Direito autoral: Quanto de um livro pode-se xerocopiar? Leia artigo e entenda como funciona.

Julho 23, 2008

Recebi esta reportagem de um amigo de Campinas, jovem advogado Dr. Aldo, e achei bem interessante. Vale a pena dar uma olhada e ver o quanto ainda as relações em direito autoral neste país continuam precárias e cheias de dúvidas e interpretações diversas.

Lacunas na lei levam à Justiça disputas por direitos autorais

Dez anos após entrar em vigor, a Lei de Direitos Autorais sofre questionamentos na Justiça diante de lacunas e imprecisões apontadas por especialistas. A Lei nº 9.610, de 1998, foi criada para adequar a antiga legislação sobre direitos autorais, da década de 70, aos avanços tecnológicos que implicaram em novas formas de criação artística e de violações das mesmas. Mas, apesar de ter cumprido esse papel, alguns aspectos ainda não alcançaram um entendimento pacífico no Poder Judiciário.

Um dos focos de questionamentos judiciais da legislação trata das obras feitas sob encomenda, ou seja, os trabalhos desenvolvidos pelos chamados profissionais criativos, como fotógrafos, cientistas e webdesigners, para as empresas que os contrataram. A antiga Lei nº 5.988, de 1973, previa que a obra intelectual produzida em cumprimento ao dever funcional, contrato de trabalho ou prestação de serviços pertenceria a ambas as partes, salvo convenção em contrário. No entanto, não há previsão para isso na atual legislação, o que tem levado profissionais a reivindicarem direitos sobre obras na Justiça.

A ausência de previsão legal sobre o tema acaba gerando processos na Justiça. Como o de um designer gráfico que processou a empresa em que trabalhou, pleiteando uma indenização de R$ 150 mil, sob a alegação de que suas criações foram utilizadas após a rescisão contratual. Ele perdeu na primeira e segunda instâncias - em abril, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região considerou que a empresa poderia usar as criações após o desligamento do funcionário sem a necessidade de pagar por isso, pois a remuneração da obra estaria incluída nos salários que recebeu enquanto empregado.

O caso não é raro. O advogado Attilio Gorini, do escritório Dannemann Siemsen Advogados, representa dezenas de empresas em negociações com ex-funcionários.

“A maioria é resolvida por acordos”, diz.

Um dos casos do advogado em andamento é o de um diretor de cinema que fez um documentário a pedido de uma empresa e entrou com uma ação alegando violação de direitos autorais por não ter autorizado o lançamento de seu filme na forma de uma compilação, como fez a empresa. O caso ainda aguarda julgamento. Para o advogado José Roberto Gusmão, do escritório Gusmão & Labrunie, o problema é que hoje a maioria das criações são empresariadas e a lei não permite que pessoas jurídicas sejam consideradas autoras de obras.

“A lei apresenta uma proteção paternalista exagerada ao autor”, diz Gusmão.

Também não é pacífico na Justiça o entendimento em torno do artigo 46 da Lei de Direitos Autorais, que permite a cópia de “pequenos trechos” de obras. De acordo com a advogada Sonia Maria D’Elboux, algumas decisões judiciais consideram como pequeno trecho cerca de 20% da obra. Segundo ela, nos últimos anos algumas faculdades foram notificadas por deixar livros inteiros à disposição dos alunos na central de cópias.

“A cópia deveria ser permitida em casos como obras esgotadas ou estrangeiras de cunho científico não editadas no Brasil”, diz.

Recentemente, ao julgar sobre um caso de plágio de uma obra literária, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) negou um pedido de indenização por entender que não houve subtração total do texto, pois foi copiada somente a sua essência, o que seria permitido pela lei.

O advogado Alexandre Lyrio, do escritório Castro, Barros, Sobral, Gomes Advogados, atuou na defesa de uma empresa de engenharia que, em comemoração aos 50 anos de existência, publicou um livro com trechos de poemas associados a fotos do Rio de Janeiro. Os autores entraram na Justiça reivindicando direitos autorais sobre a obra, mas, segundo Lyrio, o juiz decidiu favoravelmente à empresa, por entender que ela não era a responsável pela seleção dos trechos, já que havia contratado um serviço terceirizado para fazer isso. Em outras quatro ações em que o advogado atuou, o entendimento do Judiciário foi de que eram devidos os direitos autorais, apesar de serem pequenos trechos, pois foi levado em consideração o artigo 24 da lei, que dá ao autor o direito de assegurar a integridade da obra e se opor a modificações.

“A falta de detalhamento da expressão ‘pequenos trechos’ gera insegurança jurídica”, diz Lyrio.

