Realidade de mercado: A transferência de operações para a China.

Ou estamos comprando produtos acabados ou como muitos, a Trellis por exemplo, estão partindo para a manufatura. Preocupa esta situação e não ter uma perspectiva em melhoras em questões fundamentais como reforma trabalhista, tributária, política…

A Trellis, empresa brasileira especializada em tecnologia de ponta para comunicação de dados e voz, anunciou que está migrando parte de suas operações para a China.

A companhia manterá o domínio do processo produtivo no Brasil, assim como o laboratório, a fábrica em São Paulo e todo o acabamento dos produtos, porém a montagem será feita pelos chineses com gerenciamento brasileiro.

Foto: Wireless Bridge Outdoor / Crédito: Divulgação

Para a empresa, a decisão de migrar é uma questão de sobrevivência.

“Nossos concorrentes são multinacionais, fabricam na China e trazem para o Brasil os produtos com um preço muito mais competitivo do que o nosso, que é produzido aqui. Pagamos muitos encargos e tributos que acabam encarecendo o produto”, explica o diretor executivo da Trellis, Cassio Spina.

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a prática de terceirizar parte da produção em território asiático já é uma rotina em mais de 5% das empresas brasileiras. Entre os principais fatores que estimulam essa ação estão o expressivo aumento do câmbio nacional, a alta taxa de juros e a falta de incentivos fiscais que, por vezes, beneficiam os produtos importados.

No caso da Trellis, esse modelo já foi empregado outras vezes para driblar as flutuações do mercado.

“Quando percebemos que as políticas do Brasil não estão nos dando condições para competir, temos a flexibilidade para utilizar a infra-estrutura asiática. Esse modelo de negócio flexível nos diferencia das demais companhias que simplesmente estão migrando hoje para a China sem conhecer como é trabalhar dessa forma”, enfatiza Spina.

De acordo com o executivo, a política chinesa facilita a instalação de fábricas de solda e montagem e diminui a carga tributária.

“Esses fatores levaram o país a fabricar 400 bilhões de dólares em produtos de alta tecnologia em 2005, de acordo com a CNI“, observa.

Via NetComex

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