O problema dos postos clonados em São Paulo.

Julho 7, 2008

É o fim da picada, até clone de posto de combustível existe! No começo era chinelo, pilha, caneta vindo, boa parte, da China Continental, agora o crime começa se espalhar e criar raízes em lugares que nem poderíamos imaginar.

Segundo levantamento divulgado pelo Sindicom, sindicato que reúne as distribuidoras de combustíveis, a bandeira mais copiada é a BR, com 30 postos, seguida por Esso, com 18, Ipiranga, com 16, e Shell, com 10 postos.

O Instituto Nacional de Defesa do Contribuinte e do Cidadão (INDC) vai enviar uma carta pedindo providências à Agência Nacional de Petróleo (ANP), a única que pode interditar os postos. Segundo Silvia, além de enganar os consumidores, os proprietários desses postos clonados sonegam impostos.

Caso haja suspeita de clonagem, o próprio cidadão também poderá informar à ANP pelo telefone (0800 970 0267).

Leia mais em reportagem do O Globo aqui.

Leia mais sobre os problemas com postos de combustíveis aqui no blog:

Máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro.


Os 60 anos do Bar Brahma em São Paulo.

Junho 29, 2008

O Bar Brahma, localizado em São Paulo, faz 60 anos e para comemorar a BB House, agência do Grupo Bar Brahma, lança a campanha “Do passado, a tradição. Ao futuro, o infinito”. A ação envolve também o selo 60 anos e a Criacittá, agência de marketing cenográfico, ficou responsável pela nova marca.

A mudança é parte de uma estratégia que alia tradicionalismo à contemporaneidade. Para celebrar, o Bar terá um impresso mensal com a programação da casa além de um novo site https://www.barbrahmasp.com/. Tudo isto está inserido no “Bar Brahma Programa”, com informações sobre o bar, reservas, cardápio, shows e eventos, além de promoções e produtos para venda.

Já o Bar Brahma de Curitiba, aplica uma pesquisa através do “cliente mistério” para avaliar e melhorar os serviços. Esta estratégia já foi implantada antes e será aplicada novamente em breve. O método consiste em treinar clientes com o perfil do Bar Brahma e inseri-los no bar sem que os funcionários saibam. Com os resultados, o bar pode melhorar seus serviços, descobrir os pontos fortes e fracos, visando o bem-estar do cliente.

Via Mundo do Marketing

Imagem: Blog Futepoca


Quadrilhas atacam chácaras no interior de São Paulo.

Maio 28, 2008

Os ataques às chácaras e fazendas, quase sempre com reféns, voltaram com toda a força no interior paulista, sobretudo no eixo da Rodovia Castelo Branco. Bandos fortemente armados e encapuzados atacam de surpresa principalmente nos fins de semana quando moradores da capital estão presentes. Eles dominam os visitantes e saqueiam a propriedade. Geralmente usam os veículos das vítimas para fugir com o produto do roubo. São comuns os casos de violência física e psicológica.

A ação desses bandidos começa em Ibiúna e avança até Cesário Lange, a 140 quilômetros da capital, passando por São Roque, Mairinque, Itu, Porto Feliz, Cerquilho e Boituva. Sem viaturas para patrulha rural, a polícia não consegue fazer frente à ação dos bandidos. Em Porto Feliz, a Polícia Civil registrou 35 roubos nos três primeiros meses deste ano - 22% a mais que no trimestre anterior -, sendo 12 na zona rural, todos à mão armada.

No restante do Estado, também há problemas. Por causa da violência - e com dois anos de atraso -, a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), que reúne 243 sindicatos e 360 bases rurais em 580 municípios, anuncia para o segundo semestre o início do Programa de Proteção Preventiva no Meio Rural, que foi criado por um protocolo assinado pelo governador Geraldo Alckmin na Agrishow de 2006, em Ribeirão Preto.

A polícia fará segurança pessoal e patrimonial dos moradores da zona rural e também os orientará na preservação do meio ambiente. Pela contas da Faesp, 210 mil proprietários rurais deverão receber as orientações para ajudar os policiais ambientais na fiscalização das propriedades.

Na região de Sorocaba, o preço dos imóveis rurais desabou. Dezenas de sítios e chácaras, algumas cinematográficas, foram colocadas à venda, a maioria por até metade do valor real.

“A violência espantou os compradores”, garante o dono de uma imobiliária que pediu para não ser identificado, com medo de represálias.

