Posts de Abril 19th, 2008|Página de posts diários

Brasil e o mercado de cerveja premium.

Garçon Charles Uigne, do Haus München de Belo Horizonte serve a premium alemã Erdinger, a mais vendida pela casa.

Um pouco mais de 5 anos foi suficiente para brasileiro aprender a apreciar uma ceveja premium.

O Sindicato da Indústria da Cerveja (Sindicerv) estima que a participação de mercado das cervejas mais caras suba de 4,5% no ano passado para 5,5% em 2008.

Hoje, as vendas das cervejas premium movimentam R$ 2 bilhões por ano.

Apesar de representar 4,5% das vendas em volume, ou 400 milhões de litros, as cervejas premium contribuem com 8% do faturamento bruto do setor, de R$ 25 bilhões, diz Marcos Mesquita da Sindicerv.

Leia mais em reportagem do Estadão aqui.

Philips: The Simplicity Event em São Paulo.

De olho no interesse do consumidor por saúde e bem-estar, a Philips traz neste mês ao Brasil protótipos de eletrodomésticos voltados aos cuidados com o corpo. Os gadgets futuristas vão compor a mostra “The Simplicity Event”.

O diretor-criativo da Philips, o designer italiano Stefano Marzano, 58, falou sobre as novas relações que a multinacional espera criar entre a tecnologia e os consumidores.

A maioria das inovações do “The Simplicity Event” são relacionadas à saúde. Por quê?

A saúde é um dos desafios do mundo atual. Há uma preocupação com o bem-estar, a prevenção, até porque isso é um desafio para a economia dos países, com o envelhecimento da população.

A simplicidade é o mote do evento, mas muitos se habituaram a aparelhos cheios de botões e complicações. Como voltar a lidar com um design mais “natural”?

Temos de enfrentar o fato de que a vida está mais complexa e de que as pessoas esperam produtos mais sofisticados, com melhor performance e mais funções. Simplificar é abandonar a maneira como nos relacionávamos com os aparelhos, transformando-a em interação intuitiva, natural.

Uma afirmação da campanha pela simplicidade diz que a casa do futuro se parecerá mais com a de antigamente. Não há um longo caminho que as separam?

A tecnologia vai ser predominante, mas não na forma de caixas cinzas, como é hoje. Processos como a miniaturização vão levar a uma nova fase de integração esteticamente coerente com objetos com os quais já temos uma relação consistente. São objetos simples do cotidiano, que combinam relação emocional e funcional. Um vaso de flores pode exibir as memórias das suas últimas férias, como um CD-Rom faz hoje no computador. Esses objetos conhecidos poderão servir como ícones para navegar pelo espaço da casa.

Como é possível falar em simplicidade quando o que uma indústria faz é criar novas necessidades para o consumidor? Não é uma contradição?

Simplicidade é você se concentrar no que é relevante. É entender a vida do consumidor e criar a partir dele, para melhorar a qualidade de vida. A simplicidade tem três princípios: criar a partir da vida das pessoas, oferecer facilidade de acesso e uso e avançar tecnologicamente.

Como o consumidor pode reconhecer um aparelho que melhora sua qualidade de vida?

Ele deve reconhecer aquele objeto como um avanço. Nós formulamos as propostas ao consumidor com base em pesquisas e o mercado nos diz se temos sucesso ou não em cada uma. A escolha, é claro, está nas mãos dos consumidores. O que fazemos é criar um diálogo com eles, por meio de comunicação transparente, o mais autêntica possível.

O que você quer atingir com esse evento?

Nós queremos entender se as nossas criações são o tipo de futuro que as pessoas desejam.

The Simplicity Event, embaixo da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, na Marginal Pinheiros, em São Paulo, de 21 a 26 de abril (fechado ao público)

The Simplicity Event London 2006

Via Vitrine da Folha de São Paulo

Jorge Gerdau: “Com o nível de educação oferecido hoje para a população, não há como competir globalmente no mercado.”

O presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, foi enfático – e controverso – ao discursar, sob o tema da educação pública, para 320 empresários, além de políticos de vários Estados, hoje, na Bahia.

“Um certo dia, um analista nosso me ligou para dizer que estávamos conseguindo produzir, na Bahia, aço com padrão mundial de qualidade”, conta. “Pensei: se na Bahia a gente conseguiu produzir aço de padrão mundial, o Brasil tem solução.”

A frase, tanto preconceituosa quanto inesperada, arrancou gargalhadas da platéia e foi a forma encontrada pelo empresário para explicar o problema que sofre com a falta de capacitação profissional de seus funcionários. Gerdau foi além:

“Com o nível de educação oferecido hoje para a população, não há como competir globalmente no mercado”, acredita. “Só empresas de grande porte, como a nossa, capaz de investir na formação e na qualificação dos colaboradores, conseguem competir.”

“A educação é uma área em que é preciso avançar no campo do gerenciamento”, segue Gerdau. “Sem sistema de gestão, o conhecimento se perde. É preciso unir forças para sairmos da situação atual. Enquanto a educação não for a preocupação número um da população, não avançaremos em nenhuma área.”

Gestão

A fala de Gerdau repercutiu entre os demais participantes. A presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, por exemplo, cobrou do ministro da Educação o estabelecimento de metas e a avaliação de resultados no sistema de ensino público, como forma de promover melhorias no setor.

“Sabemos que 50% do problema de má distribuição de renda é de responsabilidade direta da educação”, afirma. “Só um plano de gestão como o adotado nas empresas pode fazer com que os projetos avancem”, acredita Viviane.

Via Agência Estado

Philip M. Parker: O autor mais publicado da História.

Não é fácil escrever um livro. Primeiro é preciso escolher um título. Depois, o sumário. Caso você deseje que o livro seja classificado por bibliotecas e livrarias, é preciso obter para ele um código numérico, como o ISBN (número padronizado internacional para livros).

É preciso que as margens sejam decididas. E há também o problema da quarta capa. E, claro, há também aquela parte do meio “o texto”.

Philip M. Parker parece ter dominado completamente o sistema. Ele já gerou mais de 200 mil livros, como demonstra uma busca pelo nome de sua editora no site da Amazon.com, o que o torna, em suas palavras, “o autor mais publicado da História”.

E Parker ganha dinheiro com isso. Os livros publicados sob o seu nome são mais compilações do que criações, e Parker provavelmente deveria ser definido como compilador e não como escritor. Ele trabalha como professor de inovação, negócios e sociedade na Insead, uma escola de administração de empresas com campi em Fontainebleau, na França, e em Cingapura, e desenvolveu algoritmos de computador que recolhem informações publicamente disponíveis sobre um tema conhecido ou obscuro – e, com a ajuda de 60 ou 70 computadores e seis ou sete programadores, faz delas livros em diversos gêneros, muitos deles com tamanho da ordem de 150 páginas e impressos apenas quando um cliente encomenda um exemplar.

Pode parecer trapaça, aos olhos de um leigo, mas Parker discorda. O compilador defende idéias provocantes – e aparentemente lucrativas – quanto ao que define um livro. Embora os mais populares de seus livros vendam centenas de cópias, é comum que a tiragem seja de apenas algumas dezenas de exemplares, quase todos vendidos a bibliotecas médicas que adquirem quase tudo que ele produz.

Ele estendeu sua técnica às palavras cruzadas, poemas rudimentares e até roteiros de programas de TV. E está estabelecendo as bases para romances de amor gerados por uma série de novos algoritmos.

“Eu já montei o sistema”, ele afirmou. “Afinal, o corpo humano tem um número limitado de partes”.

Folheando um livro como o manual que prevê vendas de pisos de banheiro na Índia (um dos trabalhos compilados pelo sistema de Parker), o leitor encontraria dificuldades para encontrar uma sentença ao menos “escrita” pelo computador.

