Brasileiro trabalhou os 148 dias de 2008 só para pagar impostos, diz entidade.

Maio 31, 2008

O contribuinte brasileiro trabalhou em 2008 até o dia 27 de maio - 148 dias - somente para pagar os impostos, taxas e contribuições exigidos pelos governos municipais, estaduais e federal. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), indicam que dos 148 dias trabalhados neste ano só para pagar os tributos, 84 são provenientes de impostos sobre o consumo; 54, sobre a renda; e 11, sobre o patrimônio.

O estudo mostra que, na década de 70, o contribuinte tinha de trabalhar, em média, 76 dias para pagar os tributos. Depois, na década de 80, foram necessários 77 dias e na década de 90, 102 dias. Em 2007, o contribuinte trabalhou 146 dias para pagar todos os tributos e em 2006, 145.

De acordo com o IBPT, os cidadãos da Suécia têm de trabalhar 185 dias por ano para pagar seus tributos; os da França, 149; os da Argentina, 97; e os do México, 91.

No Estudo Sobre o Verdadeiro Custo da Tributação Brasileira, o instituto alega que o sistema de cálculo da carga tributária brasileira esconde o real impacto dos tributos no preço final de mercadorias e serviços.

De acordo com o documento, a alíquota nominal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por exemplo, que é de 18%, resulta em uma alíquota efetiva de 21,95% sobre o custo da mercadoria. Isso porque, segundo o IBPT, a técnica de incidência de impostos no Brasil inclui o tributo em sua própria base de cálculo. Ou seja, os impostos no país incidem sobre o preço final do produto ao consumidor (já acrescido de impostos), e não sobre o valor do produto (não acrescido dos impostos).

Via Agência Brasil


Estudo Economática: Brasil e suas multinacionais.

Maio 31, 2008

A tropa da elite empresarial brasileira ganhou mais poder e uma nova cara nos últimos dez anos. Saíram de cena estatais e ganharam porte produtores de commodities (produtos primários como ferro e aço). Algumas áreas se consolidaram com fusões e aquisições e outras empresas simplesmente desapareceram do mapa da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), como mostra levantamento da consultoria Economática.

A participação das 32 maiores empresas brasileiras de capital aberto em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) saltou de 11,7% para 30%, entre 1998 e 2007. Se forem consideradas apenas as dez maiores, o aumento da concentração em relação ao PIB foi ainda maior: os percentuais passam de 6,3% para 20% no período.

“Essa concentração é natural num mercado novo, no qual a maioria das empresas são familiares e nascidas após a Segunda Guerra”, diz William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV. “Com o passar do tempo, os setores tendem a se consolidar para ganhar escala.”

“Para entender os últimos dez anos, é necessário entender os dez anos anteriores”, afirma José Carlos Grubisich, presidente da Braskem.

“É um conjunto de coisas que mudou o Brasil”, diz Grubisich. “Não somos o mesmo país nem as mesmas empresas de alguns anos atrás.”

Menos estatais
Em dezembro de 1998, das 10 maiores empresas por valor de mercado listadas na Bovespa, 5 eram estatais e 4 eram bancos, sendo que dois deles públicos. No dia 16.5, só restava a Petrobras como estatal entre as maiores companhias por valor de mercado.

Ainda estão lá quatro bancos, mas só o BB é ligado ao Estado. As restantes são empresas privadas: Vale, AmBev, CSN, Gerdau e Usiminas.

Essa está longe de ser a única alteração dos últimos anos.

“O perfil dos trabalhadores mudou com as empresas”, afirma Roberto Castello Branco, diretor de Relações com Investidores da Vale.

“Houve uma revolução silenciosa no Brasil nos últimos dez anos que foi a evolução do mercado de capitais”, afirma Grubisich.

“O acesso a capital que não é dívida e a profissionalização e a governança aplicada a empresas familiares prepararam as companhias brasileiras para a inserção no processo global”, ressaltou Grubisich.

Leia reportagem completa da Folha de São Paulo - aqui.


Consumidor reduziu compra de itens que subiram muito.

Maio 29, 2008

O brasileiro reagiu de forma racional à disparada dos preços dos alimentos nos últimos meses. Se no passado, na época da inflação galopante, fazia estoques para preservar o poder de compra do dinheiro, hoje está cauteloso.

“O consumidor reduziu as compras dos alimentos que tiveram reajustes expressivos nos últimos meses. A primeira reação foi não comprar”, constata o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira.

