Inovação no governo federal: Primeira fábrica do mundo a produzir camisinhas com látex de seringueira nativa.

07abr08

A primeira fábrica estatal de preservativos do Brasil foi inaugurada hoje em Xapuri no Acre (cidade onde o líder seringueiro Chico Mendes foi morto em 1988). A unidade também será a primeira do mundo a produzir camisinhas com látex de seringueira nativa.

A idéia de uma fábrica do tipo surgiu durante o governo FHC, em 1998, diz o diretor para o Cone Sul do Unaids (braço da ONU para a Aids), Pedro Chequer, ex-diretor do Programa Nacional de DST/ Aids do Ministério da Saúde. O Brasil, segundo ele, compra um quarto da produção mundial de camisinhas, mas enfrenta o risco de desabastecimento.

Ele estima que, se toda a população entre 15 e 49 anos usasse camisinha em metade das relações sexuais (com freqüência de uma vez por semana), faltariam cerca de 30 bilhões de unidades.

O governo brasileiro tem opção de compra de três indústrias locais e outras internacionais. Todas elas utilizam látex natural, geralmente extraído em países asiáticos, como Malásia.

“Lá, as florestas são plantadas. Nativa, só a brasileira”, assinala a técnica da divisão DST/Aids do Ministério da Saúde, Kátia Souto.

Ela diz que há diferenças entre os dois tipos de látex, em termos de resistência, textura, elasticidade, coloração e outras características. Por isso, o governo brasileiro contratou uma consultoria para avaliar qual o melhor tipo de tecnologia para a produção dos preservativos com o látex local.

Inicialmente, a fábrica terá capacidade para produzir 100 milhões de unidades de preservativos por ano. O resultado é equivalente a um sexto do total distribuído gratuitamente por ano pelo Ministério da Saúde.

Com investimentos da ordem de R$ 31,3 milhões na construção da fábrica e compra de equipamentos e treinamento de mão-de-obra. Do total de recursos, R$ 19,7 milhões foram aplicados pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Além do apelo social e ecológico, pois vai promover o desenvolvimento de uma região extremamente pobre e preservar os seringais nativos, a indústria prevê economia de divisas para o País com a redução das importações. Atualmente, o Ministério da Saúde importa 600 milhões de unidades anuais.

“Há ociosidade de mão-de-obra após a coleta da castanha, e o látex até hoje era usado apenas para a produção de pneus”, considera Kátia Souto.

Só na floresta amazônica acreana há 70 mil seringueiras, todas nativas.

Outro motivo que leva a primeira fábrica pública de preservativos do Brasil a Xapuri, é a proximidade de países fronteiriços que hoje importam camisinhas de outros continentes. Nesse caso, o Brasil poderá auxiliá-los, cumprindo a própria política de prevenção da disseminação de doenças sexualmente transmissíveis e Aids.

De início a fábrica será gerida pelo Estado, mas logo em seguida será repassada para a iniciativa privada em regime de concessão. As primeiras amostras, aprovadas em testes de laboratório, estão sendo distribuídas em um envelope com formato de um bolso e a marca “Preservativo Natural da Amazônia”.

Fontes:
Agência Brasil
Programa Nacional de DST e AIDS
Movimento da Ordem e Vigília contra a Corrupção

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3 Responses to “Inovação no governo federal: Primeira fábrica do mundo a produzir camisinhas com látex de seringueira nativa.”

  1. 1 erick

    como eram as codiçoes dos trabalhadores

  2. Olá Erick,

    não entendi a sua mensagem.

    Abs

  3. legal


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