Estabelecer uma indenização por violação de direitos autorais foi outra novidade da Lei nº 9.610. O artigo 103 determina que, não se conhecendo o número de exemplares de uma edição fraudulenta, será pago pelo transgressor o valor de três mil exemplares, além dos apreendidos. Mas, para alguns advogados, há casos em que esse valor não é razoável. O advogado Luis Edgard Montaury Pimenta, do escritório Montaury Pimenta, Machado & Lioce, atuou contra uma rede de supermercados que comercializou uma camiseta com a imagem de um atleta. O fotógrafo autor da imagem pleiteou na Justiça uma indenização por violação de seus direitos. Como não foi possível descobrir quantas camisetas foram vendidas, aplicou-se o critério da lei - nesse caso, para Montaury, o valor foi aquém do desejado, pois cada peça custava R$ 5,00.

“O valor deveria ser adequado a cada situação”, diz.

Com a internet, ficou quase impossível mensurar a quantidade de cópias de uma obra que foram veiculadas. No ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) se deparou com um recurso em que uma empresa tentava limitar a condenação por violação de direitos autorais de software ao equivalente ao número de programas de computador obtidos ilegalmente. O STJ, porém, manteve a decisão de segunda instância, que havia aplicado o artigo 103 da lei, por entender que a utilização dos softwares contrafaceados em computadores em rede permite que um número maior de pessoas os acesse.

De Luiza de Carvalho, De São Paulo para Jornal Valor Econômico do 14 de julho de 2008


A demanda por gestores brasileiros está em alta.

Julho 14, 2008

O primeiro semestre foi extremamente positivo para os executivos brasileiros. De acordo com o levantamento realizado pela Gazeta Mercantil junto a cinco consultorias ligadas à área de recursos humanos, de janeiro a junho o número de vagas para gestores aumentou substancialmente em todos os mercados, na comparação com o mesmo período de 2007.

A DBM Brasil, por exemplo, detectou uma elevação de mais de 60% nos processos seletivos no semestre, em relação ao ano passado.

Leia mais em reportagem do Jornal Gazeta Mercantil aqui.


Vídeo: Saiba como os “headhunters” descrevem o currículo ideal.

Julho 8, 2008

Em reportagem da Folha Online traz um levantamento da consultoria Right Management sobre as preferências dos “headhunters” na construção do currículo, o primeiro contato do candidato a uma vaga.

Leia mais a reportagem e assista o vídeo aqui.

Leia mais sobre “headhunters” aqui no blog:

Headhunter: Conheça algumas táticas utilizadas no processo seletivo.


General Motors abre 400 vagas em Mogi das Cruzes e Sorocaba.

Junho 30, 2008

O Complexo Industrial e Comercial da General Motors de Mogi das Cruzes (SP) contratará 300 novos funcionários devido à expansão de suas atividades e o funcionamento, a partir do próximo mês de agosto, de três turnos de trabalho.

Já no Centro Distribuidor de Peças, em Sorocaba (SP), também serão criados novos 100 postos de trabalho. O investimento total nas duas unidades será de R$ 50 milhões.

O Centro Distribuidor de Peças do Complexo da GM em Mogi das Cruzes será transferido para a cidade de Sorocaba, de forma gradativa, até julho de 2009.

Leia mais em reportagem do portal G1 aqui.

Cada um dos 9 mil funcionários da fábrica poderá indicar um candidato, que terá prioridade no processo de seleção. Os demais candidatos devem preencher o currículo no site da Chevrolet, pelo link “trabalhe conosco”.

A General Motors não informou os salários.


Exportando talentos: Publicitários brasileiros pelo mundo.

Junho 25, 2008

CANNES, FRANÇA. Um dos desafios das agências brasileiras no Festival Internacional de Publicidade de Cannes é tentar trazer de volta os áureos tempos do setor no país, quando as agências nacionais foram consideradas as melhores do mundo por quatro anos consecutivos, na virada da década.

Uma visita à área dos Young Lions, os jovens publicitários do festival, mostra que o caminho será difícil e bastante parecido com o da seleção de futebol: há mais brasileiros representando outros países do que o próprio Brasil. Entre os cinco brasileiros participantes da categoria de anúncios impressos nos Young Lions, apenas dois representavam o Brasil. Os outros eram dos Emirados Árabes, da Romênia e de Portugal.

Apesar de a presença brasileira ser comum em agências norte-americanas e européias, a novidade é que os mais jovens passaram a ser caçados para os países emergentes, como os do Leste Europeu e da Ásia.

