Consumidor reduziu compra de itens que subiram muito.

Maio 29, 2008

O brasileiro reagiu de forma racional à disparada dos preços dos alimentos nos últimos meses. Se no passado, na época da inflação galopante, fazia estoques para preservar o poder de compra do dinheiro, hoje está cauteloso.

“O consumidor reduziu as compras dos alimentos que tiveram reajustes expressivos nos últimos meses. A primeira reação foi não comprar”, constata o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira.

Um levantamento preliminar feito pela entidade revela que os volumes vendidos de feijão e de massas caíram 10% e 5%, respectivamente, nos últimos seis meses. Na análise de Moreira, o brasileiro está reagindo a esse surto inflacionário de maneira mais inteligente do que no passado.

“O consumidor não se dá por vencido: substitui marcas e percorre várias lojas para manter o nível de consumo.”

Ele atribui esse movimento de freada nas compras de produtos majorados a um leque maior de opções tanto de marcas como de supermercados em relação ao que existia a 15 anos atrás.

Moreira considera que o repique atual dos preços dos alimentos tem potencial de risco maior do que no passado. Ele lembra que a estrutura de gastos do brasileiro mudou. Com a incorporação de novos gastos, como TV a cabo, conta de celular e crediário, que naquela época era incipiente, a alta dos alimentos pode causar aumento da inadimplência de outros compromissos.

Via Agência Estado


Polícia Federal: Crimes na internet rendem mais que tráfico de drogas no Brasil.

Maio 29, 2008

Grandes criminosos do país estão trocando armas por teclados de computador. Os crimes mais rentáveis do Brasil estão hoje no campo virtual e os lucros são mais altos que os obtidos no narcotráfico, segundo a Abeat (Associação Brasileira de Especialistas em Alta Tecnologia) e a PF (Polícia Federal). Sem legislação própria, condutas ilícitas na internet estão atraindo quadrilhas que antes atuavam em crimes como roubo a bancos e tráfico de drogas, segundo a PF.

Em todo o país, há hoje 140 peritos que investigam crimes na internet. Há pouco mais de dez anos, existia apenas um, de acordo com a Abeat. Só este ano, segundo a PF, os investigadores produziram 2.820 laudos de crimes com base em informações descobertas em correios eletrônicos, imagens, registros de impressão, arquivos, pendrives e discos rígidos de computadores.

“A tendência é esses crimes aumentarem, por causa das novas formas de tecnologia e a falta de legislação”, afirma o perito Paulo Quitiliano, presidente da Abeat e coordenador-geral da Conferência Internacional de Perícias em Crimes Cibernéticos, que terá sua quinta edição em setembro no Rio.

“Quadrilhas tradicionais têm migrado suas operações para a internet. Mas eles imaginam, de forma errônea, que estão no anonimato”.

Leia reportagem completa da Folha de São Paulo - aqui.


Nova fraude nos leites: Procon alerta consumidores sobre leite em pó.

Maio 27, 2008

A coordenadora do Procon-PR, Ivanira Gavião Pinheiro, alertou os consumidores para nova fraude nos leites. De acordo com dados do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), a empresa Big Leite Indústria e Comércio de Alimentos Ltda comprava grandes quantidades de leite em pó à granel para reempacotar e vender. Durante este processo era misturado 50% de soro, substância com baixo teor de proteínas e rico em gorduras, à 50% de leite em pó integral.

Via Folha de Londrina


Ponto de vista: Stephen Kanitz, uma manchete histórica.

Maio 11, 2008

Excelente artigo escrito, uma raridade intelectual com a clareza que o assunto merece:

“Juro nominal não é juro, minha gente, é a
grande mentira que ministros e banqueiros
divulgam para facilitar a colocação de seus
títulos financeiros nas mãos dos desavisados.
O importante não são as reuniões do Copom,
mas, sim, saber o valor do juro real e quando
ele vira negativo”

A manchete de primeira página da Folha de S.Paulo de 19 de março de 2008 foi um marco na história do jornalismo brasileiro, que merece comentário e elogios. A manchete noticiou o seguinte: “Juro real dos EUA fica negativo com o sexto corte seguido”.

Nenhum jornal do mundo alertou seus leitores de que os juros viraram negativos e de que quem aplicasse em títulos públicos americanos iria, a partir daquele dia, perder dinheiro.

Jornais como o The New York Times e o Wall Street Journal publicaram o contrário, que os investidores continuariam a ganhar dinheiro, à taxa de 2,25% ao ano, uma informação incorreta e enganosa.

