A economia chinesa vai desacelerar?

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Com a crise do subprime nos EUA, sempre rondou no imaginário até onde esta “gripe” ou mesmo “pneumonia” para alguns respingaria no resto do mundo, principalmente no gigante chinês.

A preocupação é relevante porque o que está sustentando a economia americana é a chinesa e vice-versa.

A interdependência entre as duas economias é relevada nos números que regem os dois lados conforme artigo no site da Câmara Brasil China:

De acordo com estatísticas oficiais, a China é um dos principais exportadores dos EUA. Atualmente, a China já superou o Japão e o Canadá no ano passado, tornando-se o terceiro maior exportador dos EUA. Em contrapartida, os EUA, atualmente são os maiores exportadores para a China.

Em 2007, o volume total do comércio bilateral chegou a US$ 300 bilhões.

“Apesar da desaceleração do crescimento econônico dos EUA, as exportações chinesas para o país não serão influenciadas, já que, carentes de dinheiro, os consumidores norte-americanos preferirão ainda mais os produtos baratos produzidos pela China”, explicou Li Yining, um economista da Universidade de Beijing.

Por outro lado, promovendo as exportações à China, os EUA também poderão diminuir o impacto causado pela crise subprime à sua economia, acrescentou o economista.

No blog do Políbio Braga de hoje a sensação passada é de que o vôo rasante já começou na economia chinesa. Eis algumas notas:

Cezar Muller, diretor de Relações Institucionais e de Mercado da Associação das Indústrias de Curtumes do RS, que acaba de voltar da Feira Coureira de Hong Kong, disse a esta página que a China “já não está produzindo a pleno”.

Mesmo informalmente, William Ling, vice-presidente do Conselho de Administração da Petropar, tem a mesma informação.

O recuo é relevante para os interesses brasileiros:

1) o recuo chinês abre espaço global para outros players;

2) o derretimento do crescimento chinês cria problemas para quem exporta para o governo de Pequim, (base das exportações brasileiras: commodities).

Políbio Braga também revela que dois grandes empresários que visitaram ou vão visitar a China e que trabalham com os chineses foram enfáticos na avaliação de que a economia chinesa recuará gravemente logo após as Olimpíadas.

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