O crescimento da Texaco e os rumores da venda dos ativos no Brasil.

14abr08

Os executivos evitam comentários sobre a possibilidade de venda da empresa no país. Ao receber o jornal Valor Econômico na semana passada para comentar a mudança no comando e falar sobre os resultados da Texaco no país, Nicholls foi enfático:

“a política da companhia é não comentar sobre boatos que circulam no mercado”.

O grupo Ultra, que adquiriu parte da rede de postos Ipiranga no ano passado, é apontado como o potencial comprador pelo mercado. Analistas dizem que a ChevronTexaco teria colocado à venda apenas os postos e não as unidades de graxas e lubrificantes. Segundo essas fontes, o Ultra teria se antecipado aos possíveis concorrentes fazendo uma proposta de compra à Chevron, dona da Texaco, antes que ela contratasse um banco para assessorá-la ou formasse um “data-room”.

“Todas as oportunidades de crescimento e aquisições em distribuição de combustíveis estão sendo ou serão analisadas”, informou a assessoria do Grupo Ultra.

A Petrobras, que tem demonstrado um apetite por aquisições na distribuição e aguarda resposta da Esso sobre sua proposta de compra, garante que não recebeu nenhum convite para analisar a Texaco.

“Por aqui, não passou nada”, garante uma fonte qualificada da estatal.

A Texaco detém 9,2% do mercado de distribuição das empresas ligadas ao Sindicom (que respondem por 80% do mercado) e 7,7% do mercado total, com a quarta maior rede do país, atrás da BR (Petrobras), Shell e do Ultra-Ipiranga.

À venda ou não, a Texaco apresenta melhora nos indicadores de vendas de combustíveis e na receita. As vendas totais de álcool no país cresceram 60% em 2007, mas na Texaco o percentual foi maior, tendo aumento de 80%. As vendas de gasolina aumentaram 6%, alavancadas pelo lançamento da gasolina aditivada com Techron, que substituiu a comum. As vendas de diesel, onde a concorrência é maior, cresceram cerca de 3%.

A subsidiária registrou lucro líquido de R$ 75,8 milhões no ano passado, nada menos que 900% a mais que o resultado de 2006, quando o ganho foi de R$ 7,58 milhões. Entre as razões para esse desempenho estão o crescimento da economia brasileira, as mudanças no ambiente regulatório, o aumento da participação no mercado e também a valorização do real, considerando que parte das despesas são contabilizadas em dólares.

“Como nosso balanço é feito com base na legislação societária americana, quando o real se desvaloriza a receita sobe. Mesmo assim, o resultado do ano passado não foi tão bom quando se considera o capital empregado no país. Ainda não está nos níveis de retorno que o acionista espera, mas talvez em 2008 isso ocorra”, explicou Nicholls.


Campos, novo presidente da subsidiária da Texaco: mais rigor da ANP.

O executivo vê melhoras no mercado que estão ajudando a recompor as margens. O novo presidente da Texaco país, Maurício Campos, atribui ao crescimento do mercado e o boom de vendas de álcool a fatores como a maior fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que passou a obrigar os postos a comprarem álcool apenas das distribuidoras com quem têm contrato de exclusividade. Essa medida, que parece óbvia, reduziu as vendas diretas das usinas de álcool para os postos e também a compra do produto vendido por distribuidoras menores, sem marca forte. Ele também destaca o fim da guerra de preços que permitiu elevar as margens tanto na gasolina quanto no álcool. Nicholls acha a sonegação irá ser afetada com a nota fiscal eletrônica.

A Texaco prevê investir US$ 40 milhões em 2008, em linha com o ano passado. Agora vê oportunidade de investir na exportação de álcool para mercados onde a Chevron opera. A empresa exportou 18 milhões de litros de álcool para os EUA em 2005 e 2006.

Reportagem de Cláudia Schüffner para Valor Econômico

Leia mais sobre a Texaco aqui no blog:

A oferta do Grupo Ultra/Ipiranga pela Texaco/Chevron no Brasil pode ser de 1,6 bilhões de dólares.

Mercado de combustíveis: Grupo Ultra compra Texaco e BR Distribuidora fica com os ativos da Esso.

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2 Responses to “O crescimento da Texaco e os rumores da venda dos ativos no Brasil.”

  1. 1 cirley

    eu trabalho na rede texaco de postos,e digo que esta bem melhor convencer os clientes que nosso produto é mesmo bom,nao sei explicar como ,mas os donos de carro gostam mesmo do aditivo techrom;deve ser porq eles veêm o resultado .sao nossos melhores julgadores,e se tornaram nossos clientes cativos e trazem cada vez + clientes com eles/posto sao josé/una,bahia

  2. 2 America Carneiro

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