Lei Seca: Tenha um bafômetro portátil.

Julho 21, 2008

A Ego Pacific Limited de Hong Kong está comercializando etilômetros, vulgo bafômetros - portáteis - o Alcohol Breathalyzer, com três níveis de teste.

Em tempos de Lei Seca, um bom produto para brindes!

Faça seu pedido aqui.

No portal Alibaba tem milhares de bafômetros portáteis. Veja aqui.

Leia mais sobre a Lei Seca aqui no blog:

Como a Lei Seca alterou a rotina de quem vive degustando bebidas alcoólicas.

Alguns dados depois da implantação da lei Seca.

Bafômetro: Mais nova aquisição de bares e restaurantes.


As dificuldades do varejo em atender e entender a classe média alta no Brasil.

Julho 16, 2008
Estudo mostra que o segmento não tem os desejos e aspirações atendidos.
Embora represente apenas 4% do total da população brasileira, a classe média alta, que detém uma parcela significativa da renda total do país (23%), ainda não dispõe de uma opção de varejo que a satisfaça.
Espremida entre o poder de compra crescente da classe média (B/C) e a classe AA, esse consumidor busca um modelo de varejo “inteligente”, que equilibre diferenciação e atendimento personalizado, pagando um preço justo por isso.
Essa é a conclusão do estudo “Em busca de um modelo de varejo para a classe média alta”, da TNS InterScience, realizado em maio, na cidade de São Paulo.
De acordo com Elizabeth Salmeirão, diretora de Retail & Shopper Insights da TNS InterScience, o desafio do varejo é oferecer produtos e serviços diferenciados a essas pessoas.
“Tem que entregar o que elas aspiram e o que cabe no seu bolso”, completa.
De acordo com o levantamento, o consumidor de classe média alta pertence às classes A2 (76%) e A1 (24%), tem aproximadamente 36 anos e renda média familiar de R$ 8,3 mil.
A amostra é igualmente representada por casados e solteiros economicamente ativos que trabalham fora (72%) em período integral. Quase a totalidade (88%) viaja a cada seis meses para o Brasil (90%) e para exterior (15%).
A distribuição dos gastos da classe média alta é bem diferente das populares, que concentram seus gastos em moradia (32%) e alimentação (27%).
“Como o peso dos gastos com moradia e alimentação é menor, a distribuição é mais equilibrada, ou seja, gastam mais com vestuário, lazer, educação e viagens”, analisa a especialista.
Menos vulnerável ao momento econômico do país e, portanto, com menor risco de endividamento a médio e longo prazo, a classe média alta apresenta menor índice de inadimplência (19%) em comparação às classes mais baixas (42%) e tem hábitos regulares de compra, o que significa, para o comércio, a garantia de vendas mais freqüentes.
Poder de compra - Igualmente diferente é a percepção atual da classe média alta sobre seu poder aquisitivo.
“O padrão de consumo mudou. Se, por um lado, esse segmento se considera mais pobre que há vinte, trinta anos, por outro reconhece que tem, atualmente, mais opções de consumo e necessita de produtos que não existiam no passado, como celular, tevê por assinatura, internet, eletroeletrônicos e automóveis”, constata.
O maior dilema, entretanto, é a sensação de “achatamento”. Espremida entre a classe AA, seu aspiracional, e as classes B/C, que agora consomem mais e têm hábitos mais próximos aos seus, a classe média alta tem a sensação de pertencer a um estrato social mais baixo.
“Agora seu maior desafio é lutar para manter o padrão de vida”, observa.
De acord com Elizabeth, para se diferenciar das classes mais baixas, esse consumidor busca a exclusividade de produtos e serviços da AA e acesso aos mesmos locais de gastronomia, lazer e cultura, mesmo que para isso tenha que fazer uma certa “ginástica”.
Poupa de um lado para gastar no outro, preza as escolhas inteligentes e se desdobra para encontrar o “bacana”ou “o diferente” que caiba no bolso, quebrando os parâmetros de comparação com produtos de luxo.
Fonte: ClienteS/A

Blog de utilidade pública: Tá difícil…torne público!

Julho 15, 2008

É raro ver um blog que alia criatividade e tenha utilidade para quem tem problemas seja com algum site, produto, serviços, enfim, algo que esteja lhe trazendo uma certa “dor de cabeça”.

Acesse o blog Tá difícil…Vamos mostrar o que está difícil para ajudar a melhorar e mande um e-mail, se possível com foto ou vídeo, dizendo o que está difícil de usar e em que cidade você mora. Sacada!

