Arquivo para a Tag ‘Folha de São Paulo’
Acidente no Expresso Tiradentes em São Paulo: As toneladas do descaso.
Uma promessa em 1996, do então prefeito da cidade Celso Pitta (PTB), o Fura-Fila deveria ter um total de 170 km de extensão.
Mais de 10 anos após o seu lançamento, o Expresso Tiradentes que também já foi batizado de Paulistão, têm apenas 8 km em funcionamento, do Mercado Municipal, na região central, até o Sacomã na Zona Sul. A previsão? Que tenha míseros 32 km em sua totalidade.
No acidente ocorrido ontem não constava nem no projeto original, bom quanto a isso pouco importa, afinal foi um acidente que poderia ser evitado se não fosse a “obra” uma “obra” do descaso.
Engenheiros ouvidos pela Folha de São Paulo disseram que a falha na obra era fácil de ser evitada:
“É muito difícil que tenha havido erro de cálculo estrutural”. O mais provável, para ele, é ter havido uma falha no “processo construtivo” nesse trecho da obra, de acordo com Natan Levental, coordenador do setor de estruturas do Instituto de Engenharia de São Paulo.
O engenheiro fez uma comparação entre o acidente de ontem com o ocorrido na estação Pinheiros do Metrô:
“Assim como no acidente do Metrô, a realidade se mostrou diferente do projeto. Esses acidentes que têm acontecido com certa freqüência, é claro que são imprevistos, mas imprevistos que alguém poderia, com um olho de raio-X, ter evitado. Poderia ter sido tomado um cuidado além da média”, afirmou.
Em entrevista ontem mesmo, o prefeito Kassab negou ter havido falta de fiscalização na obra. Em quem acreditar? Em um político tentando se esquivar do problema ou de um especialista na área? Fácil de advinhar.
O próprio prefeito Kassab prometeu punição aos responsáveis pelo acidente. Se a cratera do Metrô ainda não temos um desfecho definitivo o que dizer de mais um acidente? Muito mais que achar erros é preciso que se tenha planejamento minucioso para que erros não ocorram mais, como vem acontecendo com uma certa regularidade.
Resumindo, erros em obras que além de custarem vidas humanas, por sorte este não houve nenhum, nos proporcionam recordes e mais recordes em congestionamentos intermináveis.
Assista reportagem da Band News sobre o acidente:
Segundo o urbanista Cândido Malta Campos Filho, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, a cidade de São Paulo vai parar até 2.012, literalmente!
Não duvido das palavras do urbanista, mas sim do prazo 2.012, que pelo visto será antecipado com larga folga.
Ou quem sabe se proíba a venda de mais carros novos daqui um tempo, opa, isto sim, um 1º de abril atrasado…
Vídeo: bloco de gelo com mais de 400 km² começou se desprender de plataforma na Antártida
A área é equivalente a quase um quarto da cidade de São Paulo (1.523 km2, segundo o IBGE). Imagens por satélite sugerem que uma parte da Plataforma de Wilkins, na península que se projeta em direção à Patagônia, iniciou um processo de desintegração e logo poderá desaparecer.
Isso não é de hoje que está acontencendo

Estas resoluções de imagens moderadas por Spectroradiometer geradas por satélites, mostram que a partir de 2002 houve uma ruptura progressiva com exceção da seção norte da plataforma de gelo Larsen B no lado Oriental da Península Antártida.
Impressiona estes blocos de gelos pelo tamanho e beleza única
Drygalski “Ice Tongue” ou “Língua de Gelo”.
Esta imagem da Nasa de 21 de fevereiro de 2005, mostram rupturas acontecendo no blogo de gelo. Estas rupturas chamadas de “Ice Tongue”, estão sendo uma constante.
Esta imagem mostra também fissuras, formadas por horas e horas de correntes oceânicas, que se tornam mais numerosas na parte final do “Ice Tongue”.
Leia mais na:
Folha
The We
Nasa Earth Observatory
Branding: Entre as 500 marcas mais poderosas do mercado financeiro mundial, 5 são brasileiras.
É o que consta a pesquisa “Global 500 Financial Brands Index” referente a ano de 2007, elaborada pela consultoria Brand Finance e pela revista The Banker, divulgada nesta terça-feira.
Segundo a Brand Finance, a nota atribuída à marca é similar a uma classificação de risco da empresa.
1º) Bradesco com o 42º lugar no ranking geral. A marca Bradesco foi avaliada em US$ 4,106 bilhões pelo estudo, com uma nota AA-;
2º) Banco do Brasil com a 45ª posição no ranking geral, cuja marca foi avaliada em US$ 4,008 bilhões, também com nota AA-;
3º) Banco Itaú com o 53º lugar no ranking geral, avaliada em US$ 3,5 bilhões e com nota AA-;
4º) Unibanco com 128º no ranking geral, com valor de US$ 974 milhões e nota BB;
5º) Nossa Caixa com 221ª na classificação geral), avaliada em US$ 404 milhões com nota A-.
