Posts de Abril 21st, 2008|Página de posts diários
Seu Joaquim, 51 anos e 30 da profissão do “Bom dia” e do “Até logo”, como ele mesmo define.
Seu Joaquim é o retrato de um Brasil que muitos desconhecem, a do profissional zeloso e atencioso que atende a todos que vivem com pressa. É uma profissão em extinção e que sobrevive no centro velho de São Paulo. Sorte dos moradores do prédio da Líbero Badaró.
É um prazer ler um pouco da vida deste senhor e maior ainda poder colocar aqui no blog.

Joaquim Justino de Araújo, de 51 anos, só teve um emprego na vida. Desde que chegou a São Paulo, há 30 anos, permanece ao menos seis horas por dia dentro de um cubículo cor de sangue, sentado num banco de madeira. Ele leva a vida na vertical: sempre foi ascensorista, “a profissão do “bom dia” e “até logo” – como define.
“É uma vida de altos e baixos”, diverte-se, logo que chega ao edifício Sampaio Moreira, no centro, onde trabalha.
O prédio, localizado na Rua Líbero Badaró, foi construído em 1924, e é conhecido por arquitetos como “o avô dos arranha-céus”, por ter sido o primeiro prédio de São Paulo a passar dos cinco andares – foi logo para 12. Sabendo da história – duas arquitetas do sétimo andar contaram para ele, no caminho até o térreo:
Joaquim faz graça: “Se ele é o avô dos arranha-céus de São Paulo, isso me faz o avô dos ascensoristas?”, diz, com a risada escondida atrás do bigode.
Secretamente, sem contar ao porteiro ou ao colega ascensorista do turno da manhã, ele faz suas contas.
“O mais antigo ascensorista que conheci nesse tempo trabalhou por 33 anos. Mais três e eu levo o título. Pode escrever. É sério!”
Na rotina, nada de botões. Seus elevadores só andam se uma alavanca dourada for empurrada para trás ou para frente. As portas também são movidas por Joaquim – completamente manuais. Para saber que alguém está chamando, nada de painéis eletrônicos: uma campainha ecoa pelos andares.
Se a campainha tocar desesperadamente, mais de dez vezes, como caso de vida ou morte, quem chama é o proprietário de um escritório de contabilidade no 7º andar, inquilino desde 1949. “Ele faz isso para me zoar.” Agora, se a campainha zumbir três vezes, com pequena pausa entre elas, calma lá: quem chama é um dos herdeiros da família proprietária do prédio.
Dentro de elevadores quase artesanais, Joaquim aponta o único traço de modernidade: as luzinhas, que piscam para indicar ao ascensorista o andar que o solicita. “Não é uma beleza?”, derrete-se o ascensorista, que complementa o salário de R$ 900 com uma “fezinha” no jogo do bicho – geralmente, aposta no “camelo 231 ou 232″, os mesmos números de registro de dois dos elevadores do Sampaio Moreira.
“Já ganhei pra caramba.”
Se há algo que o aborrece, é não poder contar todas as histórias que quer.
“Quando estou no bom da coisa, o passageiro chega ao andar. Fico com aquilo engasgado e não tenho para quem contar”, diz, olhando para o chão.
Quando está prestes a contar mais um segredo – o número dois pintado de vermelho na parede avisa que o térreo está chegando -, ouve um novo chamado. Com um “Opa!” reverente, é sua vez de interromper a conversa.
Do térreo, três toques na campainha – um dos Sampaio Moreira chegou! Joaquim endireita a coluna, bate o pó do terno azul-escuro e, alavanca em punho, faz silêncio. No térreo, puxa a porta e sorri:
“Boa tarde. Subindo!”
Via Vitor Hugo Brandalise para Estadão
Vídeo: Creative Space por Sigma6.
Simplesmente fantástico a criatividade deste grupo – Sigma6! É um grupo de designers gráficos com especialização em performances visuais baseado em Geneva – segunda maior cidade da Suiça, a maior é Zurique.
E como foi feito? Com 4 câmeras no formato DV, programas Adobe After Effects e Illustrator, e Cinema 4D da Maxon.
Creative Space
Eles possuem um canal no Youtube com outros trabalhos. Acesse aqui. Portais de vídeos, com o Youtube expoente mor, estão tornando-se uma excelente mída para demonstração de trabalhos dos mais variados. O canal do Sigma6 é um curriculum vitae primordial para eles. Melhor forma de divulgação impossível…acaba virando até um viral.
Via Youtube
Vídeo: Nova York, 15 de outubro de 1999: 41 horas presos no elevador.
A vídeo mostra o martírio de Nicholas White no prédio McGraw-Hill, em Nova York, em 15 de outubro de 1999, quando ele ficou preso no elevador por 41 horas.
“Depois de um certo tempo, eu sabia que estava com um grande problema porque era fim de semana”, afirmou White ao programa “Good Morning America“, da rede de TV norte-americana ABC.
O incidente ocorreu quando White era gerente de produção da revista “Business Week” e, por volta das 23h de uma sexta-feira, saiu para fumar um cigarro. Veja a edição com três minutos de White no elevador.
E você como se portaria nesta situação?
Ele processou os administradores do prédio e a empresa de manutenção do elevador e ganhou uma indenização – o valor não foi divulgado.
Mais infos na Folha de São Paulo desta segunda-feira feriado de Tiradentes.
Pizza Fusion: Ambientalmente correta e com pizzas orgânicas.
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Era uma questão de tempo até alguém aplicar um modelo de sustentabilidade no ramo de pizzarias. Não mais.
O Pizza Fusion utiliza 100% de energia renovável (eólica). Eles usam veículos híbridos. Usam ingredientes orgânicos 100% certificados nos molhos, massas e legumes. O frango utilizado é natural, a criação dos mesmos é livre e não confinados. A carne tem certificação 100% orgânica e é livre de qualquer hormônio, pesticidas, antibióticos e inseticidas.
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O CEO Vaughan Lazar e o COO Michael Gordon criaram a Pizza Fusion em 2006, com o crescente interesse das pessoas em produtos orgânicos.
Eu já tinha visto pizza quadrada, mas comprida e retangular é a primeira vez. Inovaram até no formato!

