grubisich, presidente da Braskem.

“É um conjunto de coisas que mudou o Brasil”, diz Grubisich. “Não somos o mesmo país nem as mesmas empresas de alguns anos atrás.”

Menos estatais
Em dezembro de 1998, das 10 maiores empresas por valor de mercado listadas na Bovespa, 5 eram estatais e 4 eram bancos, sendo que dois deles públicos. No dia 16.5, só restava a Petrobras como estatal entre as maiores companhias por valor de mercado.

Ainda estão lá quatro bancos, mas só o BB é ligado ao Estado. As restantes são empresas privadas: Vale, AmBev, CSN, Gerdau e Usiminas.

Essa está longe de ser a única alteração dos últimos anos.

“O perfil dos trabalhadores mudou com as empresas”, afirma Roberto Castello Branco, diretor de Relações com Investidores da Vale.

“Houve uma revolução silenciosa no Brasil nos últimos dez anos que foi a evolução do mercado de capitais”, afirma Grubisich.

“O acesso a capital que não é dívida e a profissionalização e a governança aplicada a empresas familiares prepararam as companhias brasileiras para a inserção no processo global”, ressaltou Grubisich.

Leia reportagem completa da Folha de São Paulo – aqui.

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One Response to “Estudo Economática: Brasil e suas multinacionais.”

  1. Parabens pelo blog
    muito bom
    Gostaria que conhecessem esse site achei bastante interessante
    http://www.casasgranjaviana.com


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