Há três anos, ele fazia de 10 a 15 negócios com imóveis rurais por mês. Hoje, se consegue duas vendas é muito.

“Parei de trabalhar nos fins de semana, pois não há clientela.”

Via Agência Estado


Bastos: Conheça a cidade que reúne o maior número de descendentes de japoneses.

Maio 27, 2008

A equipe do Fantástico visitou a pequena cidade do interior do Estado de São Paulo para fazer uma matéria.

Leia e veja a reportagem - aqui.


Conheça o site Olho Vivo sobre transporte público em São Paulo.

Maio 26, 2008

O site Olho Vivo, da São Paulo Transporte (SPTrans), traz informações online sobre a velocidade dos ônibus e o tempo do percurso nos corredores, tornou explícitas as dificuldades do transporte coletivo na cidade. No dia 12 de maio entre 19 e 20 horas, 7 das 10 faixas exclusivas tinham velocidade inferior a 11 quilômetros por hora. O ideal, segundo a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), é que fosse pelo menos o dobro.

Leia a reportagem completa no Estadão - aqui.


Marília: O reaproveitamento de água chega a 80%.

Maio 25, 2008

Imagem: Ambiente em Foco

Excelente iniciativa da cidade de Marília no interior de SP:

Toda a água utilizada no posto para a lavagem de carros, ônibus e caminhões, desde um simples pára-brisas até uma limpeza completa, são destinados à Estação de Tratamento de Água para Reuso, a Etar.

As Estações de Tratamento de Águas Residuais são estações que tratam as águas residuais de origem industrial para depois serem escoadas para o mar ou rio com um nível de poluição inofensivo para o meio ambiente receptor.

Através de canaletas interligadas pelo posto inteiro, toda a água que seria encaminhada para o esgoto vai para a estação, onde passa por processos físico-químicos de tratamento e sai pronta para ser reutilizada.

Depois que um veículo é lavado, a água com sujeira (graxas, óleos, terra, areia) e detergentes chega a uma caixa de sedimentação de areia onde acontece a primeira etapa do processo. Nessas caixas são retidas as partículas mais pesadas, principalmente as de terra.

Na segunda etapa, todo o efluente passa pela caixa de separação de água e óleo, conhecida como sistema SAO, com a finalidade de reter parte dos óleos presentes no efluente.

Logo após, o equipamento dosa a quantidade de produtos químicos (como o sulfato de alumínio) necessários para o processo de limpeza da água. Em seguida, através de uma bomba de captação do ar, são injetadas microbolhas na água, o que faz com que a sujeira ainda presente seja arrastada para a superfície.

O efluente passa ainda por um raspador, onde a sujeira (conhecida como lodo) é jogada em uma caixa. Todo o lodo retirado fica, por um tempo, exposto em um tanque para ser desidratado com o calor do sol, de onde segue para ser armazenado e devidamente descartado.

O efluente livre do lodo passa por um filtro de areia e carvão ativado, saindo limpo e pronto para a reutilização.

Via Diário de Marília


O mercado brasileiro de feiras de negócios deve movimentar este ano R$ 3,4 bilhões.

Maio 23, 2008

O mercado brasileiro de feiras de negócios deve movimentar este ano R$ 3,4 bilhões. Em 16 anos, o mercado quadruplicou de tamanho. Em 1992 foram realizadas 38 feiras. Este ano serão pelo menos 159, a maior parte concentrada em São Paulo.

Considerada a capital das feiras de negócios, São Paulo abrigará 119 eventos. É uma feira a cada três dias. Este ano cerca de 5,2 milhões de pessoas devem visitar uma ou mais feiras de negócios no país, cerca de 250 mil a mais em relação a 2007.

“A feira é um espelho da economia e principalmente da indústria, que desde o ano passado tem apresentado bom desempenho”, diz o diretor superintendente da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), Armando Arruda Pereira de Campos Mello.

Os planos da Reed Exhibitions Alcantara Machado, a maior promotora de eventos do país, dão uma medida do ritmo do mercado. Criada em 2007 a partir de uma parceria entre a Alcantara Machado, a mais antiga empresa nacional de feiras, e a Reed Exhibitions, maior organizadora de eventos do mundo, a companhia quer duplicar seus negócios nos próximos três anos.

Com a joint venture, a empresa planeja entrar em meia dúzia de cidades novas este ano e investir em outros pólos de desenvolvimento.