Ao abrir o livro, um leitor encontra a folha de rosto, um sumário bastante detalhado e muitas páginas de gráficos, com pequenos textos introdutórios genéricos adaptados ao conteúdo e gênero específico.

Embora não haja notificação nos livros de que eles foram gerados em computador, um leitor, David Pascoe, parece ter chegado perto de desvendar o mistério sem ajuda, com base em comentários que ele escreveu em 2004 no site da Amazon.

Revisando um guia sobre uma doença de pele conhecida como “rosácea”, o australiano Pascoe se queixou de que:

“o livro é mais um modelo de busca genérica de saúde do que algo específico sobre a doença. A informação é tão genérica que gerar um guia sobre outro tópico médico com o mesmo texto requereria apenas uma substituição das palavras relevantes”.

Quando informado por e-mail de que sua suspeita procedia, Pascoe respondeu:

“Bem, creio que o fato de que o livro fosse tão ruim e tão frustrante agora faz sentido”.

Parker está disposto a admitir boa parte do argumento de Pascoe.

“Se você souber pesquisar na Internet, esse livro não serve para muita coisa”, disse, acrescentando que Pascoe simplesmente não deveria tê-lo comprado.

Mas Parker acrescenta que pessoas menos familiarizadas com a Internet consideram que livros como esse sejam úteis.

Ele decidiu se dedicar a esse projeto em um esforço por automatizar trabalho chato ou difícil. Comparando-se a um discípulo distante de Henry Ford, ele disse que:

“estava desconstruindo o processo de levar um livro ao leitor, e automatizando cada passo possível do processo”.

“Meu objetivo não é que o computador escreva um texto, mas que ele execute as tarefas repetitivas que seria dispendioso demais realizar de outra maneira”, acrescentou ele.

Fonte: The New York Times e AdNews

Alcoa lança portal sobre reciclagem de alumínio.

A Alcoa lançou um portal mostrando como a reciclagem do alumínio contribui para reduzir a emissão de gases na atmosfera. O Alcoa Recycling Company, disponível em língua inglesa, explica por que a reciclagem é importante e de que forma ajuda o meio ambiente e o crescimento econômico. Um vídeo mostra o processo de reciclagem de uma lata de alumínio e a volta às prateleiras dos supermercados em até 60 dias.

Mercado global de reciclagem de alumínio

O site também possui links de cooperativas, informações sobre como se tornar um reciclador certificado pela Alcoa, histórias interessantes sobre o tema, blog interativo e uma seção com vídeos do YouTube filmados por pessoas que adotaram a reciclagem.

Via Clientes S/A

Leia mais sobre reciclagem de alumínio aqui no blog:

Reciclagem, alumínio, sustentabilidade e a bitributação no Brasil.

Oscar Motomura: O especialista em inovações radicais, e não em inovações incrementais.

Ele se define como um especialista em gestão, estratégia e liderança de organizações complexas de grande porte do setor empresarial e da área pública. É lá, segundo ele, que estão os maiores desafios, até por uma questão de urgência e de escala dos problemas que afetam a sociedade e o planeta.

Para Oscar Motomura, fundador e presidente da Amana-Key, empresa especializada em programas educacionais para executivos, os males devem ser atacados nas suas raízes.

“Somos especializados em inovações radicais, e não em inovações incrementais”, afirma Motomura. “Não é melhorar o que existe, mas reinventar os grandes sistemas. No momento em que o grande sistema está doente, não adianta melhorar, porque só inovações radicais e reinvenções é que vão ajudar a solucionar os problemas”.

Foram idéias desse tipo que ouviram os cerca de 50.000 executivos brasileiros que passaram pelos programas da Amana-Key nos últimos trinta anos. E são idéias como essas que Motomura discutirá como integrante do painel “Educação para a Sustentabilidade”, que acontecerá no dia 29 de maio, às 15 horas, na Conferência Internacional Ethos 2008.