No entanto, Lazar possuía uma empresa de impressão e design , enquanto Gordon era proprietário de uma empresa de gestão de bens e imóveis, e não tinham qualquer experiência em restaurantes. Então, eles contrataram um consultor em pizzas, Dave Ostrander para ajudar a desenvolver o conceito, com a abertura da primeira unidade em julho de 2006, em Deerfield Beach, Florida.

A Pizza Fusion vende pizzas, sanduíches focaccia, saladas embaladas, em que 98% dos ingredientes são orgânicos.
Até na construção das unidades são utilizados materiais reciclados, inclusive os uniformes dos funcionários.
A rede já possui quase 20 pizzarias e até o final de 2008 com a previsão de mais 20 unidades!
Pizza Fusion em reportagem da ABC 10 de julho 2007
Via Trend Hunter
Experiência tipográfica: As palavras e a luz solar.
No decorrer de um dia ensolarado, é possível ler um poema através da luz solar. Bem bacana. Vejam no vídeo abaixo.
Experimental Typography – SunDial



Chamado de “One Day Poem Pavilion”, combina ciência, a arte, a poesia, e design.
[via O Velho e Ambermancto]
Conheça a história da brasileira que ajudou a criar o Expedia, o 1º site de turismo da internet
Soraya Cuba Bittencourt trabalhou na Embratel, onde participou do lançamento do primeiro satélite brasileiro. Nos EUA foi, respectivamente, diretora e gerente de desenvolvimento, da Lotus e da Microsoft. Depois, passou pela WebEx.com e Obongo.com, e foi diretora técnica sênior da America Online Time Warner.
Escreveu My Road to Microsoft, com a escritora americana Paula Martinac, lançado no Brasil como “Uma Vida de Sucesso“.
De olho em Gates.
É tradicional, na Microsoft, um jantar para a apresentação dos novatos a Gates. Na hora do cafezinho, após o discurso de boas-vindas do presidente, ela e outros 50 novatos correram para cumprimentar o chefe.
Soraya até chegou a falar com o novo patrão sobre o seu projeto, parcos 30 segundos, mas Gates não demonstrou interesse. Mandou que ela escrevesse para outra pessoa na companhia. Ali ela começou a planejar como faria para encontrá-lo novamente. Procurava sempre uma oportunidade de entrar no Edifício 8 do campus, onde ficava o escritório de Gates.
Observava se a Ferrari vermelha do patrão estava na garagem, anotava os hábitos dos seguranças.
“Sempre com o crachá de funcionária à mostra, para não levantar suspeitas”, diz.
O trabalho de campo indicou que seria impossível chegar ao homem mais rico do mundo. Mas mostrou, por outro lado, que talvez fosse possível entrar na sala dele aos sábados, quando a vigilância relaxava na ausência do chefe. O problema era que a porta de acesso ao tal Edifício 8 vivia fechada.
Soraya ia lá, testava a maçaneta como quem não quer nada, e a porta estava trancada. Um dia, porém, a porta abriu. Sem hesitar, a engenheira driblou o pessoal de manutenção, atravessou corredores desertos e chegou ao gabinete de Gates.
“Tinha ar de biblioteca e clube masculino.” Ali, teve tempo de depositar o CD-Rom sobre a cadeira do chefe.
Fazer Bill Gates se interessar por um negócio exige inteligência, competência e persistência. Penetrar no seu escritório, iludindo o sistema de alarme e os seguranças, exigeu audácia. Soraya Bittencourt entrou na sala de Gates numa tarde de sábado, em março de 1994, e pôs na cadeira do fundador da Microsoft um CD-Rom acompanhado de seu cartão de visitas e um bilhetinho:
