Posts de Abril 8th, 2008|Página de posts diários

Concorrência para Embraer: conheça os planos japoneses para a indústria aeronáutica

Este ano, além de tornar-se a maior montadora do planeta, a Toyota tem planos de ingressar na indústria aeronáutica.

Bloomberg noticiou que a Toyota planeja aumentar para 17% o controle na Fuji Heavy Industries, matriz da Subaru no Japão. A Toyota já possui 8,7%, adquiridos em 2005 da General Motors em uma transação anterior.

Segundo o site, as últimas alterações nas leis japonesas estão permitindo a possibilidade da da fabricante japonesa em “morder” mais um pedaço da Subaru.

Caso essa transação ocorra, há duas possibilidades: ou a Toyota estreita os laços com a Subaru na fabricação de automóveis, ou a compradora parte para um lado bem distinto, a aviação.

Como a Fuji também concentra grandes negócios na indústria aeroespacial, essa poderia ser a via da Toyota para estender seus tentáculos por outros mercados.

Outra possibilidade é a Toyota fazer aportes na empresa a ser criada pela Mitsubishi Heavy Industries Ltd., maior fabricante de equipamentos industriais do Japão, para projetar uma próxima geração de jatos de passageiros mais eficientes em termos de combustíveis, disse a assessora da Toyota, Kayo Doi.

Mitsubishi Heavy convidou-nos para investir e estamos considerando”, disse ela, acrescentando que nada foi decidido ainda.

O comentário veio depois do jornal Asahi Shimbun publicar que a Toyota tem planos de colocar até 10 bilhões de ienes (100 milhões de dólares) para a empresa a ser criada, em abril deste ano.

A nova empresa seria capitalizada em cerca de 100 bilhões de ienes (1 bilhão de dólares, com a Mitsubishi Heavy assumindo 60%, disse o jornal sem identificar suas fontes.

Se o plano for avante, a Toyota vai juntar-se a segunda maior empresa automobilística do Japão, a Honda com seu projeto HondaJet, na expansão de seus interesses comerciais em aviação.

HondaJet

O HondaJet tem características aerodinâmicas inovadoras que propiciam um maior desempenho e economia no comsumo de combustíveis. O avião foi desenvolvido em conjunto com a Piper Aircraft durante 9 anos.

A Honda começou em outubro de 2006 nos EUA a aceitar encomendas de seu HondaJet, com um só motor e capacidade para 7 a 8 lugares. Este avião tem atraído interesse devido a escalada nos preços dos combustíveis.

Depois de receber mais de 100 encomendas para o HondaJet nos EUA, a empresa comentou que vai começar a receber encomendas provenientes do Canadá e do México. O preço de tabela sugerido é de US$ 3,9 milhões.

A Mitsubishi Heavy através de seu porta-voz disse que a empresa “vem reinvidicando com outras empresas na cooperação de um projeto de jato doméstico, mas o projeto vem sendo recusado.

Mitsubishi Heavy está desenvolvendo dois tipos de combustíveis mais eficientes em aviões de passageiros de 70 ou 90 lugares no chamado Mitsubishi Regional Jet Project visando lançamento em 2013.

Mitsubishi MRJ90

Portions Copyright © 1999-2008 by Aero-News Network, Inc.

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O plano tem como objetivo melhorar drasticamente a eficiência de combustível, com uso de materiais em fibra de carbono para diminuir o peso da aeronave em 30%, de acordo com a empresa.

Seria o primeiro projeto japonês de avião desde o YS-11 Turboprop, avião regional, que fez seu vôo de estréia em 1962. A produção foi encerrada em 1974.

A All Nippon Airways (ANA), a segunda maior companhia aérea do Japão, disse em janeiro que estava considerando o novo jato, mas também afirmou estar examinando outros aviões das empresas Bombardier (Canadá) e a brasileira Embraer.

O jornal Asahi disse que a maior dificuldade no desenvolvimento deste projeto é seu custo estimado em 150 bilhões de ienes (1 bilhão e 500 milhões de dólares).

Mitsubishi Heavy tem convidado empresas de trading, bancos e outras empresas japonesas a investirem neste projeto, disse a empresa.

Outros fabricantes como a Ford, General Motors e Chrysler tinham projetos de aviões comerciais e aeroespaciais, mas todos foram vendidos na década de 1960.

Clique na imagem para ampliar:
Toyota airplane
Vôo teste da Toyota, do avião de quatro lugares, com um só motor em 2002 na Califórnia.

A assessora da Toyota disse que a empresa continua suas pesquisas na área, mas recusou comentar se a empresa tinha decidido fabricar aviões por conta própria.

“Temos pesquisado a possibilidade de incorporar um motor de avião em automóveis”, disse ela.

A Embraer vem aconpanhado de perto os desdobramentos destas investidas japonesas na área, principalmente no caso do avião Mitsubishi MRJ90.