Um levantamento preliminar feito pela entidade revela que os volumes vendidos de feijão e de massas caíram 10% e 5%, respectivamente, nos últimos seis meses. Na análise de Moreira, o brasileiro está reagindo a esse surto inflacionário de maneira mais inteligente do que no passado.

“O consumidor não se dá por vencido: substitui marcas e percorre várias lojas para manter o nível de consumo.”

Ele atribui esse movimento de freada nas compras de produtos majorados a um leque maior de opções tanto de marcas como de supermercados em relação ao que existia a 15 anos atrás.

Moreira considera que o repique atual dos preços dos alimentos tem potencial de risco maior do que no passado. Ele lembra que a estrutura de gastos do brasileiro mudou. Com a incorporação de novos gastos, como TV a cabo, conta de celular e crediário, que naquela época era incipiente, a alta dos alimentos pode causar aumento da inadimplência de outros compromissos.

Via Agência Estado


Polícia Federal: Crimes na internet rendem mais que tráfico de drogas no Brasil.

Maio 29, 2008

Grandes criminosos do país estão trocando armas por teclados de computador. Os crimes mais rentáveis do Brasil estão hoje no campo virtual e os lucros são mais altos que os obtidos no narcotráfico, segundo a Abeat (Associação Brasileira de Especialistas em Alta Tecnologia) e a PF (Polícia Federal). Sem legislação própria, condutas ilícitas na internet estão atraindo quadrilhas que antes atuavam em crimes como roubo a bancos e tráfico de drogas, segundo a PF.

Em todo o país, há hoje 140 peritos que investigam crimes na internet. Há pouco mais de dez anos, existia apenas um, de acordo com a Abeat. Só este ano, segundo a PF, os investigadores produziram 2.820 laudos de crimes com base em informações descobertas em correios eletrônicos, imagens, registros de impressão, arquivos, pendrives e discos rígidos de computadores.

“A tendência é esses crimes aumentarem, por causa das novas formas de tecnologia e a falta de legislação”, afirma o perito Paulo Quitiliano, presidente da Abeat e coordenador-geral da Conferência Internacional de Perícias em Crimes Cibernéticos, que terá sua quinta edição em setembro no Rio.

“Quadrilhas tradicionais têm migrado suas operações para a internet. Mas eles imaginam, de forma errônea, que estão no anonimato”.

Leia reportagem completa da Folha de São Paulo - aqui.


Vídeo: Gafes no jornalismo.

Maio 28, 2008

Para quem não dá risadas faz tempo…puro deleite este videozinho com mais de 10 minutos.


Brasil: 4,7 livros per capita. Média de livros lidos no Sul é maior do que no resto do país, com 5,5 livros.

Maio 28, 2008

O brasileiro lê em média 4,7 livros por ano. O dado, apresentado na manhã de hoje (28), é da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituo Pró-livro.

De acordo com o levantamento, na Região Sul, a média de leitura anual é maior do que a Nacional, com 5,5 livros. O Norte registrou o menor índice com 3,9 livros por habitante.

A estimativa aumenta de acordo com a escolaridade. Entre os que possuem formação superior é de 8,3 livros por ano, enquanto para quem cursou até a 4ª série a média é de 3,7.

O Instituo Ibope coordenou a coleta dos dados e entrevistou mais de 500 mil pessoas em 313 municípios brasileiros.

Via Agência Brasil


Quadrilhas atacam chácaras no interior de São Paulo.

Maio 28, 2008

Os ataques às chácaras e fazendas, quase sempre com reféns, voltaram com toda a força no interior paulista, sobretudo no eixo da Rodovia Castelo Branco. Bandos fortemente armados e encapuzados atacam de surpresa principalmente nos fins de semana quando moradores da capital estão presentes. Eles dominam os visitantes e saqueiam a propriedade. Geralmente usam os veículos das vítimas para fugir com o produto do roubo. São comuns os casos de violência física e psicológica.

A ação desses bandidos começa em Ibiúna e avança até Cesário Lange, a 140 quilômetros da capital, passando por São Roque, Mairinque, Itu, Porto Feliz, Cerquilho e Boituva. Sem viaturas para patrulha rural, a polícia não consegue fazer frente à ação dos bandidos. Em Porto Feliz, a Polícia Civil registrou 35 roubos nos três primeiros meses deste ano - 22% a mais que no trimestre anterior -, sendo 12 na zona rural, todos à mão armada.

No restante do Estado, também há problemas. Por causa da violência - e com dois anos de atraso -, a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), que reúne 243 sindicatos e 360 bases rurais em 580 municípios, anuncia para o segundo semestre o início do Programa de Proteção Preventiva no Meio Rural, que foi criado por um protocolo assinado pelo governador Geraldo Alckmin na Agrishow de 2006, em Ribeirão Preto.