Para Motomura, um dos primeiros educadores a juntar os conceitos de inovação e sustentabilidade, os executivos brasileiros ainda têm uma visão fragmentada da empresa e dos negócios, e faltam por aqui líderes verdadeiros.

Instituto Ethos: a Amana-Key define-se como uma empresa voltada para os mega-desafios do futuro, como reinvenção, transformação, mudança cultural e inovações radicais. O que significa isso no mundo empresarial? Reinvenção e transformação de que, em qual direção?

Reinvenção dos grandes sistemas empresariais. Podemos dizer hoje que todos os grandes sistemas empresariais estão calcados em um design não sustentável. São essas atividades empresariais, levada a altas escalas, que geram os problemas que temos não só em termos de sustentabilidade ambiental, mas também em uma forma de vida, de trabalho e de produção que compromete o futuro. A reinvenção dos grandes sistemas produtivos, num desenho que seja mais sustentável, significa que muitas empresas terão de se reinventar para poder atuar nesse desenho mais saudável. Estamos falando de mudanças grandes, que exigem inclusive mudança cultural. Senão, nada acontece.

IE: Você costuma dizer que as empresas e os países deveriam buscar maximizar não o PIB, mas o FIB, ou a Felicidade Interna Bruta. Isso é uma mudança cultural. Como os executivos, que são pressionados por resultados financeiros no curto prazo, recebem esse tipo de idéia?

Tudo depende de como você a apresenta. Se você apresenta simplesmente como uma tese, só calcada num desejo, sem fundamento, isso obviamente não pega e nem faz muito sentido. Mas, nossa especialidade é que entendemos bastante de empresas, entendemos muito de gestão, de estratégia e de inovação. Colocamos estratégias inteligentes, que consigam fazer com que o contexto onde se opera seja saudável, de forma sustentável. Dizemos que somente uma estratégia inteligente é capaz de chegar a esse tipo de refinamento. Porque a busca de resultados no curto prazo, comprometendo o futuro, não é absolutamente inteligente. Você simplesmente está sacando contra o futuro e comprometendo seu sucesso lá na frente. Do ponto de vista de estratégia, isso é um contra-senso. Esta é a linguagem que todo mundo entende. Se a gente consegue dedicar tempo ao assunto, a conclusão de todos, mesmo daqueles que estão obcecadamente voltados ao curto prazo, é de que aquilo que fazem não faz sentido. As pessoas em geral estão muito condicionadas a operar de um certo jeito, e não percebem claramente o que estão fazendo no seu dia-a-dia. É como se as pessoas estivessem num piloto automático, fazendo as coisas e perdendo o sentido de para quê fazem, de qual é o efeito daquilo que fazem, para a sociedade em geral e para o longo prazo da própria empresa. Nesse sentido, o importante é uma educação, um jeito de conversar com as pessoas que vá mais fundo nas questões e não fique na superficialidade. Enquanto as conversas estiverem na base de chavões, ficaremos nesse negócio de pensar em curto prazo, em ter de ser realista. Agora, no momento em que as pessoas se engajam nos diálogos mais profundos, a conclusão não pode ser outra. É lógica pura, num certo sentido, e nesse nível de profundidade as pessoas acabam percebendo que é por aí mesmo. É isso que significa elevação do nível de consciência. A pessoa passa a ficar mais consciente daquilo que está fazendo, e de que a conseqüência daquilo que faz é na própria empresa. Até um acionista que se preocupe com a sobrevida da empresa, com a sustentabilidade da própria organização, vai ficar preocupado com esse excesso de busca simplesmente de crescimento material, no curto prazo, o que está levando uma série de problemas à sociedade como um todo. No momento em que se conversa sobre isso, as pessoas em geral ficam muito conscientes desses movimentos não inteligentes que são feitos praticamente todos os dias, pelo planeta todo.

