Conheça o projeto bilionário da empresa Synergy para a cidade de Guarujá.
A região de Guarujá, litoral paulista, voltada para o estuário do porto de Santos, foi escolhida para implantação de um megaprojeto que alia porto, retroporto e aeroporto, com investimentos superiores a R$ 1 bilhão.
Participarão da sociedade de propósito específico (SPE) em formação, setores da produção, financeiro e da operação aeroportuária.
Na próxima semana, a Synergy Participações, que coordena e participa como uma das investidoras no projeto, fará sua apresentação às autoridades municipais e portuárias. Propõe-se a movimentar, após cumpridas etapas, 150 mil contêineres por ano e 160 milhões de litros de granéis líquidos, no quinto ano, entre etanol e outros produtos químicos. A capacidade estática para granéis líquidos poderá atingir a 720 mil m3 até o quinto ano de sua implantação.
“Viemos trabalhando nesse projeto há três anos e com a explosão da economia, concluímos que está maduro para ser implantado, levando-se em conta sua localização estratégica, junto a rodovias, ferrovias e a pista de pouso da Base Aérea de Santos, todas junto ao porto”, sustenta Gilson Medeiros Júnior, diretor da Synergy.
Na área portuária fronteiriça ao estuário, o projeto ocupa a extensão de um quilômetro, com uma retaguarda contígua de 500 mil m² e retroárea de mais 1 milhão de m², distante quatro quilômetros do cais. O cais será construído em forma de píer.
O projeto, anunciado com exclusividade para o jornal Valor Econômico, prevê a ampliação e compartilhamento civil e militar da atual pista de pouso e decolagem administrada pela Base Aérea de Santos, que passaria de 1.400 metros para 1.862 metros. A prefeitura de Guarujá dispõe de um projeto para o mesmo equipamento, aprovado pelas autoridades ambientais de São Paulo, pela Aeronáutica e Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).
“Falta apenas fechar um convênio com a autoridade da Aeronáutica em São Paulo”, diz Mauro Scazufca, secretário de Planejamento de Guarujá.
Segundo Medeiros Júnior, o setor privado está disposto a bancar inteiramente o projeto, enquanto o da prefeitura teria a participação de recursos públicos. As obras do aeroporto metropolitano de Guarujá, como é denominado, estão orçadas em R$ 21 milhões.
Junto à Synergy, atuaram no segmento aeroportuário do projeto, as empresas WF/Arquitetônica, uma joint venture americana e a Washington Fiúza Arquitetos. Esta empresa, conforme Medeiros, já contratou “mais de 1 milhão de metros quadrados em empreendimentos corporativos”. No setor portuário do investimento atua a KWA Solution.
Segundo Medeiros, os empreendedores, cujos nomes ainda não foram revelados, após a liberação das licenças, garantem que o terminal aeroportuário terá condições de funcionamento em oito meses, enquanto áreas e equipamentos do porto e retroporto, em 24 meses. Ao lado do projeto da Synergy está o da Embraport, do grupo Coimex, em obras, com objetivos semelhantes, de movimentar contêineres e etanol.
Reportagem de José Rodrigues para Valor Econômico
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