Posts de Julho 24th, 2008|Página de posts diários
Blogueiro é multado por veicular propaganda eleitoral antes do prazo legal.
O blogueiro Henrique Aurelio Vieira Galdino foi condenado a pagar multa de R$ 21.282,00 por ter veiculado em seu meio de divulgação eletrônica, propaganda extemporânea a favor do pré-candidato a prefeito de Triunfo Potiguar, Jonas Estevão da Fonseca, a partir de 14 de janeiro deste ano, seis meses antes do início do prazo legal para a realização da propaganda eleitoral.
No blog de Henrique, existia um banner com a frase “Sou Mais Jonas 2008”, em favor do presidente da Câmara de Vereadores do Município, Jonas Estevão da Fonseca.
Por meio de Recurso Eleitoral 7851/2008, Henrique buscou contrapor as alegações da Promotoria Eleitoral da 31a Zona, sediada em Campo Grande, mas não logrou êxito.
Foram registrados 34.095 acessos ao blog, que é feito a partir de Mossoró, que veiculava essa propaganda eleitoral. O blogueiro foi notificado em 26 maio. A propaganda foi retirada do meio eletrônico em junho.
Para o relator do processo, desembargador Expedito Ferreira de Souza ficou evidenciada a propaganda fora de época e o desequilíbrio em relação ao uma cidade com pouco mais de 3 mil eleitores. O relator observou que o acesso a internet está facilitado com as lan houses, possibilitando a muitas pessoas a possibilidade de visualização da propaganda.
No julgamento, foi provido o recurso do candidato Jonas Fonseca, afastando deste a aplicação da multa e mantida a decisão de estipulação de multa a Henrique Galdino à unanimidade.
Via TRE e Diário de Natal Online
Mercado prevê fenômeno de popularização do bafômetro “genérico”.
Na onda da Lei Seca, que vigora há um mês no Brasil, o bafômetro deixa de ser um artigo usado quase que exclusivamente por órgãos públicos de trânsito para se popularizar. Mas não são aqueles aparelhos tradicionais utilizados nas blitze e sim os “genéricos”, que são mais populares, e podem ajudar os condutores a se autovigiar.
Com a Lei Seca diversos segmentos estão aproveitando o momento para vender bafômetros de preços mais baixos.
Concessionárias procuraram a importadora atrás do equipamento para oferecê-lo como acessório nos veículos e houve até pedidos para incluí-lo como brinde de algumas empresas. A maioria é importada da China e deve custar até R$ 5. Os bafômetros tipo chaveiros e descartáveis são pata atender o cidadão comum que quer se autoavaliar.
A relações públicas Priscila Moreira, 26, adorou a idéia e disse que compraria o produto como forma de se precaver.
“Daria até de presente a um amigo que bebe muito. Seria uma brincadeira bem original”, afirma.
Hoje, no Brasil, o modelo mais vendido é o BFD-30, ao custo de R$ 360, que se parece com um celular e é chamado de personal test.
(Etilômetro BDF-30 – Foto: Daigo Oliva/G1)
O gerente de vendas da importadora Instrutemp, Vinícius Molina, também diz que a venda de bafômetros aumentou 300% desde 20 de junho, quando passou a valer a lei de tolerância zero para a mistura entre álcool e volante.
“Só nas primeiras duas semanas após a data, vendemos 400 unidades do BFD-30, que esgotou. Estamos tendo que importar mais”, afirma Molina.
Também os fabricantes nacionais de bafômetro estão rindo à toa. A catarinense CSP está relançando o BARfômetro, que foi desenvolvido há mais de dez anos, mas não teve grande aceitação.
Entretanto, com a Lei Seca, a expectativa é aumentar em 100% as vendas, tanto do BARfômetro (um modelo fixo para ser instalado nos bares, que custa cerca de R$ 2.500), quanto do BF 2000 (um modelo de etilômetro portátil que funciona com tecnologia de sensor de combustível, direcionado especialmente a empresas e governos, em um valor de R$ 7.890).
O diretor da CSP, Dhelyo Pereira Rodrigues, defende que o problema não está no consumo do álcool, mas no ato de dirigir logo após beber, antes que o efeito saia do organismo. Ele propõe que os motoristas verifiquem, ainda no bar, qual o nível de álcool no sangue para depois dirigirem com segurança.
Absorção
Dhelyo lembra que a absorção de álcool e sua eliminação pelo organismo variam entre as pessoas. Ele explica que bebidas destiladas, como uísque e vinho, levam bem mais tempo para serem absorvidas e eliminadas pelo organismo do que cerveja porque têm menos água. O engenheiro foi o responsável por trazer o primeiro bafômetro para o Brasil, na década de 1980.
“Mas tudo varia de acordo com a constituição física da pessoa, saúde, o que ela comeu”, comentou.
O diretor da CSP ressalta que a pessoa que bebeu um pouco de cerveja e foi reprovada pelo bafômetro pode esperar um tempo enquanto o organismo metaboliza o álcool. A CSP pretende alcançar a cifra de R$ 80 milhões com a venda de bafômetros nos próximos nove meses.
“O Sr. Dhelyo Rodrigues foi responsável pelas pesquisas que levaram ao desenvolvimento e fabricação do primeiro bafômetro brasileiro. Ou seja, o BF 01, primeiro bafômetro brasileiro, foi produzido após três anos de pesquisas e fabricado pelo próprio Sr. Dhelyo. A CSP nasceu com este primeiro produto”, explica Patrícia Ramos, assessora da CSP.
O diretor da fábrica paulista de etilômetros Elec, Elias Lobo, também diz que a procura pelos equipamentos desde que a Lei Seca começou a vigorar, em 20 de junho, cresceu mais de 200%.
A empresa, que produzia 300 aparelhos por ano, projeta fechar 2008 com a produção de 800 unidades de um modelo direcionado à fiscalização, no valor aproximado de R$ 6.500.
Aparelho em forma de chaveiro a R$1 na web
Apesar do aumento da demanda por bafômetros no Brasil, de acordo com a afirmação de alguns fabricantes e importadores do produto, em Belo Horizonte ele ainda não é artigo encontrado nas farmácias.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos, Lázaro Luiz Gonzaga, a lei é muito recente e o setor ainda não percebeu uma procura dos clientes pelo equipamento.
Mas ele diz que o bafômetro não está descartado da lista de mercadorias das empresas.
“É uma possibilidade ainda a ser avaliada”, diz.
Para quem quiser adquirir um bafômetro para uso caseiro, mas que ainda tem dificuldades em encontrá-lo nas lojas, a solução pode ser a Internet, onde o aparelho é vendido a preços módicos.
No site do Mercado Livre, por exemplo, o modelo digital, tipo chaveiro, pode ser comprado por até R$ 1. O Etiloteste Químico Contralco, ou bafômetro descartável, é achado por R$ 15 a unidade, fora a taxa de entrega. O produto vem em um kit, sendo um tubo teste e um balão delimitador da amostra do ar expirado, contidos em uma embalagem individual e transparente.
O engenheiro Dhelyo Pereira Rodrigues, especialista no assunto, adverte que a maioria dos modelos mais baratos e simples não tem precisão garantida, nem serve para produzir provas, por exemplo, já que muitos não têm homologação no Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Ele ainda explica que a grande diferença de preço entre os modelos “genéricos” e os destinados para o uso da polícia se justifica pelas diferentes tecnologias aplicadas, além dos impostos.
Via Jornal O Tempo/MG
Zimbábue: conheça a nota no valor de US$ 100 bilhões.
Atingido por uma inflação que chegou a incríveis em porcentagem de 2,2 milhões em junho, o Zimbábue lançou, no último sábado, 12.07, uma nota de US$ 100 bilhões. A nova cédula entrou em circulação na segunda-feira, 21.07, informou o banco central do país.