IE: Qual é o grande engano dos executivos brasileiros, ou seja, qual o caminho que deveriam enxergar e não estão enxergando? Em função disso, qual o grande desafio para quem trabalha com educação de executivos?

Acho que a coisa mais importante é assegurar que nossos líderes tenham uma visão que eu chamo de 360 graus. Isso é uma coisa quase obrigatória para alguém ser líder. Se uma pessoa simplesmente baixa a cabeça e trabalha como se tivesse algo operacional a cumprir, não podemos dizer que seja um líder. Um líder talvez seja aquela pessoa que está de cabeça erguida olhando o todo, um todo no qual opera uma pessoa consciente das conseqüências daquilo que decide. E alguém com visão de futuro, que consiga iluminar um caminho que seja o mais saudável para as organizações e para o todo. Portanto, o mais importante é que as pessoas tenham uma visão 360 graus, uma visão em que a pessoa saia da fragmentação que caracteriza muitas empresas, e faça a pessoa ver, genuinamente e profundamente, as outras dimensões da vida dentro da qual a empresa atua.

IE: Quais são essas dimensões?

A empresa não atua num vácuo, mas num contexto extremamente complexo, com muitos agentes que precisam ser respeitados. Poderíamos usar a expressão que está ficando na moda, os stakeholders. Ou seja, todas as pessoas que são afetadas pela organização e também têm interesse para que ela caminhe com sucesso, que seja sustentável. São os funcionários, os fornecedores, a própria sociedade, o meio ambiente, todos os seres vivos, os clientes. Hoje ainda há muitos executivos que simplesmente olham o retorno para o acionista, que é um dos stakeholders, e não consegue enxergar que há outros stakeholders que precisam ser totalmente respeitados para que o sistema todo funcione e haja um retorno de alta qualidade, e sustentável, para os acionistas. O que mais falta hoje são executivos, ou líderes, que consigam ver as sutilezas de uma filosofia de gestão que leve em conta esse quadro 360 graus. Porque, caso contrário, a pessoa está trabalhando em fragmentos e absolutamente sem consciência daquilo que está fazendo, pois o que faz naquele fragmento pode ter um monte de conseqüências, e a pessoa nem sabe disso. São “líderes” que na verdade não têm condições de tomar decisões com sabedoria e podem estar prejudicando tremendamente o próprio ambiente dentro do qual vivem. Essa é a principal deficiência que temos no meio empresarial, e isso começa nas escolas.

IE: Você foi um pioneiro ao trazer para o Brasil autores como Fritjof Capra, Domenico de Masi, Hazel Henderson, e um dos primeiros a falar dos valores intangíveis no mundo dos negócios. O que você via vinte anos atrás e que ninguém mais via?

Na verdade, continuamos fiéis ao nosso propósito, que é trazer a consciência dos executivos e líderes, que têm grande impacto no contexto onde a gente vive, para coisas que não estão conseguindo enxergar. Costumo dizer que, se fizermos coisas para mostrar o que todo mundo está enxergando, nosso papel estará vazio. E nosso papel é estar pelo menos meio passo à frente, para que possamos trazer para a consciência dos líderes coisas que são importantes e ainda não estão sendo honradas com a profundidade devida. Começamos a falar de sustentabilidade há mais de vinte anos. Trazíamos ao Brasil especialistas em gestão, mas também cientistas, vários deles ganhadores do Prêmio Nobel. E também pessoas de várias áreas que têm condições de arredondar a visão dos próprios líderes. Muitas das inovações que surgem nessa visão não vêm diretamente, mas sim a partir do momento em que você ouve um ponto de vista aqui, outro ponto de vista lá, de áreas diferentes, e aí tem sacadas, tem insights. E essa é nossa principal contribuição. Ficamos monitorando, sempre 360 graus, o que está acontecendo, e honramos os nossos insights. Faz parte da nossa razão de ser entrar em áreas onde as pessoas ainda não estão. É isso que faz da nossa organização uma empresa que inova. Nosso produto é inovação, que trazemos para organizações empresariais e governamentais.