Sua criadora, Mercedes sanches, é especialista em usabilidade. Identifica os problemas de usabilidade que dificultam a ação do usuário e apresenta as soluções para desfazer os nós da interação.

Ainda curioso para saber que raios é usabilidade? Acesse aqui.

Muita gente ainda não encara a blogosfera como um excelente canal de aprendizado constante, uma ótima forma de comunicação, excelente visibilidade e acima de tudo, prestar um serviço de utilidade pública nesta era do consumidor 2.0, na era do marketing colaborativo como a Mercedes vem fazendo. A todos leitores do Estratégia Empresarial fica a dica!


Mercado mundial de CRM movimenta US$ 8,1 bilhões.

Julho 13, 2008

O mercado mundial de CRM (Customer Relationship Management) finalizou o ano de 2007 com a marca de US$ 8,1 bilhões, de acordo com pesquisa divulgada pelo Gartner, empresa de análises e pesquisas sobre tecnologia. O resultado é 23,1% superior a 2006, ano em que foram registrados US$ 6,6 bilhões.

Segundo Sharon Mertz, diretora de pesquisa do Gartner, estes valores
representam a performance sólida deste mercado pelo quarto ano
consecutivo.

“O mercado estava sendo conduzido pelas melhores contribuições das regiões emergentes, que continuamente adotam o software como serviço (SaaS) e mantêm o foco em investimentos que possibilitam retenção de custos e aumento de experiência”, explica.

Fontes: Texto ClienteS/A - Imagens SaaS: Blog Dual Wan e CRM Marketing MO


O problema dos postos clonados em São Paulo.

Julho 7, 2008

É o fim da picada, até clone de posto de combustível existe! No começo era chinelo, pilha, caneta vindo, boa parte, da China Continental, agora o crime começa se espalhar e criar raízes em lugares que nem poderíamos imaginar.

Segundo levantamento divulgado pelo Sindicom, sindicato que reúne as distribuidoras de combustíveis, a bandeira mais copiada é a BR, com 30 postos, seguida por Esso, com 18, Ipiranga, com 16, e Shell, com 10 postos.

O Instituto Nacional de Defesa do Contribuinte e do Cidadão (INDC) vai enviar uma carta pedindo providências à Agência Nacional de Petróleo (ANP), a única que pode interditar os postos. Segundo Silvia, além de enganar os consumidores, os proprietários desses postos clonados sonegam impostos.

Caso haja suspeita de clonagem, o próprio cidadão também poderá informar à ANP pelo telefone (0800 970 0267).

Leia mais em reportagem do O Globo aqui.

Leia mais sobre os problemas com postos de combustíveis aqui no blog:

Máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro.


Máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro.

Julho 7, 2008

É de se espantar mesmo com a facilidade com que a quadrilha vinha trabalhando para lesar o consumidor. A pergunta que fica é a seguinte: Mesmo prendendo todo mundo os consumidores vão ficar livres destas trapaças? Difícil de acreditar…assim como é difícil não acreditar que em outras regiões do País não esteja acontecendo isso, talvez seja um dos motivos que multinacionais como Texaco e Esso estejam debandando do varejo nacional.

“Já cansei de falar. Os clientes aí da Baixada, você xinga, trata mal e eles vão embora pedindo desculpa, achando que ‘tão’ errados. Na Tijuca é diferente. O pessoal sabe os direitos que tem.”

O discurso preconceituoso é de Cláudio Seixas Neto, um dos seis integrantes da máfia de adulteração de combustíveis presos quinta-feira, 03.07.

Na conversa telefônica — gravada com autorização judicial —, ele ensina a filosofia da quadrilha que domina 35 postos no Rio de Janeiro, em Niterói e na Baixada Fluminense. Quanto menor o poder aquisitivo da região, pior a qualidade do produto à venda.

Leia mais, inclusive com parte do diálogo da quadrilha, em reportagem do jornal O Dia do Rio de Janeiro aqui.

Leia mais sobre os problemas com postos de combustíveis aqui no blog:

O problema dos postos clonados em São Paulo.


Consumidor reduziu compra de itens que subiram muito.

Maio 29, 2008

O brasileiro reagiu de forma racional à disparada dos preços dos alimentos nos últimos meses. Se no passado, na época da inflação galopante, fazia estoques para preservar o poder de compra do dinheiro, hoje está cauteloso.

“O consumidor reduziu as compras dos alimentos que tiveram reajustes expressivos nos últimos meses. A primeira reação foi não comprar”, constata o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira.

Um levantamento preliminar feito pela entidade revela que os volumes vendidos de feijão e de massas caíram 10% e 5%, respectivamente, nos últimos seis meses. Na análise de Moreira, o brasileiro está reagindo a esse surto inflacionário de maneira mais inteligente do que no passado.

