Brasil: 4,7 livros per capita. Média de livros lidos no Sul é maior do que no resto do país, com 5,5 livros.

Maio 28, 2008

O brasileiro lê em média 4,7 livros por ano. O dado, apresentado na manhã de hoje (28), é da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituo Pró-livro.

De acordo com o levantamento, na Região Sul, a média de leitura anual é maior do que a Nacional, com 5,5 livros. O Norte registrou o menor índice com 3,9 livros por habitante.

A estimativa aumenta de acordo com a escolaridade. Entre os que possuem formação superior é de 8,3 livros por ano, enquanto para quem cursou até a 4ª série a média é de 3,7.

O Instituo Ibope coordenou a coleta dos dados e entrevistou mais de 500 mil pessoas em 313 municípios brasileiros.

Via Agência Brasil


Confira o perfil de empresa que atrai universitários brasileiros.

Maio 24, 2008

Com o recente fortalecimento da economia do País, o mercado de trabalho se mostra também mais aquecido, por isso profissionais estão podendo até mesmo escolher em qual empresa desejam trabalhar, principalmente aqueles que estão no início de sua carreira, na fase do estágio.

Isto é, aquele emprego encarado como “falta de opção” passou a caracterizar uma situação estritamente temporária. Mas, afinal, o que atrai os jovens em uma empresa?

Pesquisa realizada pela Quorum Brasil, com 200 estudantes do último ano do curso de administração de empresas, de diversas universidades, revelou que a perspectiva de crescimento e os benefícios atraentes são os dois principais focos.

Fatores
Para 26% dos estudantes homens e 18% das mulheres, a perspectiva de crescimento é o fator mais atraente. Já os benefícios foram citados por 22% delas e 15% deles. Depois, aparecem: área de atuação da empresa (19% entre homens e 9% entre mulheres) e porte da empresa (12% entre homens e 9% entre mulheres).

Os entrevistados também revelaram que levam em conta a relevância da empresa no setor, o salário compatível com a função, a oferta de treinamento e cursos, um bom ambiente de trabalho, a localização da empresa, a atuação internacional e a igualdade de condições entre homens e mulheres.

Empresa ideal
Quando questionados sobre que tipo de empresa preferem, a principal resposta foi “aquela que valoriza o conhecimento da pessoa”, seguida pela empresa “de grande porte”.

Veja as respostas a seguir:

  • Que valoriza o conhecimento da pessoas: 92%;
  • Que valoriza quem vem de escolas famosas: 8%;
  • De grande porte: 88%;
  • De pequeno porte: 12%;
  • Onde existe a oportunidade de viajar: 83%;
  • Onde o trabalho é apenas local: 17%;
  • Onde seja proibido fumar: 76%;
  • Onde o fumo é liberado: 24%;
  • Onde a liderança estimula a integração: 67%;
  • Onde a liderança não interfere nos grupos: 33%;
  • Que seja perto da minha casa: 53%;
  • Que fica distante da minha casa: 37%;
  • Que é afastada do agito da cidade: 53%;
  • Que fica no meio do agito: 47%;
  • Onde os líderes me mantêm informado: 51%;
  • Onde sou incentivado a buscar informações: 49%;
  • Onde é preciso usar roupas sociais: 50%;
  • Onde a roupa é descontraída: 50%.
  • Já ao responder a pergunta: “o que agrega valor no momento de escolher uma empresa?”, as duas principais respostas foram: “ser uma empresa preocupada com o meio ambiente” e “ser uma empresa aberta para ouvir minhas opiniões”.

    Confira no quadro a seguir:

    O que agrega valor no momento de escolher uma empresa?
    Fator que agrega Índice de concordância
    Preocupação com o meio ambiente 98%
    Empresa aberta para ouvir minhas opiniões 95%
    Regras e procedimentos claramente definidos 93%
    Foco no desenvolvimento dos funcionários 94%
    Empresa moderna, atualizada em seu setor de atividade 90%

    Fonte: Quorum Brasil e Infomoney


    O futuro dos semáforos.