As três marcas, Bradesco, BB e Itaú já constavam da pesquisa anterior.
As posições relativas das três primeiras marcas nacionais eram então as mesmas vistas na pesquisa divulgada hoje; na classificação geral, no entanto, as distâncias entre uma colocação e outra eram razoavelmente menores: o Bradesco estava em 50º lugar, o Banco do Brasil estava em 52º, e o Itaú, em 54º.
O ranking das notas é formado pelas categorias:
AAA (extremamente forte);
AA (muito forte);
A (forte);
BBB (média);
BB (abaixo da média);
B (fraca);
CCC (muito fraco);
CC (extremamente fraco);
C (declínio).
As notas de AA até CCC podem ser modificadas acrescentando os sinais “+” ou “-” como forma de ampliar a diferenciação de classificações de cada marca em relação às demais do ranking.
Segundo o executivo-chefe da Brand Finance, David Haigh, o Brasil conseguiu apresentar um bom desempenho apesar da crise.
“Apesar da crise dos [créditos] ’subprime’ [de maior risco] que atingiu os EUA em 2007 afetando receitas e valores de mercado no mundo todo, as marcas do setor financeiro no Brasil continuam a se beneficiar do rápido crescimento econômico no país.”
Conjuntura
O presidente da Brand Finance Brasil, Gilson Nunes destacou que as marcas americanas e européias foram atingidas pela turbulência dos mercados globais no últimos meses. Isso, aliado a um trabalho melhor no desenvolvimento das marcas no Brasil, favoreceu o crescimento das empresas nacionais que aparecerem no ranking. Ele acrescentou ainda que algumas outras marcas, como a Caixa Econômica Federal e os bancos Safra e Votorantim não entraram na classificação por não terem ações em Bolsa.
“A fonte principal de informações para a elaboração do ranking são as Bolsas de Valores”, disse Nunes.
Ranking global
Na disputa global, a marca do HSBC ficou na primeira posição no ranking, com valor de US$ 35,456 bilhões, com nota AAA (uma das duas únicas a conseguir a nota; a outra foi atribuída à empresa de cartões de crédito American Express).
O HSBC desbancou, assim, a marca Citibank, que estava em primeiro lugar na pesquisa de 2005. No ranking divulgado hoje, o valor da marca Citi ficou em US$ 27,817 bilhões, com nota AA. A marca American Express foi avaliada em US$ 16,183 bilhões, e se tornou a mais bem avaliada do mercado global de cartões de crédito.
No ranking das 100 marcas mais valiosas do Brasil em 2007:
O Bradesco aparece em terceiro com valor de R$ 6,493 bilhões;
Banco do Brasil em quarto com valor de R$ 5,888 bilhões;
Banco Itaú em quinto com valor de R$ 5,340 bilhões;
E o Unibanco em décimo com valor de R$ 1,712 bilhões;
A Nossa Caixa não apareceu neste ranking da Brand Finance publicada na revista Época Negócios no ano passado.
Via Folha Online
Novo golpe: revendas de carros usados transformam veículos a gasolina em “flex caseiro”.
Em artigo deste domingo na Folha de São Paulo, lojas convertem carro a gasolina, e cliente acredita na originalidade do bicombustível.
Há 15 dias, a frota veicular da cidade de São Paulo atingiu 6 milhões de unidades, 20% são bicombustíveis. O mercado vê tanta necessidade de oferecer carros que rodam com álcool ou gasolina que muitos a gasolina, antes de serem revendidos, são convertidos a álcool, mas vendidos como flexíveis.
A Folha visitou 20 lojas no centro e nas zonas norte e sul de São Paulo, e muitas admitem vender carros convertidos sem o cliente desconfiar.
Segundo os lojistas, o valor baixo do álcool faz com que o cliente prefira os bicombustíveis, sem perguntar se o sistema é de fábrica.
Um lojista que não quis se identificar disse:
“A gente ainda compra um adesivo de “flex” aí na Duque [de Caxias, avenida do centro conhecida por suas autopeças]. Não custa mais de R$ 5″.
Um vendedor indicou oficinas que fazem a conversão:
“Temos um “cara” na Penha [zona leste], outro na Casa Verde [norte] e outro na Mooca [leste]. É só escolher.”
Muitos lojistas afirmam que, se a conversão de gasolina para álcool for bem feita, o cliente não perceberá que não é de fábrica. Mas não é o que diz Waldemar Christofoletti, membro do comitê de veículos de passeio da SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade).
Isso porque o carro convertido consome mais do que um flexível com álcool, ultrapassando a vantagem de 30% do combustível sobre a gasolina.
“Trocar o chip não é suficiente. Para ter economia de combustível, é preciso elevar a taxa de compressão do motor, além de trocar a válvula termostática e as velas de ignição.”
A Assovesp (Associação dos revendedores de veículos de São Paulo) disse que não poderia se pronunciar porque seu presidente, único autorizado a falar, estava viajando.
Fraude
Para o Idec, vender carros a gasolina como bicombustíveis é uma fraude sobre sua originalidade. O Procon-SP alerta que a informação deve ser clara e precisa.