“O consumidor não se dá por vencido: substitui marcas e percorre várias lojas para manter o nível de consumo.”

Ele atribui esse movimento de freada nas compras de produtos majorados a um leque maior de opções tanto de marcas como de supermercados em relação ao que existia a 15 anos atrás.

Moreira considera que o repique atual dos preços dos alimentos tem potencial de risco maior do que no passado. Ele lembra que a estrutura de gastos do brasileiro mudou. Com a incorporação de novos gastos, como TV a cabo, conta de celular e crediário, que naquela época era incipiente, a alta dos alimentos pode causar aumento da inadimplência de outros compromissos.

Via Agência Estado


Nova fraude nos leites: Procon alerta consumidores sobre leite em pó.

Maio 27, 2008

A coordenadora do Procon-PR, Ivanira Gavião Pinheiro, alertou os consumidores para nova fraude nos leites. De acordo com dados do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), a empresa Big Leite Indústria e Comércio de Alimentos Ltda comprava grandes quantidades de leite em pó à granel para reempacotar e vender. Durante este processo era misturado 50% de soro, substância com baixo teor de proteínas e rico em gorduras, à 50% de leite em pó integral.

Via Folha de Londrina


Antes tarde do que nunca: O recall do compacto Fox será em junho.

Maio 18, 2008

A Volkswagen ganhou sábado mais 30 dias de prazo para iniciar o recall de pouco mais de 400 mil veículos do modelo Fox. A montadora terá que modificar o mecanismo de rebatimento do banco traseiro do carro, que amplia o porta-malas, de forma a evitar o risco de novos acidentes com usuários do automóvel.

No sábado, 17.05, representantes da Volks apresentaram preliminarmente o novo sistema aos técnicos do Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, aos integrantes dos Ministérios Públicos Federal, de São Paulo, Santa Catarina e Bahia.Participaram da reunião em Brasília também representantes do Procon do Estado de São Paulo.

Em nota oficial, os órgãos de defesa do consumidor informaram que a empresa apresentou laudos técnicos preliminares que comprovam que a instalação de um novo mecanismo irá resultar na operação mais segura de rebatimento do banco. Também foi apresentado um protótipo da peça.

A partir do dia 14 de junho, a Volkswagen do Brasil tem 48 horas para iniciar o recall de 477 mil veículos da família Fox fabricados a partir de 2003.

A montadora entregou ao Ministério da Justiça um relatório prévio com o protótipo da peça para tornar o sistema de rabatimento do banco traseiro dos modelos SpaceFox, CrossFox e Fox mais seguro e se comprometeu a iniciar a fabricação do equipamento em 10 dias.

Após a produção do laudo definitivo, o recall deve começar num prazo de 48 horas - disse Maria Beatriz Salles, coordenadora-geral de assuntos jurídicos do DPDC.

Até lá, a montadora terá de fazer esclarecimentos na mídia sobre a correta utilização do mecanismo atual, uma argola que é a fonte dos acidentes.

Tempo para fabricar a nova peça é considerado curto
O não-cumprimento do acordo levará à aplicação de multa de R$ 50 mil por dia, além da obrigatoriedade da montadora em apresentar uma solução adequada ao problema.

Representantes do DPDC, do Procon e do Ministério Público não quiseram comentar a proposta entregue pela Volks por se tratar de um laudo preliminar. O laudo definitivo terá de ser certificado por um órgão oficial.

Fontes ligadas à montadora reconhecem que o tempo para fabricar a peça, produzi-la em série e fazer a distribuição em todo o país é curto. Ainda assim, a Volks mantém o compromisso firmado. Segundo essas fontes, o principal problema do recall não é a despesa - pois as montadoras têm seguro e os fornecedores da peça com problema serão responsabilizadas - mas o processo em si e eventuais arranhões à reputação da empresa.

Além do acordo com o governo, a companhia responde ações na Justiça de consumidores que se acidentaram ao tentarem mover o banco traseiro do veículo. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o número de vítimas supera uma dezena. Procurada, a Volks também não quis se manifestar depois da reunião de sábado.

Na última quinta-feira, a montadora pagou R$ 3 milhões ao Fundo de Direitos Difusos, destinado a financiar projetos em diversas áreas, como ambiental, por exemplo, atendendo a uma exigência dos orgãos de defesa da concorrência como compensação pelos danos causados durante as discussões sobre o acordo.