    Abril 24, 2008

    Hanyoung Lee é o criador do Virtual Wall, uma barreira de plasma laser mostrando pessoas atravessando a rua. Os lasers não são poderosos o suficiente para prejudicar as pessoas ou veículos, mas o efeito é o suficiente para fazer parar e deixar os motoristas alertas.

    O conceito foi denominado de “adlights” ou “anúncios de tráfego”, onde o feixe luminoso concentra uma grande quantidade de cores possibilitando a criação de anúncios visuais. É um projeto secreto para o Google? Quem sabe…

    Não deixa de ser uma grande idéia aliar segurança no trânsito com a tecnologia, mas utilizar como uma “nova mídia” complicado…

    Via Concept Trends


    Jorge Gerdau: “Com o nível de educação oferecido hoje para a população, não há como competir globalmente no mercado.”

    Abril 19, 2008

    O presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, foi enfático - e controverso - ao discursar, sob o tema da educação pública, para 320 empresários, além de políticos de vários Estados, hoje, na Bahia.

    “Um certo dia, um analista nosso me ligou para dizer que estávamos conseguindo produzir, na Bahia, aço com padrão mundial de qualidade”, conta. “Pensei: se na Bahia a gente conseguiu produzir aço de padrão mundial, o Brasil tem solução.”

    A frase, tanto preconceituosa quanto inesperada, arrancou gargalhadas da platéia e foi a forma encontrada pelo empresário para explicar o problema que sofre com a falta de capacitação profissional de seus funcionários. Gerdau foi além:

    “Com o nível de educação oferecido hoje para a população, não há como competir globalmente no mercado”, acredita. “Só empresas de grande porte, como a nossa, capaz de investir na formação e na qualificação dos colaboradores, conseguem competir.”

    “A educação é uma área em que é preciso avançar no campo do gerenciamento”, segue Gerdau. “Sem sistema de gestão, o conhecimento se perde. É preciso unir forças para sairmos da situação atual. Enquanto a educação não for a preocupação número um da população, não avançaremos em nenhuma área.”

    Gestão

    A fala de Gerdau repercutiu entre os demais participantes. A presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, por exemplo, cobrou do ministro da Educação o estabelecimento de metas e a avaliação de resultados no sistema de ensino público, como forma de promover melhorias no setor.

    “Sabemos que 50% do problema de má distribuição de renda é de responsabilidade direta da educação”, afirma. “Só um plano de gestão como o adotado nas empresas pode fazer com que os projetos avancem”, acredita Viviane.

    Via Agência Estado


    A educação por Içami Tiba: ‘falta cidadania familiar’

    Abril 16, 2008

    Içami Tiba

    Jovens indisciplinados, sem limites, pais à beira de um ataque de nervos… Ultimamente, falar de indisciplina e agressividade dos mais novos parece chover no molhado. O psiquiatra e escritor Içami Tiba que o diga.

    Especialista em temas inerentes à adolescência, autor de mais de 22 livros e com 3.300 palestras no currículo, o psiquiatra afirma que a falta de limites carrega o peso de ser a responsável por uma geração desinteressada e sem cidadania.

    “Os pais aceitam que os filhos façam o que têm vontade para não contrariar, achando que assim eles serão líderes. É um engano.”

    De acordo com o psiquiatra, cobrar bons exemplos é a receita para a consolidação da cidadania, em vez de copiar más condutas. E isso pode ser aprendido em casa.

    “Os pais não podem perder de vista o sentido educativo das coisas, principalmente do dinheiro. Isso é ter responsabilidade.”

    Leia a seguir trechos da entrevista concedida a O Diário:

    O senhor já fez mais de 2.500 palestras sobre disciplina e limites. As pessoas não entendem o que está sendo dito ou o tema exige essa repetição toda?