Jornais e jornalistas americanos discutem há mais de vinte anos por que o jornalismo econômico está lentamente perdendo espaço. Mais intrigante ainda é analisar por que o leitor médio não está disposto a pagar o preço justo da informação, justamente na era da informação. A imprensa precisa subsidiar o custo do jornalismo em geral com a verba dos anunciantes.

Você pagaria uma boa soma em dinheiro para receber manchetes corretas, avisando-o de que você poderia perder dinheiro? Claro que sim! Talvez esse seja o âmago da questão. O jornalismo econômico nem sempre fornece informação útil suficiente para motivar o leitor a pagar o custo desse jornalismo informativo. Pagar caro para ler informação incorreta, como nesse caso, e ainda ter de ler sobre a desgraça alheia, dossiês e escândalos, simplesmente não compensa.

A Folha de S.Paulo, portanto, fez história ao mostrar que o importante para o leitor é o juro real, e não o juro nominal. Sonhei vinte anos para ver esse dia, razão de meu contentamento e aprovação. Abusei da paciência dos leitores de VEJA nestes anos escrevendo nada menos que seis Pontos de vista batendo sempre nessa mesma tecla.

Juro nominal não é juro, minha gente, é a grande mentira que ministros e banqueiros divulgam para facilitar a colocação de seus títulos financeiros nas mãos dos desavisados.

Professores de jornalismo deveriam ensinar a seus alunos que juro real é pleonasmo, é uma redundância lingüística. Nenhum jornalista econômico escreve dinheiro real, dólar real, câmbio real, importações reais. Juro (real) é simplesmente juro, como o dinheiro, o dólar e o câmbio. O juro nominal é propaganda enganosa.

Pior: o juro (real) varia toda semana, todo mês, mas essas mudanças nunca são noticiadas. O importante não são as reuniões do Copom, mas, sim, saber o valor do juro real e quando ele vira negativo, como apontou a Folha com todas as letras.

Em 1981 o Fed aumentou o juro nominal americano, o que desencadeou a moratória da dívida e o início da década perdida. Nenhum jornalista econômico publicou corretamente o fato na época, que coincidentemente seria semelhante ao noticiado pela Folha: “Juro real americano se torna negativo com o aumento da inflação americana”. O Brasil ficaria mais rico pagando juros negativos, e não mais pobre, como noticiaram os demais jornais. O juro (real) caíra, e não subira, como noticiaram.

Intelectuais como Celso Furtado, que iniciaram o movimento em prol da moratória, teriam caído no ridículo se a população tivesse sido informada da verdade. Recusar-se a pagar uma dívida quando os juros se tornam negativos ou menores é um equívoco monumental.

Outro exemplo foi a crise de 1929, causada em parte por um erro semelhante do jornalismo econômico da época. Nenhum jornal publicou em 1931 a notícia que explicaria a quebra dos bancos nos anos seguintes. “Deflação nas commodities eleva os juros (reais) de 1% para 10% ao ano”. A maioria dos jornais da época publicou, como agora, que os juros nominais foram reduzidos para 2%, para evitar uma recessão! Um jornalista da época que informasse corretamente que o juro (real) subira 1 000% teria alertado leigos e estudiosos para o óbvio. Aumentar juro em 1 000%, no início de uma pequena recessão, é jogar lenha na fogueira e transformá-la numa enorme recessão – como de fato aconteceu.

Por isso, tenho o dever de aplaudir essa manchete da Folha de S.Paulo publicamente. Não é um mero detalhe ou diletantismo jornalístico, é a quebra de um paradigma de mais de setenta anos que teria evitado duas enormes recessões que atrasaram o Brasil uns vinte anos no mínimo.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Via Revista Veja Edição 2057 de 23 de abril de 2008


Calcule o que vale a pena: álcool ou gasolina.

Maio 9, 2008

Os preços dos combustíveis variam muito de região para região, portanto a dúvida se está valendo a pena com qual combustível atormenta a todos.

Para facilitar, o jornal Estado de São Paulo disponibilizou uma fórmula bem simples. Basta incluir os valores e verificar o que vale mais a pena.

O álcool para compensar não pode ultrapassar 70% do preço da gasolina.

Acesse aqui.


Dia e noite nos continentes. O que as imagens nos mostram do espaço.

Abril 6, 2008

Imagens geradas do espaço pela Nasa, talvez por algum programa como o Celestia ou similar ou mesmo o Google Earth? Um olhar dos lugares mais densamente povoados e o brilho das luzes.