Via Zero Hora/RS e O Tempo/MG

Leia mais sobre o problema do Fox aqui no blog:

Em 14.04.2008: Entenda o acordo sobre o recall do Fox. A VW tem 48 horas para apresentar solução técnica.

Em 02.04.2008: Nota de esclarecimento da Volkswagen à respeito do problema do Compacto Fox.

Em 02.04.2008: Compacto Fox: VW deverá ser obrigada realizar recall.

Em 06.03.2008: Na Era do Buzz Marketing o Compacto Fox vira motivo de chacota na Internet.

Em 17.02.2008: O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, sabia do problema do compacto Fox da Volkswagen desde 2006.

Em 15.02.2008: Volkswagen entrega pedido de defesa no Procon sobre defeito no compacto Fox.

Em 12.02.2008: Compacto Fox: A VW e o processo administrativo instaurado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça.

Em 12.02.2008: Compacto Fox: a solução da Volkswagen para o problema do porta-malas “guilhotina” é um anel de borracha.

Em 09.02.2008: Fox, Meriva e Ford Explorer: A força do consumidor na era digital.


Lula e o café com bobagem e gasolina.

Maio 6, 2008

Depois do aumento da gasolina e do óleo diesel ia escrever um artigo à respeito, mas ao ler o texto de Vinícius Torres Freire para jornal Folha de São Paulo achei melhor reproduzir na íntegra. No ponto:

Café com bobagem e gasolina
O Governo vai como que gastar cerca de R$ 3 bilhões por ano a fim de comprar gasolina e distribuí-la de graça aos consumidores do produto -e quem mais consumir, mais presente ganhará. Como é sabido, esse será o efeito prático da redução de um tributo, a Cide, decretada com o objetivo de compensar a concessão do reajuste de 10% para o preço da gasolina.

Para quem consome diesel, direta ou indiretamente, não haverá o mesmo subsídio. Entre os consumidores de diesel há proprietários de jipões 4×4, por exemplo. A maioria, porém, consome diesel por meio do passe de ônibus. Ou por meio do custo de abastecimento de máquinas agrícolas. Ou ainda por meio do custo do frete, incluído no preço da comida e de outras mercadorias, no Brasil estupidamente transportadas em caminhões, de resto por estradas medonhas. Mas, como se dizia, quem paga o preço do diesel é o povo mais comum. Esse ficou sem subsídio, sem a redução do tributo que houve para quem compra gasolina.

Para completar o insulto, Lula disse ontem em seu programa de rádio, o café com bobagem, que os consumidores de gasolina têm de denunciar os postos que aumentarem os preços (preços livres de controle, como os do feijão, que chegou a subir quase 200%). Isto é, ficou explícito, como se fosse necessário, que o problema de Lula era faturar a demagogia dirigida àqueles que veriam o aumento de preços com os próprios olhos (os compradores de gasolina). Lula não precisa se ocupar do povo que pagará a comida ou o ônibus mais caros (depois das urnas de outubro), que será ludibriado pelo repasse indireto de custos e não ligará causa e efeito, como de hábito.

A gasolina já vinha sendo subsidiada faz anos. Até agora, a conta era paga pelos acionistas da Petrobras, entre eles o governo e, portanto, o público em geral, pois parte do faturamento da estatal petrolífera acaba no caixa federal, na forma de tributos ou de parte dos lucros. Mas, para o público em geral, o peso desse subsídio indireto era bem pequeno. Agora, são R$ 3 bilhões na veia.

Controlar a variação excessiva do preço dos combustíveis pode ser um artifício útil, se temporário, no controle da inflação e de outros probleminhas -no médio prazo, porém, dá em besteira. Ao menos, pode se argumentar que o benefício do controle do preço tende a ser geral e, enfim, valia tanto para a gasolina como para o diesel. Agora, Lula dá dinheiro para um grupo social que lhe deu na telha agradar.

Ressalte-se: são R$ 3 bilhões.

Quando se disser que faltou dinheiro para evitar esse ou aquele desastre da administração pública, a gente sempre vai poder apontar a conta-gasolina: R$ 3 bilhões.

Subsídios em geral são ruins, mas alguns podem ser economicamente úteis e todos deveriam ser socialmente justificáveis. Deveriam, no mínimo, ser explicitados e detalhados em contas públicas. Dada a barafunda de isenções fiscais enfiadas em milhares de decretos e de medidas provisórias, dados os certificados picaretas de filantropia, dadas as “leis de incentivo” a isso ou aquilo ou, ainda, dadas as taxas de juros secretas dos empréstimos camaradas do BNDES, a gente jamais sabe direito quem leva quanto.

Mas a gente sabe que, em geral, quem leva não são os pobres.