A empresa espera que o governo brasileiro se posicione contra eventuais violações de regras da OMC no financiamento da aeronave, afirmou o presidente da companhia brasileira.

“O Japão é membro da OMC e o Brasil não vai assistir a um subsídio governamental a um produto comercial” sem reagir, disse o presidente da maior fabricante de jatos regionais do mundo, Frederico Curado.

“Esse assunto vai ser monitorado de perto pelo governo brasileiro, e assim esperamos que seja. Não posso falar pelo governo brasileiro, mas posso falar que nós o incentivaremos a isso”, afirmou Curado durante o evento Reuters Latin America Investment Summit que aconteceu em março.

“Não é razoável que alguém desenvolva um produto novo com subsídios do contribuinte japonês. Não é razoável mesmo, porque no Brasil isso não é feito”, acrescentou.

Para Curado, os planos da Mitsubishi Heavy não representam uma ameaça para a companhia brasileira, pelo menos por enquanto.

“Não é ameaça hoje, ou nos próximos 5 a 10 anos. Daqui a 20, 25 anos, pode ser uma tremenda ameaça e os chineses também poderão ser, dependendo da obstinação deles”, disse Curado.

Leia mais sobre a Embraer aqui no blog:

Embraer: Revela o 1º jato executivo Phenom 300.

Imagens dos novos jatos executivos MSJ e MLJ da Embraer.

Atualização:

04.09.2008: Boeing apoiará operação de jato regional da Mitsubishi Heavy

04.06.2008: Honda vende primeiro jato na Europa

Fontes:
Carsale
Agência Estado
Agência AFP de Tokyo

AutoBlog
Aero News
AwWeb

Conheça os serviços prestados pelo governo e informações sobre decretos para empresas que desejam investir no Paraná.

A Secretaria da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul (Seim), lançou novo site voltado, principalmente, à classe empresarial. Além de notícias diárias, o usuário tem acesso a endereços e telefones úteis, serviços prestados pelo governo e informações sobre decretos para empresas que desejam investir no Paraná.

Segundo o secretário Virgílio Moreira Filho, o espaço é mais um instrumento de transparência governamental na relação com o empresário.

“Divulgamos em detalhes o Programa Bom Emprego, programa que oferece dilação de prazo para o recolhimento de parte do ICMS, gerado por implantação, reativação ou expansão de estabelecimento industrial”.

De acordo com o secretário, os objetivos do programa são a geração de emprego e renda e a descentralização industrial, tudo com respeito ao meio ambiente.

Na página inicial, estão destacadas as principais notícias econômicas do dia, como pesquisas conjunturais do IBGE e dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). É possível acessar também o boletim mensal “Seim em ação”, veículo impresso enviado às empresas exportadoras no Paraná, entidades de classe e órgãos governamentais.

Incentivos
Para o coordenador de Produção Industrial e Comercial, Jorge Guerra, o site propicia esclarecimento sobre os incentivos e benefícios fiscais oferecidos pelo Estado, que privilegiam tanto as empresas paranaenses como as de origem nacional ou estrangeira.

“São um conjunto de decretos que informam o empresário sobre alterações no ICMS, incidente na importação de bens ou mercadorias por aeroportos ou portos paranaenses, diferimento do pagamento do imposto devido nas faturas de energia elétrica, entre outras informações”.

O site divulga panorama sobre as políticas públicas desenvolvidas para a inserção de empresas paranaenses no mercado internacional. A Coordenadoria de Assuntos do Mercosul é responsável por missões empresariais, rodadas de negócios, e promoção comercial dos produtos e serviços estaduais nos países do Mercosul. O site conta ainda com dados atualizados da balança comercial do Paraná e serviço de consultoria para empresários sobre novos nichos de mercado e oportunidades internacionais como blocos econômicos e países em ascensão industrial.

Indústria
O site oferece um campo específico de informações sobre avanços de programas intersetoriais, que visam a competitividade das áreas pólos e cadeias produtivas locais. Para o coordenador de Desenvolvimento Industrial e Comercial, Altair Luiz Baka, o governo acertou ao apostar no apoio aos Arranjos Produtivos Locais (APLs).

“No site, o empresário compreende a importância das APLs, empresas que compartilham uma identidade cultural local e possuem vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si.”

Pela página eletrônica é possível obter endereços como a Rede APL Paraná, representações estrangeiras no Paraná, glossários de termos econômicos, siglas do Mercosul, parceiros estaduais e internacionais, além de links para as entidades vinculadas da Secretaria, como a Minerais do Paraná S.A. (Mineropar), Ambiental Paraná Florestas S.A. (Ambiental), Junta Comercial do Paraná (Jucepar), Banco Regional do Extremo Sul (BRDE) e Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem).