    “Eu acho que os pais perderam a referência de educação e passaram só a prover sem autoridade. Os filhos não ouvem os pais, fazem o que têm vontade e os pais acabam aceitando para não contrariar, achando que se o filho fizer o que tem vontade será um líder. Aí que está todo o engano de posição na vida. Líder não é aquele que faz o que tem vontade, mas faz com que o outro produza o melhor que pode. É um gerenciador de pessoas e não um escravo. E os pais se colocam na posição de escravos da vontade dos filhos, estão sendo tiranizados.”

    Desde quando isso tem ocorrido?

    “Há cinco anos era menos. Depois do lançamento do livro “Quem ama, educa”, em 2003, muita gente começou a acordar para o problema. E sempre tive muito movimento no consultório, que reflete a sociedade.”

    É um termômetro?

    “Sim. Neste período as problemáticas mudaram. Mães que não sabem o que fazer em casa, filhos tirânicos, enfim, demonstrações da perda de controle sobre a educação. E aí eu vi que está faltando a cidadania familiar, aquele esquema de educação que seja um projeto e não algo que se dá na base da perda do controle e das emoções. Por isso reescrevi o livro Quem ama educa! Formando cidadãos éticos. Esta é a maior preocupação hoje. A indisciplina resultou em uma geração de adolescentes que não está bem, sem persistência, sem cidadania, desinteressada, que não agüenta contrariedades.”

    A impunidade, que impera nos estratos sociais e políticos mais altos, não contribui com isso?

    “E é isso o que quebra o padrão educativo da cidadania. Ele não é cidadão quando copia maus exemplos em vez de exigir que as pessoas dêem bons exemplos. “Já que todo mundo faz, vou me permitir a fazer também”. Esse é um grande erro. Ninguém pode achar que vai poder fazer o que tem vontade e ponto final. Agora, onde se aprende isso? Em casa. De que maneira? Por meio do desvio de verba.”

    Como é isso?

    “A criança pega dinheiro para o lanche mas gasta em figurinha. E os pais ficam quietos. O que aconteceu? O pai deixou de olhar para o sentido educativo do dinheiro que é a responsabilidade que o filho deveria ter tido. O dinheiro não era dele, filho, era do pai. O político faz o quê? Pega o dinheiro do povo, para aplicar em Educação e gasta tudo em figurinha. Então nós temos que construir uma nova geração para o Brasil que vamos deixar. Esse é o meu sonho.”

    Via Jornal O Diário do Norte do Paraná


    Papai pela 1ª vez? 2ª ou 3ª vez? Acesse o blog Coruja.

    Abril 9, 2008

    Blog Coruja do Up Date or Die

    O pessoal do Updaters não dorme no ponto mesmo. Idéia sensacional este do blog Coruja sobre o mundo da maternidade!

    Quem é pai como eu sabe do trabalhão que dá ter um filho, no meu caso uma filha, e as agruras e felicidades que envolvem criar um rebento! A responsabilidade é imensa e do tamanho dos mistérios e choros e muitas, várias, noites mal dormidas! Enjoy it!


    Vídeo: Você sabia? 2.0 e o mundo em números, da globalização à Era da Informação.

    Março 21, 2008

    Um vídeo para não deixar dúvidas nas transformações que estamos vivenciando. Globalização, Era da Informação, Web 2.0, Wikis, Mídias Sociais entre outras possibilidades e realidades visíveis em nosso dia-a-dia!

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    Em qual momento de nossa história vivenciamos com tanta rapidez estas tranformações?

    Como não podia deixar de ser, não basta um vídeo bem produzido! Na era dos sistemas colaborativos, aqui está o link para quem quiser participar da discussão sobre o assunto.

    Abaixo, um infográfico parcial de endereços IP, onde as conexões foram mapeadas com cores diferentes. Mapa do “longínquo” ano de 2005.

    600px-internet_map_10241.jpg
    Via Wikipedia

    Curioso em ver este infográfico com mais detalhes? Clique aqui.


    1968 em, “Carta ao Ministro da Educação”, por Clarice Lispector.