De imediato duas premissas verdadeiras:
Uma que certos lugares de nosso planeta não possibilitam a convivência humana como o deserto, os pólos e outros lugares inóspitos.

Outra leitura é a realidade em que vivemos, as partes extremamente iluminadas, os ricos continentes e seus países “iluminados”. E a outra é a escuridão que toma conta da África, com excessão da África do Sul. As discrepâncias vistas até do espaço!

Ásia

África

As Américas

Antártida

Austrália

Europa

Uma parte da Europa

As áreas mais brilhantes da Terra são os mais urbanizadas, mas não necessariamente as mais populosas. (Compare Europa Ocidental com a China e a Índia). Cidades tendem a crescer ao longo das costas e redes de transportes. Mesmo sem outros mapa subjacentes, as orientações de muitos continentes continuaria a ser visíveis.

A invenção da luz elétrica foi a mais de 100 anos atrás e algumas regiões permanecem menos densamente povoadas e outras não. Antártida está totalmente no escuro. O interior das selvas da África e da América do Sul continuam escuras, mas luzes estão começando a aparecer por estes lugares, diz NASA sobre as imagens.

Via Night Sky Nation e blog Google System


Brand equity Brasil: Finalmente teremos uma assessoria de imprensa e RP para promover o Brasil no exterior.

Abril 4, 2008

Antes tarde do que nunca. Foi publicado, no Diário Oficial da União de quinta-feira 03.04, edital para contratação de assessoria de imprensa e de relações públicas para promover o Brasil no exterior e contribuir para a atração de investimentos ao País.

A concorrência, coordenada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), será feita na modalidade técnica e preço, sendo que os participantes têm até 19 de maio para a entrega dos documentos referentes à habilitação e propostas técnicas e de preços. O valor estimado do contrato é de R$ 15 milhões/ano.

A intenção da Secom é contar com uma estrutura de comunicação no Exterior, que atue nos mercados dos EUA, Europa e Ásia. O trabalho será voltado para a promoção das potencialidades do Brasil junto a empresas, investidores e formadores de opinião.

A idéia é colocar o País como uma vantajosa opção para os investidores, não apenas para os de grande porte, mas também para as pequenas e médias empresas interessadas em investir no Brasil, bem como investidores institucionais, como fundos de pensão, com o grau de investimento, investment grade, isso facilitaria e muito.

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Logo criado pelo designer Kiko Farkas para promover produtos e serviços do Brasil no exterior.

A empresa de comunicação deverá funcionar no Brasil, mas possuir sede, filiais, sucursais ou então manter acordos operacionais com agências instaladas nos EUA, Europa e Ásia, além de demonstrar ter experiência comprovada em trabalhos semelhantes e estabelecer prestação de contas periódicas.

Em 10 de março, a Secom promoveu audiência pública com potenciais empresas interessadas no serviço, assim como entidades representativas de classe. O objetivo da iniciativa foi o de dar maior transparência possível ao processo de contratação, dirimir dúvidas dos interessados e incorporar sugestões para o aprimoramento do edital agora publicado.

Via Adnews


A economia chinesa vai desacelerar?

Abril 4, 2008

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Cagle Cartoons

Com a crise do subprime nos EUA, sempre rondou no imaginário até onde esta “gripe” ou mesmo “pneumonia” para alguns respingaria no resto do mundo, principalmente no gigante chinês.

A preocupação é relevante porque o que está sustentando a economia americana é a chinesa e vice-versa.

A interdependência entre as duas economias é relevada nos números que regem os dois lados conforme artigo no site da Câmara Brasil China:

De acordo com estatísticas oficiais, a China é um dos principais exportadores dos EUA. Atualmente, a China já superou o Japão e o Canadá no ano passado, tornando-se o terceiro maior exportador dos EUA. Em contrapartida, os EUA, atualmente são os maiores exportadores para a China.

Em 2007, o volume total do comércio bilateral chegou a US$ 300 bilhões.

“Apesar da desaceleração do crescimento econônico dos EUA, as exportações chinesas para o país não serão influenciadas, já que, carentes de dinheiro, os consumidores norte-americanos preferirão ainda mais os produtos baratos produzidos pela China”, explicou Li Yining, um economista da Universidade de Beijing.

Por outro lado, promovendo as exportações à China, os EUA também poderão diminuir o impacto causado pela crise subprime à sua economia, acrescentou o economista.