“Prezado Sr. Gates, eu sei que se vir o conteúdo ficará interessado. Gostaria de expor-lhe minhas idéias sobre como a Microsoft poderá revolucionar a indústria do turismo”.
Quando se preparava para sair, um segurança entrou na sala e interrogou-a rispidamente, levando o CD com ele.
“Pensei que perderia meu emprego”, diz Soraya, que já era funcionária da companhia.
Durante semanas, não soube nada sobre o disco, até que uma das executivas da Microsoft convidou-a para uma reunião e lhe disse, displicentemente, que a empresa estava interessada no mercado de viagens.
“Você não quer fazer parte desse time?”, perguntou.
Soraya percebeu de imediato que a ordem vinha de Gates.
“Claro”, respondeu. “Quando iniciamos?”
Mas antes, o passado. Gates, segundo Soraya, é aquilo que falam dele: um gênio da tecnologia e dos negócios, impiedoso quando se trata de manter sua empresa competitiva.
As histórias sobre apresentações internas que resultavam na destruição inclemente de idéias aparentemente brilhantes abundavam na Microsoft. Assim, a preparação da apresentação sobre o serviço de turismo foi um trabalho árduo, sem folgas, que consumiu três meses.
“Fazíamos e refazíamos tudo com o maior cuidado, atrás de imprecisões que nos embaraçassem”, diz ela.
Valeu a pena. Gates aprovou a idéia e colocou dinheiro no projeto, que se estendeu por mais de dois anos. Nesse espaço de tempo, o CD-Rom foi desbancado pela internet e todo o trabalho teve de ser refeito.
Em outubro de 1996, foi lançado o Expedia, o serviço de turismo da Microsoft. Um ano depois, o faturamento mensal era de US$ 12 milhões.
O salário de Soraya melhorou com o lançamento da nova divisão de turismo da Microsoft. Foi acrescentado a ele o incentivo milionário das ações, que maturariam dali a quatro anos. E foi então que a Microsoft, em 1996, por questões fiscais, decidiu fazer do Expedia uma empresa – e preteriu Soraya na escolha de seu CEO.
“Acho que pesou o fato de eu ser mulher, imigrante e gay”, diz ela.
Jamais conseguiu se entender com Richard Barton, o escolhido. Na comunidade de tecnologia americana, Soraya é reconhecida como uma das criadoras do Expedia, o primeiro site de turismo da internet.
Leia a matéria completa com a carioca Soraya Bittencourt na revista Época Negócios de dezembro de 2007 – aqui.
Pai de David Neeleman: “Algum dia a cidadania brasileira poderá ser útil.”
David Gary Neeleman nasceu de parto normal no hospital Samaritano, em São Paulo, às 12h20 do dia 16 outubro de 1959. Tinha 3,6 quilos.
Gary (pai de David) apressou-se em registrá-lo no cartório de Santa Cecília e depois no consulado americano. Os amigos se surpreenderam com a decisão: por que não registrá-lo apenas no consulado dos Estados Unidos, já que ele vinha de uma família tipicamente americana?
“Eu disse a esses amigos que eu adorava o Brasil e que algum dia a cidadania brasileira poderia ser útil.”
Não fosse isso, Neeleman não poderia, agora, criar sua companhia. A legislação brasileira veda a estrangeiros o controle de empresas aéreas.
Foto: Andre Penner/Associated Press
Excelente reportagem da revista Época Negócios com o empresário David Neeleman que a partir de 2009 iniciará uma nova companhia aérea no Brasil. Leia aqui.
Talento do publicitário brasileiro atrai profissionais ao exterior.
Ginga. Brasileiros têm um jeito “mais solto” de criar. Agências brasileiras ampliam atuação a clientes no exterior. Está ficando comum ida de profissionais para empresas associadas.