A polícia fará segurança pessoal e patrimonial dos moradores da zona rural e também os orientará na preservação do meio ambiente. Pela contas da Faesp, 210 mil proprietários rurais deverão receber as orientações para ajudar os policiais ambientais na fiscalização das propriedades.

Na região de Sorocaba, o preço dos imóveis rurais desabou. Dezenas de sítios e chácaras, algumas cinematográficas, foram colocadas à venda, a maioria por até metade do valor real.

“A violência espantou os compradores”, garante o dono de uma imobiliária que pediu para não ser identificado, com medo de represálias.

Há três anos, ele fazia de 10 a 15 negócios com imóveis rurais por mês. Hoje, se consegue duas vendas é muito.

“Parei de trabalhar nos fins de semana, pois não há clientela.”

Via Agência Estado


Bastos: Conheça a cidade que reúne o maior número de descendentes de japoneses.

Maio 27, 2008

A equipe do Fantástico visitou a pequena cidade do interior do Estado de São Paulo para fazer uma matéria.

Leia e veja a reportagem - aqui.


Óticas Carol é vendida para herdeiro da TAM.

Maio 27, 2008

Com apenas 23 anos, Marcos Amaro, filho caçula do fundador da TAM, Rolim Amaro, já pode ser considerado um nome de peso no varejo. Sua empresa, a Amaro Participações (AP), acaba de comprar a Carol, rede de óticas fundada em 1997 em Sorocaba (SP).

A cadeia expandiu-se rapidamente e já é a maior varejista de óculos do Brasil, com 220 lojas no interior e na capital de São Paulo. A meta de Amaro é fazer da Carol uma rede de R$ 360 milhões em vendas anuais até 2013, com 600 unidades no país.

A Amaro comprou mais 15%, da família do fundador, Odilon Santana Filho. Voltada para as classes B e C, a rede cresce a taxas anuais de 30% em faturamento.

“Também pensamos em expandir a rede na América do Sul”, diz ele.

Suas ambições empresariais, contudo, vão além.

“Vamos anunciar novos negócios em breve”, afirma o empresário.

Ele acaba de constituir a Fábrica de Marcas, uma holding que, além da Carol, tem sob seu guarda-chuva a World Luxury (WL), uma gestora de marcas de luxo criada por ele em 2006 e que hoje importa os relógios TAG Heuer e os óculos Alain Mikli.

Na Fábrica de Marcas, Amaro aliou-se a três executivos: Roberto Profili, executivo egresso do mercado financeiro e que comandará os processos de aquisição, Alexandre Costa, ex-AmBev, que será responsável pelas operações, e Ricardo Maeda, que responderá pela área financeira.

“Queremos ser semelhantes à GP”, diz Marcos Amaro.

Para presidir a Carol, ele chamou ainda um velho conhecido, Daniel Mandelli, ex-presidente da TAM. O executivo deixou a companhia aérea após a morte de Rolim devido aos confrontos com os seus outros dois filhos.

O valor pago pela Carol, que fatura R$ 120 milhões por ano, não é revelado, mas certamente não foi foi pouco. O varejo de óculos ainda é dominado por pequenas lojas e deve passar por um forte processo de concentração.

Em 2007, o grupo holandês HAL adquiriu a Fábrica de Óculos, da Bahia, e a Fotoptica, de São Paulo. Segundo fontes do setor, uma rede espanhola também andou prospectando aquisições no país. Com a conquista do grau de investimento, é esperado que o Brasil entre no radar das cadeias multinacionais.

A Amaro Participações já realizou investimentos no setor de agronegócio com aquisição de terras já revendidas e pensa em retomar a atuação aliada à energia alternativa.

Leia mais sobre Marcos Amaro na revista Isto É Dinheiro - aqui.

Via Valor Econômico e AdBudget


Nova fraude nos leites: Procon alerta consumidores sobre leite em pó.

Maio 27, 2008

A coordenadora do Procon-PR, Ivanira Gavião Pinheiro, alertou os consumidores para nova fraude nos leites. De acordo com dados do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), a empresa Big Leite Indústria e Comércio de Alimentos Ltda comprava grandes quantidades de leite em pó à granel para reempacotar e vender. Durante este processo era misturado 50% de soro, substância com baixo teor de proteínas e rico em gorduras, à 50% de leite em pó integral.

Via Folha de Londrina