“Nos últimos três anos a expansão da empresa tem sido de 25% ao ano em média”, diz o presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Juan Pablo de Vera.

Ele revela que no próximo ano abrirá entre três e cinco negócios e estuda 12 novos projetos.

Via Agência Estado


Trem-bala tupiniquim: Rio a São Paulo em 80 minutos!

Maio 13, 2008

Com previsão de transportar 3 mil pessoas por hora (ou 17 milhões por ano), o projeto é orçado em US$ 11 bilhões. O evento foi organizado por representantes de empresas e do governo do Japão.

A viagem sem paradas de Campinas a São Paulo levaria 24 minutos. De São Paulo ao Rio, 80 minutos, tempo inferior ao gasto em uma viagem de avião (em média 90 minutos, incluindo o check-in). De ônibus, a viagem dura sete horas. Na opção do trem com seis paradas em várias cidades, o trajeto completo duraria pouco mais de duas horas.

A tecnologia do trem-bala japonês já foi adotada em Taiwan e na China. O trem de Taiwan, inaugurado em janeiro de 2007, consumiu US$ 15 bilhões.

Pelo projeto do grupo japonês, cada trem brasileiro terá oito vagões e atingirá velocidade média de 320 quilômetros por hora, podendo atingir o máximo de 360 km/h. Será movido a eletricidade, como os demais trens do mundo. Dependendo do sistema a ser adotado, é possível reaproveitar parte da linha férrea já existente.

O Shinkansen foi inaugurado em 1964 e hoje tem 2.176 quilômetros de extensão e outros 589 quilômetros estão em construção. O sistema transporta 340,4 milhões de passageiros por ano e gera US$ 18,6 bilhões de receita em sua totalidade.

A eficiência e a segurança são fundamentais no projeto. Em 44 anos de operação, não foi registrado nenhum acidente com morte associado à circulação do Shinkansen. A média registrada pelos trens japoneses é de 32 segundos de atraso por trem.

Leia mais aqui.

Via Agência Estado


Seu Joaquim, 51 anos e 30 da profissão do “Bom dia” e do “Até logo”, como ele mesmo define.

Abril 21, 2008

Seu Joaquim é o retrato de um Brasil que muitos desconhecem, a do profissional zeloso e atencioso que atende a todos que vivem com pressa. É uma profissão em extinção e que sobrevive no centro velho de São Paulo. Sorte dos moradores do prédio da Líbero Badaró.

É um prazer ler um pouco da vida deste senhor e maior ainda poder colocar aqui no blog.

Joaquim Justino de Araújo, de 51 anos, só teve um emprego na vida. Desde que chegou a São Paulo, há 30 anos, permanece ao menos seis horas por dia dentro de um cubículo cor de sangue, sentado num banco de madeira. Ele leva a vida na vertical: sempre foi ascensorista, “a profissão do “bom dia” e “até logo” - como define.

“É uma vida de altos e baixos”, diverte-se, logo que chega ao edifício Sampaio Moreira, no centro, onde trabalha.

O prédio, localizado na Rua Líbero Badaró, foi construído em 1924, e é conhecido por arquitetos como “o avô dos arranha-céus”, por ter sido o primeiro prédio de São Paulo a passar dos cinco andares - foi logo para 12. Sabendo da história - duas arquitetas do sétimo andar contaram para ele, no caminho até o térreo:

Joaquim faz graça: “Se ele é o avô dos arranha-céus de São Paulo, isso me faz o avô dos ascensoristas?”, diz, com a risada escondida atrás do bigode.

Secretamente, sem contar ao porteiro ou ao colega ascensorista do turno da manhã, ele faz suas contas.

“O mais antigo ascensorista que conheci nesse tempo trabalhou por 33 anos. Mais três e eu levo o título. Pode escrever. É sério!”

Na rotina, nada de botões. Seus elevadores só andam se uma alavanca dourada for empurrada para trás ou para frente. As portas também são movidas por Joaquim - completamente manuais. Para saber que alguém está chamando, nada de painéis eletrônicos: uma campainha ecoa pelos andares.

Se a campainha tocar desesperadamente, mais de dez vezes, como caso de vida ou morte, quem chama é o proprietário de um escritório de contabilidade no 7º andar, inquilino desde 1949. “Ele faz isso para me zoar.” Agora, se a campainha zumbir três vezes, com pequena pausa entre elas, calma lá: quem chama é um dos herdeiros da família proprietária do prédio.