    Fevereiro 24, 2008

    Esta carta endereçada ao então Ministro da Educação em 1968, Raymundo Moniz de Aragão, esta semana completou 40 anos.

    A educação é um tema que deve e deveria estar sempre na prioridade de qualquer nação. Houve avanços significativos, mas ainda é muito pouco e como percebemos, caminho ainda é longo.

    “Em primeiro lugar queríamos saber se as verbas destinadas para a educação são distribuídas pelo senhor. Se não, essa carta deveria se dirigir ao presidente da República. A este não me dirijo por uma espécie de pudor, enquanto sinto-me com mais direito de falar com o ministro da Educação por já ter sido estudante.

    O senhor há de estranhar que uma simples escritora escreva sobre um assunto tão complexo como o de verbas para educação – o que no caso significa abrir vaga para os excedentes. Mão o problema é tão grave e por vezes patético que mesmo a mim, não tendo ainda filhos em idade universitária, me toca.

    O MEC, visando evitar o problema do grande número de candidatos para poucas vagas, resolveu fazer constar nos editais de vestibular que os concursos seriam classificatórios, considerando aprovados apenas os primeiros colocados dentro do número de vagas existentes. Essa medida impede qualquer ação judicial por parte dos que não são aproveitados, não impedindo, no entanto, que os alunos tenham o impulso de ir à ruas reivindicar as vagas que lhe são negadas.

    Senhor ministro ou senhor presidente: “excedentes” num país que ainda está em construção? ! e que precisa com urgência de homens e mulheres que o construam? Só deixar entrar nas Faculdades os que tirarem melhores notas é fugir completamente ao problema. O senhor já foi estudante e sabe que nem sempre os alunos que tiraram as melhores notas terminam sendo os melhores profissionais, os mais capacitados para resolver na vida real os grandes problemas que existem. E nem sempre quem tira as melhores notas e ocupa uma vaga tem pleno direito a ela. Eu mesma fui universitária e no vestibular classificaram-me entre os primeiros candidatos. No entanto, por motivos que aqui não importam, nem sequer segui a profissão. Na verdade eu não tinha direito à vaga.

    Não estou de modo algum entrando em seara alheia. Esta seara é de todos nós. E estou falando em nome de tantos que, simbolicamente, é como se o senhor chegasse à janela de seu gabinete de trabalho e visse embaixo uma multidão de rapazes e moças esperando seu veredicto.

    Ser estudante é algo muito sério. É quando os ideais se formam, é quando mais se pensa num meio de ajudar o Brasil. Senhor ministro ou presidente da República, impedir que jovens entrem em universidade é crime. Perdoe a violência da palavra. Mas é a palavra certa.

    Se a verba para universidades é curta, obrigando a diminuir o número de vagas, por que não submetem os estudantes, alguns meses antes do vestibular, a exames psicotécnicos, a testes vocacionais? Isso não só serviria de eliminatória para as faculdades, como ajudaria aos estudantes em caminho errado de vocação. Esta idéia partiu de uma estudante.

    Se o senhor soubesse do sacrifício que na maioria das vezes a família inteira faz para que um rapaz realize o seu sonho, o de estudar. Se soubesse da profunda e muitas vezes irreparável desilusão quando entra a palavra ‘excedente’. Falei como uma jovem que foi excedente, perguntei-lhe como se sentira. Respondeu que se sentira desorientada e vazia, enquanto ao seu lado rapazes e moças, ao se saberem excedentes, ali mesmo começaram a chorar. E nem poderiam sair à rua para uma passeata de protesto porque sabem que a polícia poderia espancá-los.

    O senhor sabe o preço dos livros para pré-vestibulares? São caríssimos, comprados à custa de grandes dificuldades, pagos em prestações. Para no fim terem sido inúteis?

    Que estas páginas simbolizem uma passeata de protesto de rapazes e moças.”

    Clarice Lispector, 17 de fevereiro de 1968

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    Clarice Lispector por Loredano

    “Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…”

    1920 ~1977