A nota se junta a outras de alto valor que foram colocadas em circulação desde o começo do ano. O lançamento é uma tentativa de evitar a falta de dinheiro no país, informou a autoridade monetária.
Em janeiro, o BC do Zimbábue já havia lançado a cédula de US$ 10 milhões, seguida pela de US$ 50 milhões, em abril, depois pelas de US$ 100 milhões e US$ 200 milhões e, finalmente, pelas de US$ 5 bilhões, US$ 25 bilhões e US$ 50 bilhões.
A nação do sul da África é atingida por uma crise pós-eleições e viu sua inflação oficial saltar de 165% mil, em abril, para 2,2% milhões, em junho. Segundo analistas, a medição oficial está subestimada e a inflação real deve estar entre 10% milhões e 15% milhões.
A crise econômica crônica do Zimbábue deixou pelo menos 80% da população vivendo abaixo da linha da pobreza e levou à falta em massa de produtos básicos de consumo nos mercados e lojas.
A inflação anual do Zimbábue, que já é a mais alta do mundo, bateu na marca dos 2.200.000%, informou o presidente do banco central do país, Gideon Gono, nesta quarta-feira, 16.07.
“Alguns economistas independentes afirmam que nossa inflação é de 7.000.000% ao ano, mas o CSO (Escritório Central de Estatísticas) afirma que é de 2.200.000%”, disse Gono, no lançamento de um programa do governo para o fornecimento de produtos básicos.
O último número oficial de inflação de 164.900% ao ano em fevereiro foi divulgado em abril.
Atualizando em 27.10.2008:
- 25 milhões de dólares do Zimbábue equivalem a apenas um dólar americano.
- 65 bilhões de dólares do Zimbábue equivalem a 2 mil dólares americanos.
E para você ter uma noção da quantidade de notas, a imagem abaixo, o homem segura o equivalente a apenas 100 dólares americanos.

E o que você compra com tanta inflação a nota de 100 bilhões de dólares do Zimbábue? Isso mesmo, apenas três ovos!

Veja mais fotos e a uma cronologia das notas que foram lançadas conforme a inflação vai corroendo a moeda. Link
Atualizando em 16.01.2009:
Zimbábue: nota de 100 trilhões vale apenas US$ 300
[via Reuters/JB Online/Invertia/The Fun Stuff]
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