Dentro de elevadores quase artesanais, Joaquim aponta o único traço de modernidade: as luzinhas, que piscam para indicar ao ascensorista o andar que o solicita. “Não é uma beleza?”, derrete-se o ascensorista, que complementa o salário de R$ 900 com uma “fezinha” no jogo do bicho - geralmente, aposta no “camelo 231 ou 232″, os mesmos números de registro de dois dos elevadores do Sampaio Moreira.

“Já ganhei pra caramba.”

Se há algo que o aborrece, é não poder contar todas as histórias que quer.

“Quando estou no bom da coisa, o passageiro chega ao andar. Fico com aquilo engasgado e não tenho para quem contar”, diz, olhando para o chão.

Quando está prestes a contar mais um segredo - o número dois pintado de vermelho na parede avisa que o térreo está chegando -, ouve um novo chamado. Com um “Opa!” reverente, é sua vez de interromper a conversa.

Do térreo, três toques na campainha - um dos Sampaio Moreira chegou! Joaquim endireita a coluna, bate o pó do terno azul-escuro e, alavanca em punho, faz silêncio. No térreo, puxa a porta e sorri:

“Boa tarde. Subindo!”

Via Vitor Hugo Brandalise para Estadão


Conheça o projeto bilionário da empresa Synergy para a cidade de Guarujá.

Abril 14, 2008

A região de Guarujá, litoral paulista, voltada para o estuário do porto de Santos, foi escolhida para implantação de um megaprojeto que alia porto, retroporto e aeroporto, com investimentos superiores a R$ 1 bilhão.

Participarão da sociedade de propósito específico (SPE) em formação, setores da produção, financeiro e da operação aeroportuária.

Na próxima semana, a Synergy Participações, que coordena e participa como uma das investidoras no projeto, fará sua apresentação às autoridades municipais e portuárias. Propõe-se a movimentar, após cumpridas etapas, 150 mil contêineres por ano e 160 milhões de litros de granéis líquidos, no quinto ano, entre etanol e outros produtos químicos. A capacidade estática para granéis líquidos poderá atingir a 720 mil m3 até o quinto ano de sua implantação.

“Viemos trabalhando nesse projeto há três anos e com a explosão da economia, concluímos que está maduro para ser implantado, levando-se em conta sua localização estratégica, junto a rodovias, ferrovias e a pista de pouso da Base Aérea de Santos, todas junto ao porto”, sustenta Gilson Medeiros Júnior, diretor da Synergy.

Na área portuária fronteiriça ao estuário, o projeto ocupa a extensão de um quilômetro, com uma retaguarda contígua de 500 mil m² e retroárea de mais 1 milhão de m², distante quatro quilômetros do cais. O cais será construído em forma de píer.

O projeto, anunciado com exclusividade para o jornal Valor Econômico, prevê a ampliação e compartilhamento civil e militar da atual pista de pouso e decolagem administrada pela Base Aérea de Santos, que passaria de 1.400 metros para 1.862 metros. A prefeitura de Guarujá dispõe de um projeto para o mesmo equipamento, aprovado pelas autoridades ambientais de São Paulo, pela Aeronáutica e Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).

“Falta apenas fechar um convênio com a autoridade da Aeronáutica em São Paulo”, diz Mauro Scazufca, secretário de Planejamento de Guarujá.

Segundo Medeiros Júnior, o setor privado está disposto a bancar inteiramente o projeto, enquanto o da prefeitura teria a participação de recursos públicos. As obras do aeroporto metropolitano de Guarujá, como é denominado, estão orçadas em R$ 21 milhões.

Junto à Synergy, atuaram no segmento aeroportuário do projeto, as empresas WF/Arquitetônica, uma joint venture americana e a Washington Fiúza Arquitetos. Esta empresa, conforme Medeiros, já contratou “mais de 1 milhão de metros quadrados em empreendimentos corporativos”. No setor portuário do investimento atua a KWA Solution.

Segundo Medeiros, os empreendedores, cujos nomes ainda não foram revelados, após a liberação das licenças, garantem que o terminal aeroportuário terá condições de funcionamento em oito meses, enquanto áreas e equipamentos do porto e retroporto, em 24 meses. Ao lado do projeto da Synergy está o da Embraport, do grupo Coimex, em obras, com objetivos semelhantes, de movimentar contêineres e etanol.

Reportagem de José Rodrigues para Valor Econômico

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