“Temos a tradição de ter bons diretores de arte no Brasil e, quando a agência na qual trabalho resolveu incrementar sua criatividade, logo pensaram em brasileiros”, afirma Pedro Américo Pahl, diretor da Tempo Advertising, na Romênia.

Aos 27 anos, Pahl saiu do verão carioca direto para o inverno romeno. O pernambucano Rafael Rizuto foi levado para o Oriente Médio e não tem planos de voltar ao Brasil tão cedo.

“Na agência em que trabalho há pessoas de 30 países”, diz Rizuto. “Os árabes têm alto poder aquisitivo, mas sentem falta da estética ocidental.”

A importação de mão-de-obra talvez seja um dos motivos pelo qual cada vez mais países diferentes são premiados em Cannes. Malásia, Qatar, China e Cingapura conquistaram mais leões de ouro do que países ocidentais, na categoria de outdoor.

Via Jornal O Tempo


Vídeo: Anúncio de emprego no Google.

Junho 1, 2008

Procurando emprego? Vá trabalhar na baia 149 do Google.

Empresa admirada é assim: ajudamos até a divulgar vagas de emprego!


Conheça os desafios, as exigências e a situação para o profissional de marketing.

Maio 25, 2008

Para ser um profissional de marketing, é preciso, além de curso superior ou pós-graduação em áreas como Publicidade ou Relações Públicas, gostar de superar desafios. O motivo é que a rotina de quem trabalha nessa área envolve desde o planejamento estratégico até a promoção e a venda do produto, seja ele tangível (como bens de consumo) ou intangível (serviços).

Flexíveis, profissionais dessa área precisam ter aptidão para o negócio e estarem prontos para lidar com novas tecnologias. Como se não bastassem tantas exigências, o mercado ainda costuma cobrar domínio de línguas estrangeiras.

Situação do mercado
Mas o esforço compensa. Um levantamento da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego, revela que a remuneração média dos profissionais de mercado variou de R$ 5 mil a R$ 11,7 mil em 2006.

Entre as vagas ocupadas no ano retrasado, 11.994 foram preenchidas por mulheres, com remuneração média em torno de R$ 2,9 mil para analista de pesquisa de mercado e de R$ 9,3 mil para quem conseguiu chegar ao topo da carreira como diretor de marketing.

No entanto, os salários para o sexo masculino foram um pouco maiores: R$ 3,6 mil para analista de pesquisa de mercado; R$ 6,9 mil para gerente de marketing e R$ 12,9 mil para diretor.

A pesquisa também constatou que há, atualmente, 24.057 pessoas trabalhando nas ocupações de analista de pesquisa de mercado, gerente de marketing e diretor de marketing.

Via Karin Sato para Infomoney


Indaiatuba: Um oásis de emprego para jovens.

Maio 12, 2008

Quem estiver interessado em modelos para geração de empregos para jovens - um dos grandes problemas nacionais - deve prestar atenção na cidade de Indaiatuba, uma região industrial no interior de São Paulo, próxima de Campinas. Lá se criou uma espécie de oásis para emprego juvenil.

A prefeitura já tinha uma escola técnica em parceria com o governo federal, aproveitando as vocações econômicas locais, de onde 98% dos alunos saíam empregados; os 2% restantes só não pegavam emprego porque não queriam, oferta não falta.

Imagem: Projecto Emprego

A cidade foi mais longe, ao fazer uma parceria com o governo estadual, mais uma vez orientada pelas vocações da região. Fizeram uma lista das demandas das empresas e montaram-se cursos técnicos dentro das escolas estaduais, aproveitando espaço ocioso, com ensino a distância combinado com monitoria presencial, esse modelo é inusitado, já que mistura a formação técnica com o ensino regular.

É mínina a chance de um jovem, uma vez formado, ficar sem emprego. Agora que se discute a expansão do ensino técnico, já que muitas empresas reclamam de falta de mão-de-obra qualificada. Além disso, o governo federal lançou uma polêmica ao pedir a remodelação do bilionário Sistema S (Sesi e Senac), a pequena cidade de Indaiatuba aparece com um interessante modelo de tecnologia social.

Poucos problemas são tão relevantes no país como melhorar a produtividade das empresas e incluir os jovens no mercado de trabalho.

Leia mais sobre as iniciativas da cidade aqui no site do Dimenstein.

Via Gilberto Dimenstein para Folha Online


Talento do publicitário brasileiro atrai profissionais ao exterior.