Ambos aconselham o cliente lesado a encaminhar o caso à Justiça comum e, se quiser, pedir a troca do carro, o dinheiro de volta ou um abatimento proporcional ao dano.
O Detran-SP informa que a conversão de gasolina para álcool é legal, mas deve constar no documento do carro.
Para isso, o motorista deve pagar para o Detran autorizar a mudança, apresentar a nota fiscal original dos serviços e das peças utilizadas e levar o carro para uma vistoria num posto credenciado pelo Inmetro, que emitirá o Certificado de Segurança Veicular.
Depois de cumpridas todas as etapas, o Detran modificará o CRV (Certificado de Registro do Veículo) e o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo).
Se você for trocar ou comprar um carro, confira quando os 25 usados mais vendidos viraram “flex”:
Gol: 2003 (1.6) – 2005 (1.0 e 1.8);
Uno: 2005 (1.0);
Palio: 2004 (1.3 e 1.8) – 2005 (1.0);
Corsa: 2003 (1.8) – 2005 (1.0);
Celta: 2006 (1.0);
Fiesta: 2004 (1.6) – 2006 (1.0);
Parati: 2003 (1.6) – 2005 (1.8);
Corsa Sedan: 2003 (1.8) – 2005 (1.0) – 2006 (Classic);
Vectra: 2005 (2.0);
Saveiro: 2003 (1.6) – 2005 (1.8);
Astra: 2005 (2.0);
Siena: 2004 (1.3 e 1.8) – 2005 (1.0);
Palio Weekend: 2004 (1.3 e 1.8) – 2005 (1.0);
Golf: 2006 (1.6);
Ford Ka: 2008 (1.0 e 1.6);
Fiat Strada: 2004 (1.3 e 1.8);
S10: 2007 (2.4);
Peugeot 206: 2005 (1.6) – 2006 (1.4);
Fox: só bicombustível;
Renault Clio: 2005 (1.0 16V e 1.6);
Honda Civic: 2006;
Toyota Corolla: 2007;
EcoSport: 2005 (1.6);
Fiorino: 2005 (1.3);
Renault Scénic: 2006 (1.6).
Utopia Lulista: Internet banda larga para toda rede pública de ensino até 2010.
É sempre assim, no olho do furacão de mais uma peripécia deste governo, no caso os cartões corporativos, surge mais um rompante de Lula.
Em pronunciamento oficial em cadeia nacional de rádio e TV Lula afirmou:
“Queremos ser exemplo, também, na informática nas escolas. Para isso, nos próximos dias estaremos lançando, em parceria com a iniciativa privada”, disse o presidente sobre a ampliação da rede nas escolas.
Para citar um pequeno exemplo das dificuldades em implantar a idéia, no Rio de Janeiro nos anos de 2003 e 2004:
A intenção do estudo era utilizar a web como uma ferramenta metodológica de pesquisa em lugares que não possuíam muita infra-estrutura tecnológica. As escolas receberam computadores, para que os alunos pudessem responder usando a internet as perguntas do estudo sobre suas vidas e sua saúde. Na medida em que os alunos terminavam de responder, tinham a possibilidade de aprender sobre temas de saúde através da internet.
O resultado:
No Rio, o projeto enfrentou várias dificuldades, como problemas de infra-estrutura e burocracia das escolas públicas estaduais e federais. Greves e más condições dos prédios onde funcionam as escolas foram alguns dos problemas típicos do ensino público brasileiro que o projeto teve que superar. Outro grande problema foi a evasão escolar, pelo menos 30% dos pesquisados tiveram que abandonar o estudo por não freqüentarem mais a escola, pelos motivos mais variados.
No ano passado a Associação Brasileira de Telecomunicações, que reúne as concessionárias de telefonia fixa e de celulares, as operadoras de TVs a cabo e indústrias de telecomunicações, enviou um relatório de 60 páginas ao governo, contestando a idéia.
O estudo, ao qual a Folha de São Paulo teve acesso, diz que o governo gastaria R$ 9,3 bilhões para conectar pela rede pública todas as escolas em banda larga, no prazo de cinco anos, enquanto elas gastariam R$ 6,35 bilhões para chegar ao mesmo objetivo, partindo da atual infra-estrutura privada.
O governo alega soberania para tal decisão.
“O governo tem a preocupação de que seu sistema de segurança esteja em mãos de empresas que, por alguma razão, possam tomar medidas contra ele”
Brasil: Demanda interna é o que interessa.
Segundo reportagem deste domingo na Folha de São Paulo, as expectativas para 2008 não mudaram, mesmo com todas as turbulências que pairam sobre a economia mundial, em especial a americana.
Mesmo com o aumento das exportações é o mercado interno que norteia os investimentos.
Obviamente que a nossa economia não vai passar incólume a tantos problemas, mas que estamos muito menos vulneráveis que crises passadas não restam dúvidas.
A dificuldade é estabelecer o quanto seremos afetados!
Deixe um comentário

Deixe um comentário


Comentários (2)