Via Instituto Ethos

Leia mais sobre Oscar Motomura aqui no blog:

Empreendedorismo e gestão de riscos por Den Fujita.

Polêmica: Atlético Paranaense quer cobrar das rádios as transmissões.

Marketing: afinal, quanto vale o show de bola?

Uma decisão tem causado polêmica entre as rádios do Paraná e o Clube Atlético Paranaense. É que o “Furacão”, como é chamado por sua torcida, pretende cobrar das emissoras o direito de transmitir as partidas do time. A partir do Campeonato Brasileiro (incluindo a Copa Sul-Americana) deste ano, cada rádio terá de pagar R$ 15 mil para transmitir uma partida do clube. Se a emissora quiser comprar o pacote de 38 jogos da competição nacional, o preço é de R$ 456 mil.

Atualmente, as emissoras utilizam a estrutura do clube gratuitamente para fazer as suas transmissões – e, como lembra o Atlético, lucrar com elas. Além disso, o Atlético também ressalta o fato de ser obrigado a pagar pela publicidade que veicula nas emissoras locais, embora empreste a sua estrutura a elas.

As emissoras, é claro, resistem à novidade. Alegam que foram surpreendidas e criticam o ato de que o Atlético-PR tomou a decisão sem ao menos tentar uma negociação prévia. Os profissionais do rádio afirmam, ainda, que a cobrança não tem sentido porque a simples transmissão dos jogos já representa uma “publicidade gratuita” para o “Furacão”.

Em Santa Catarina, os clubes de futebol tentaram fazer a mesma cobrança durante o Campeonato Estadual deste ano, mas a briga foi parar na justiça. Em abril, a Associação dos Clubes de Futebol de Santa Catarina (ACFSC) perdeu, pela terceira vez, nos tribunais. E, assim, as emissoras seguem transmitindo os jogos sem ter de pagar por isso. Mas, afinal, é justa a cobrança dos clubes pelo uso de suas dependências – e também de sua marca?

“O Atlético está vendendo seu produto: audiência. O valor da marca rubro-negra é o quanto de interesse ela consegue despertar no público”, destaca Stalimir Vieira, publicitário e consultor de marketing.

Esse raciocínio parte da premissa de que a paixão despertada nas pessoas é o maior ativo do clube – e nada mais coerente do que saber negociá-lo.

“Isso passa a ser até mesmo uma questão de sobrevivência para os clubes”, acrescenta Vieira.

No que depender da opinião de profissionais ligados ao mundo da bola, a “inovação” atleticana poderá ganhar novos adeptos – principalmente pelo fato de que a cobrança reforçará o caixa dos clubes. É o que pensa Ernani Buchmann, consultor de marketing e ex-presidente do Paraná Clube entre 1996 e 1997. Para o ex-dirigente, a medida exigirá mudanças na organização das rádios.

“A partir de agora elas terão que se unir como redes para poder comprar o direito de transmissão das partidas”, aponta.

“O futebol é um espetáculo. Qualquer emissora, em qualquer lugar do mundo, paga um preço para transmitir. Por que não aqui?”, questiona Buchmann.

Informações de Fernanda Arechavaleta para Revista Amanhã

Ação no metrô para cerveja Amstel Light Beer.

Recentemente postei um viral da Heineken muito fera. Na mesma linha este aqui da cerveja Amstel (por acaso, uma marca da Heineken) para o Natal de Nova York em 2006.

Pegar um metrô e deparar com uma ação como esta? Mais surpresa e simpatia com a marca impossível…

A ação foi feita com a Sinfonia de Nova York na estação Union Square. Canções natalinas através de garrafas de cerveja Amstel Light!