No blog do Políbio Braga de hoje a sensação passada é de que o vôo rasante já começou na economia chinesa. Eis algumas notas:

Cezar Muller, diretor de Relações Institucionais e de Mercado da Associação das Indústrias de Curtumes do RS, que acaba de voltar da Feira Coureira de Hong Kong, disse a esta página que a China “já não está produzindo a pleno”.

Mesmo informalmente, William Ling, vice-presidente do Conselho de Administração da Petropar, tem a mesma informação.

O recuo é relevante para os interesses brasileiros:

1) o recuo chinês abre espaço global para outros players;

2) o derretimento do crescimento chinês cria problemas para quem exporta para o governo de Pequim, (base das exportações brasileiras: commodities).

Políbio Braga também revela que dois grandes empresários que visitaram ou vão visitar a China e que trabalham com os chineses foram enfáticos na avaliação de que a economia chinesa recuará gravemente logo após as Olimpíadas.


Mercado premium de automóveis: A vez dos carros superluxuosos no Brasil.

Abril 4, 2008

A venda de carros superluxuosos aumentou em 41,7% no primeiro trimestre deste ano, ante igual período de 2007.

Deve ser duro ficar na fila de espera por um carro não?!

Com isso, os importadores ampliam a gama de produtos no mercado brasileiro e trazem modelos ainda mais sofisticados. Três lançamentos previstos para os próximos meses, com preços na casa dos R$ 600 mil, têm dezenas de interessados na fila de espera.

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A Audi tem 30 encomendas do superesportivo R8, que será vendido a partir de junho, por cerca de R$ 600 mil, mas adianta que só poderá atender a 20 pedidos este ano.

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O Maserati GranTurismo, com preço a partir de R$ 650 mil, tem mais de uma dezena de consumidores interessados.

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A Stuttgart Sportcar, representante da Porsche no Brasil, já tem 20 interessados no Panamera, que custará entre R$ 450 mil e R$ 600 mil, mas só chegará no segundo semestre de 2009. No ano passado a empresa vendeu 459 carros que custam entre R$ 237,1 mil e R$ 597,8 mil.

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Agora, se incomodar ficar na fila por estes carros, existe a possibilidade da compra do italiano Pagani Zonda F Clubsport, com 659 cv (cavalos), pela bagatela de R$ 3,85 milhões. O bólido, mais caro atualmente no Brasil, é vendido pela importadora Platinuss. O carro tem produção restrita a 20 carros por ano.

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Até então, o carro mais caro no Brasil era a Ferrari 612 Scaglietti com valor de R$ 1,6 milhão. Desde 2004, foram vendidas aqui “apenas” três unidades.

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A Platinuss pretende ainda este ano trazer um Bugatti Veyron, o carro de 1.001 cv. Estima-se que ele seja ainda mais caro e chegue por R$ 6 milhões!

Além da marca Pagani, a empresa representa a Lotus e Lamborghini.

A Platinuss diz que procurou a Pagani porque seu fundador, Horacio Pagani, “buscou construir uma marca que representasse um altíssimo nível de design, de luxo e de esportividade” e porque “o mercado de superesportivos ainda é pouco explorado no Brasil”.

E ele tem toda razão, afinal o País ganhou 60.000 novos milionários na comparação entre 2007 e 2006. No ano passado o País contava com 190.000 milionários contra 130.000 do ano anterior, segundo informações do The Boston Consulting Group (BCG).

Obviamente que este mercado seria muito maior se não fosse pelo aumento da violência nas grandes cidades, portanto, ostentar um carrão na garagem é um luxo que muitos não desejam demonstrar.

Via Jornal do Commercio e Folha de São Paulo


Vídeo: Você sabia? 2.0 e o mundo em números, da globalização à Era da Informação.

Março 21, 2008

Um vídeo para não deixar dúvidas nas transformações que estamos vivenciando. Globalização, Era da Informação, Web 2.0, Wikis, Mídias Sociais entre outras possibilidades e realidades visíveis em nosso dia-a-dia!

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Em qual momento de nossa história vivenciamos com tanta rapidez estas tranformações?

Como não podia deixar de ser, não basta um vídeo bem produzido! Na era dos sistemas colaborativos, aqui está o link para quem quiser participar da discussão sobre o assunto.

Abaixo, um infográfico parcial de endereços IP, onde as conexões foram mapeadas com cores diferentes. Mapa do “longínquo” ano de 2005.

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Via Wikipedia

Curioso em ver este infográfico com mais detalhes? Clique aqui.