Prestígico: Alexandre Gama, da NeogamaBBH, participou de uma concorrência global e abocanhou conta do OMO.
O novo cenário pôde ser justificado na semana passada, sobre a viagem de uma dupla da agência Lew, Lara/TBWA a Los Angeles, afim de colaborar com as outras duplas dos escritórios daTBWA espalhados pelo mundo, para a disputa da verba de propaganda de um cliente multinacional.
A presença de profissionais brasileiros nesses pools de criação para as grandes marcas globais era pontual. Mas, no último ano, está virando rotina.
“Antes era esporádico, agora é bandeirada”, brinca Mario D’Andréa, vice-presidente de criação da JWT no Brasil. “Diria que a demanda cresceu uns 25% em relação ao passado”, acrescenta D’Andréa, que está nesse negócio há 26 anos.
O melhor para as agências daqui é que as suas propostas estão ganhando espaço e até mesmo encabeçando as campanhas globais. Há duas semanas, Anselmo Ramos, vice-presidente de criação da Ogilvy Brasil, foi gravar no exterior a nova campanha mundial para a linha de cabelos da marca Dove, toda desenvolvida em São Paulo.
“O nosso mercado não está mais na Vila Olímpia (bairro que concentra grande número de agências de publicidade), há muitas oportunidades além fronteiras”, diz ele que, por 12 anos, trabalhou no exterior para várias redes de agências.
Só nos últimos meses, a Ogilvy elaborou campanhas globais para marcas como Fanta, Motorola, Confort e para uma das bonecas da indústria de brinquedos Mattel. A intensificação da presença brasileira integrando as forças tarefas em concorrências mundiais, sempre dominada pelos norteamericanos e ingleses, não se dá por conta de custos menores.
“O salário de um publicitário júnior no Brasil corresponde a de um sênior no exterior”, esclarece Ramos, como conhecimento de vivência profissional lá fora.
Via O Tempo/MG
Extreme Gravity Car.
Lotus To Dominate Soapbox Racing. Mais infos e fotos aqui.

The billycart goes (WAY) upmarket! Mais infos e fotos aqui.

2004 Volvo Extreme Gravity Car. Mais fotos aqui e infos aqui.

Volvo takes on Extreme Gravity Race. Infos aqui.

The General Motors

Extreme Gravity Porsche

Extreme Gravity Nissan

Nissan – overall winner for 2005

Lotus Type 119B

Mazda’s official entry

The audi won the people’s choice award

The Bentley

Extreme Gravity Racing
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