Para reforçar:


Via Disruption

Homem é multado pelo radar empurrando o carro!

Absurdo?! Também achava até ver a foto do radar…

Clique na imagem para ampliar.

Isso aconteceu em Ribeirão Preto/SP, onde algumas avenidas são monitoradas por radares fotográficos da empresa municipal Transerp (Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto) . Acontece que o cidadão da foto (foto do radar), foi multado a 68Km por hora onde o limite é de 60 km/h, só que ele estava empurando o carro quebrado !! Como pode isso ? temos um superman brasileiro ?

Tks Aldo pelo e-mail.

E-gov ainda é pouco utilizado no Brasil.

Pesquisa aponta que 25% dos brasileiros interagem com governo por meio da Internet.

O NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) anuncia os números sobre Governo Eletrônico da TIC Domicílios 2007. O módulo faz parte da 3ª edição da Pesquisa Sobre Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil e detalha a evolução do uso dos serviços oferecidos pelos órgãos públicos ao cidadão via web.

A pesquisa identificou que 25% da população brasileira com mais de 16 anos usou a Internet para interagir com órgãos públicos em 2007.

O resultado representa um crescimento de 11% em relação à pesquisa realizada em 2005. Se considerados somente os usuários de Internet, esse percentual foi de 72%, sendo a quinta atividade mais desenvolvida na rede, atrás de comunicação (89%), lazer (88%), busca de informações on-line (87%) e treinamento e educação (73%).

Com relação a 2005, nota-se um crescimento significativo no uso de serviços de governo eletrônico em todos os segmentos da população, seja por renda, classe social, escolaridade ou situação de emprego.

“O destaque foi o forte aumento na utilização desse canal de comunicação entre internautas com renda familiar entre três e cinco salários mínimos, que passaram de 14% em 2005 para 40% em 2007″, reforça Mariana Balboni, gerente do CETIC.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação).

A pesquisa mostra que o uso de serviços de governo eletrônico entre os brasileiros acima de 16 anos cresce consideravelmente quanto maior o grau de instrução, a renda familiar e a classe social. Em 2007, 71% dos indivíduos com educação superior, 58% daqueles com renda familiar superior a cinco salários mínimos e 81% dos brasileiros de classe A informaram interagir com órgãos públicos por meio da rede.

“Entretanto, não são apenas os indivíduos de classe social mais elevada que se beneficiam das facilidades trazidas pelo uso da web no contato com o Governo”, explica Mariana.

“É fato que a maioria dos brasileiros de classe A possui um computador e utiliza a Internet para se relacionar com o Governo, mas esse grupo representa apenas 5% do total de usuários”, completa.

O perfil econômico do usuário de serviços de governo eletrônico é composto por 36% de indivíduos da classe B, 48% da classe C, 11% de indivíduos das classes D e E e 5% da classe A.

Mas os resultados também mostram que educação é fundamental para que o brasileiro possa se beneficiar desse tipo de serviços: apenas 12% daqueles que estudaram até o Ensino Fundamental compõem o total de usuários, enquanto 49% informam ter finalizado o Ensino Médio, e 39% o Superior. E os números reforçam que o cidadão que se utiliza desse canal de comunicação é jovem: do total de usuários, 70% têm entre 16 e 34 anos, e somente 12% têm mais de 45 anos.

O serviço de e-gov mais popular entre os brasileiros ainda é a consulta ao CPF, atividade realizada por 59% das pessoas que usam a rede para se comunicar com órgãos públicos. Em segundo lugar aparece a busca por informações e serviços públicos de educação, com 44% das menções. Em terceiro o uso da rede para fazer a declaração de Imposto de Renda, com 42% das citações, seguido pela realização de inscrição em concursos públicos, com 40%. Em seguida foram mencionadas três atividades ligadas à busca de informações sobre a emissão de documentos (31%), os serviços públicos de saúde (27%) e os direitos do trabalhador (26%).

Via Cliente S/A

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