Via Agência Estadual de Notícias

Análise das últimas compras da Petrobras na distribuição de combustíveis no Brasil.

“O avanço da Petrobras no setor de distribuição de combustíveis representa um aumento de poder de mercado “significativo” para a estatal.”

A avaliação é da ex-conselheira do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Lucia Helena Salgado.

Além do avanço em combustíveis, a estatal já tem forte presença nas áreas de exploração e produção, refino de petróleo e petroquímica.

“É mais um passo que a estatal dá dentro da cadeia do petróleo no País, agora em direção à distribuição, com muita clareza”, diz a pesquisadora”.

Segundo ela, o poder de mercado tende a permitir, eventualmente, a prática de políticas discriminatórias de preço e de concorrência predatória, lesiva ao consumidor.

“Além disso, essa concentração pode significar o bloqueio à entrada de novos concorrentes.”

Segundo estimativa feita pelo especialista em infra-estrutura Adriano Pires, a Petrobras detinha perto de 34% do mercado de combustíveis no País, fatia que teria saltado ao redor de 40%, com a aquisição da Ipiranga. Com o acordo entre a estatal e a Esso, Pires estima que o peso da Petrobras pode saltar para entre 45% e 46%.

Segundo Lucia Helena, a compra de postos da Esso, em seguida à aquisição da rede da Ipiranga, gera preocupação maior porque há um histórico recente de administração de preços. Ela explica que a estatal já “emitiu sinais” de que conhece a possibilidade de prática predatória ou também chamada de exclusão. As refinarias Ipiranga e Manguinhos tiveram de suspender suas operações porque não conseguiram enfrentar a concorrência da Petrobras no mercado interno.

“A concentração gera mais risco ao consumidor e do ponto de vista empresarial é um péssimo negócio o que a Petrobras está fazendo”, afirma Pires.

Ele avalia que, no lugar de comprar mais postos, a estatal deveria investir mais na produção de petróleo.

“Fica claro que o critério é político e não empresarial. Ela quer ser monopolista em tudo o que é atividade”, disse Pires.

Se confirmado o negócio entre a Petrobras e a Esso, a operação terá de passar pelo Cade, que ainda nem julgou uma vultosa operação anterior comandada pela estatal: a aquisição da Ipiranga.

Pela legislação antitruste, qualquer fusão ou aquisição feita por empresa de faturamento anual superior a R$ 400 milhões no Brasil, ou que detenha mais de 20% de participação num determinado mercado, deve ser submetida ao Cade no prazo máximo de 15 dias úteis, a contar do primeiro documento relacionado à operação.

Via Estadão

Estudo desmente um velho ditado: Dinheiro traz sim felicidade.

Uma pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp), da Universidade de São Paulo (USP), desmente um velho ditado: sim, o dinheiro traz felicidade.

O trabalho Economia e felicidade: um estudo empírico dos determinantes da felicidade no Brasil, de Sabrina Vieira Lima, analisou entrevistas de 2.931 brasileiros de todas as regiões coletadas pelo instituto americano World Values Survey entre 1991 e 1997.

Dinheiro, porém, não é a única fonte de felicidade. Mostraram-se mais satisfeitos também os brasileiros que estão empregados, casados e os homens.

Quanto à religião, os católicos e os espíritas declararam-se menos felizes do que muçulmanos, hinduístas, budistas, ortodoxos, protestantes e judeus.

“Isso não quer dizer que sejam infelizes. Apenas que, comparativamente com as outras religiões, são os que se diziam menos felizes”, disse a economista ao Portal USP Online.

Segundo a pesquisadora, a idéia de que dinheiro traz felicidade “tende a ter um peso maior para as pessoas que estão próximas da linha de pobreza”.

Ela diz ainda que a renda absoluta tem muito mais impacto na felicidade de uma pessoa do que a comparação entre os ganhos dela e de parentes, amigos e conhecidos: assim, ter alguma renda seria mais importante para a pessoa do que a comparação com seus pares.

Via Veja Online

Empresas da área de moda lançam rádios customizadas.

Em abril as 69 lojas da Levi’s no Brasil terão som ambiente próprio. A rede estenderá às filiais a webradio Levi’s lançada em outubro passado.

A Levi’s contratou um radialista em sua sede, que monta a programação de acordo com as coleções da grife. A tradicional calça 501, por exemplo, inspirou um programa de rock e a linha Blue, mais ousada, de música eletrônica.

A rede segue exemplo de lojas como a Farm, que também tem rádio com músicas selecionas por um DJ, em sintonia com o tema da coleção. A Myth é outra que lançou rádio este mês em suas dez lojas.

A popularização das rádios está ligada ao custo, que se tornou baixíssimo com o avanço da tecnologia. Tudo é feito eletronicamente. Nas lojas da Addict, há inclusive um computador para que os clientes possam escolher músicas e alterar a programação.

Via O Globo Online