Abril 21, 2008

Ginga. Brasileiros têm um jeito “mais solto” de criar. Agências brasileiras ampliam atuação a clientes no exterior. Está ficando comum ida de profissionais para empresas associadas.


Prestígico: Alexandre Gama, da NeogamaBBH, participou de uma concorrência global e abocanhou conta do OMO.

O novo cenário pôde ser justificado na semana passada, sobre a viagem de uma dupla da agência Lew, Lara/TBWA a Los Angeles, afim de colaborar com as outras duplas dos escritórios daTBWA espalhados pelo mundo, para a disputa da verba de propaganda de um cliente multinacional.

A presença de profissionais brasileiros nesses pools de criação para as grandes marcas globais era pontual. Mas, no último ano, está virando rotina.

“Antes era esporádico, agora é bandeirada”, brinca Mario D’Andréa, vice-presidente de criação da JWT no Brasil. “Diria que a demanda cresceu uns 25% em relação ao passado”, acrescenta D’Andréa, que está nesse negócio há 26 anos.

O melhor para as agências daqui é que as suas propostas estão ganhando espaço e até mesmo encabeçando as campanhas globais. Há duas semanas, Anselmo Ramos, vice-presidente de criação da Ogilvy Brasil, foi gravar no exterior a nova campanha mundial para a linha de cabelos da marca Dove, toda desenvolvida em São Paulo.

“O nosso mercado não está mais na Vila Olímpia (bairro que concentra grande número de agências de publicidade), há muitas oportunidades além fronteiras”, diz ele que, por 12 anos, trabalhou no exterior para várias redes de agências.

Só nos últimos meses, a Ogilvy elaborou campanhas globais para marcas como Fanta, Motorola, Confort e para uma das bonecas da indústria de brinquedos Mattel. A intensificação da presença brasileira integrando as forças tarefas em concorrências mundiais, sempre dominada pelos norteamericanos e ingleses, não se dá por conta de custos menores.

“O salário de um publicitário júnior no Brasil corresponde a de um sênior no exterior”, esclarece Ramos, como conhecimento de vivência profissional lá fora.

Via O Tempo/MG


Headhunter: Conheça algumas táticas utilizadas no processo seletivo.

Abril 14, 2008

A sócia da Steer Recursos Humanos, Priscila de Oliveira, é headhunter há 11 anos. Ela conta quais são as táticas que usa na entrevista de emprego para saber se o candidato está falando a verdade ou se está mentindo.

“Mantenho o clima descontraído, para desmontar o profissional”, explica.

O motivo é simples: hoje, há cursos para preparar as pessoas para entrevistas de emprego. Resultado: treinadas para agradar, elas dizem apenas o que o selecionador quer ouvir, quase de maneira robótica, e passam longe da sinceridade.

Por isso, além do clima informal, que deixa a pessoa à vontade, de forma que possa mostrar quem de fato é, Priscila foge das perguntas tradicionais.

“É comum os selecionadores perguntarem o que o candidato faria em determinadas situações. As chances dele não ser muito verdadeiro são altas, pois a tendência é responder o que o outro quer ouvir. Prefiro perguntas sobre fatos do passado”.

Perguntas
A especialista questiona, por exemplo, quais foram os principais resultados atingidos no último emprego ou qual a situação mais difícil que já passou com um cliente.

“Como a pessoa fica muito à vontade, acaba contando coisas que não contaria em um processo seletivo tradicional, inclusive, usando uma linguagem mais informal”, garante.

A dica para o selecionador é saber ponderar alguns erros do candidato, que não devem comprometer a decisão final no processo seletivo.

“Com o clima descontraído, surge de tudo. Todo mundo recomenda a profissionais que procuram emprego não falar mal da empresa anterior na entrevista. Porém, não é raro ouvirmos uma história e percebermos que o candidato não faz críticas ao antigo emprego de graça. Simplesmente, o que aconteceu não casou com seus valores éticos e morais”, avalia Priscila.

Referências
Outra forma de verificar a ética e a honestidade do candidato é pedindo a ele que indique pessoas com as quais já trabalhou para levantar referências. Pedir indicações, e não procurar alguém de forma independente, é uma questão ética. O mais comum é a indicação do ex-gerente.

Porém, é importante que o selecionador deixe claro, tanto ao candidato quanto ao profissional que dará a referência, que todas as informações passadas serão sigilosas.

“Quando se fala em referência, muitos pensam que já é algo combinado e que a pessoa indicada pelo candidato apenas falará bem, porém, não é bem assim que funciona. Já vi muitos casos em que o indicado fez críticas pesadas”, completa a sócia da Steer Recursos Humanos.

Via Administradores