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Prato do dia: Tapioca do Ministro ao molho Sensus.
Tanto no ambiente acadêmico, quanto no ambiente de trabalho, aprendemos que as empresas precisam monitorar o seu mercado, interno e externo e se preparar, planejar, para o bem da empresa e de seus funcionários.
Assim sendo, a Tapiocaria O Paraíba, uma das casas mais tradicionais do gênero na capital federal está fazendo seu dever de casa direitinho, afinal, com produto seu estourando na mídia, seu proprietário, muito esperto, saiu na frente da concorrência lançando a Tapioca do Ministro.
Uma homenagem ao “deslize” do nosso Ministro dos Esportes, Orlando Silva que se empanturrou de tapioca na concorrente Tapiocaria Maria Bonita que perdeu a oportunidade em fazer esta singular menção ao ilustre cliente.
Ao valor de R$ 8,30 e pago com cartão corporativo a Tapiocaria O Paraíba e seus concorrentes devem agradecer ao Ministro por tornar a tapioca o escândalo…ops…prato da vez.
Ao lançar a última novidade da iguaria – também a R$ 8,30 -, O Paraíba informa que a “Tapioca do Ministro” tem sabor de pizza, mas só pode ser comprada com pagamento em dinheiro. No estabelecimento, não se aceita o dinheiro de plástico do governo, deixa claro o banner esticado na porta do comércio e flagrado ontem pelo Estadão.
Meus parabéns à Tapiocaria Paraíba que além do oportunismo tem um excelente “Sensus” de humor!
Cartões corporativos são isentos de impostos.
Pelo visto o buraco é mais embaixo, sempre mais embaixo, como de costume. Patota governamental refestela-se com os cartões corporativos isentos de tributos.
Seria o acúmulo de vantagens indevidas e sobreposição de falta de ética e respeito ao contribuinte, eleitor e acima de tudo, brasileiro.
Além da sociedade bancar gastos abusivos e pagar, somente em 2007, mais de 37% de impostos de tudo que se produziu, os famigerados cartões estão isentos por lei. Pagam somente tributos indiretos, como ICMS, nas notas fiscais, quando muito isso.
O abuso, ou falha, segundo um analista da Receita Federal está na origem dos cartões. O governo FHC criou, mas não regulamentou. Via
Ok, FHC criou os cartões, oficialmente em 2001 e o mecanismo existe desde 1998, mas Lula regulamentou os mesmos em 2005 com o objetivo de reduzir os saques em espécie e dar maior transparência e operacionalidade ao uso do cartão pelos órgãos.
Não custava nada editar portarias ministeriais regulamentando os cartões corporativos.
Aliás, os cartões corporativos deveriam ser como este cartão de visita:
TRANSPARENTES. Nada mais justo! Aliás, até existe cartão “transparente”. Veja aqui.
Lula ganha menos que outros presidentes da América Latina, mas tem cartão corporativo.
A Agência EFE revelou que o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, ganha o maior salário da América Latina: US$ 18.657; Hugo Chávez ganha US$ 8,3 mil e Lula, US$ 6,4 mil. Fora o cartão corporativo, é claro.
Então seria missão impossível saber exatamente quanto ganha nosso excelentíssimo presidente?
Estranha a alegação de Lula para limitar a divulgação com os gastos de sua família e seguranças.
Da mesma forma que é muita estranha a resposta para soberania no caso da Internet banda larga nas escolas públicas brasileiras. Leia aqui.
Via Cláudio Humberto
Utopia Lulista: Internet banda larga para toda rede pública de ensino até 2010.
É sempre assim, no olho do furacão de mais uma peripécia deste governo, no caso os cartões corporativos, surge mais um rompante de Lula.
Em pronunciamento oficial em cadeia nacional de rádio e TV Lula afirmou:
“Queremos ser exemplo, também, na informática nas escolas. Para isso, nos próximos dias estaremos lançando, em parceria com a iniciativa privada”, disse o presidente sobre a ampliação da rede nas escolas.
Para citar um pequeno exemplo das dificuldades em implantar a idéia, no Rio de Janeiro nos anos de 2003 e 2004:
A intenção do estudo era utilizar a web como uma ferramenta metodológica de pesquisa em lugares que não possuíam muita infra-estrutura tecnológica. As escolas receberam computadores, para que os alunos pudessem responder usando a internet as perguntas do estudo sobre suas vidas e sua saúde. Na medida em que os alunos terminavam de responder, tinham a possibilidade de aprender sobre temas de saúde através da internet.
O resultado:
No Rio, o projeto enfrentou várias dificuldades, como problemas de infra-estrutura e burocracia das escolas públicas estaduais e federais. Greves e más condições dos prédios onde funcionam as escolas foram alguns dos problemas típicos do ensino público brasileiro que o projeto teve que superar. Outro grande problema foi a evasão escolar, pelo menos 30% dos pesquisados tiveram que abandonar o estudo por não freqüentarem mais a escola, pelos motivos mais variados.
No ano passado a Associação Brasileira de Telecomunicações, que reúne as concessionárias de telefonia fixa e de celulares, as operadoras de TVs a cabo e indústrias de telecomunicações, enviou um relatório de 60 páginas ao governo, contestando a idéia.
O estudo, ao qual a Folha de São Paulo teve acesso, diz que o governo gastaria R$ 9,3 bilhões para conectar pela rede pública todas as escolas em banda larga, no prazo de cinco anos, enquanto elas gastariam R$ 6,35 bilhões para chegar ao mesmo objetivo, partindo da atual infra-estrutura privada.
O governo alega soberania para tal decisão.
“O governo tem a preocupação de que seu sistema de segurança esteja em mãos de empresas que, por alguma razão, possam tomar medidas contra ele”
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