Posts de Fevereiro 26th, 2008|Página de posts diários
Branding: Entre as 500 marcas mais poderosas do mercado financeiro mundial, 5 são brasileiras.
É o que consta a pesquisa “Global 500 Financial Brands Index” referente a ano de 2007, elaborada pela consultoria Brand Finance e pela revista The Banker, divulgada nesta terça-feira.
Segundo a Brand Finance, a nota atribuída à marca é similar a uma classificação de risco da empresa.
1º) Bradesco com o 42º lugar no ranking geral. A marca Bradesco foi avaliada em US$ 4,106 bilhões pelo estudo, com uma nota AA-;
2º) Banco do Brasil com a 45ª posição no ranking geral, cuja marca foi avaliada em US$ 4,008 bilhões, também com nota AA-;
3º) Banco Itaú com o 53º lugar no ranking geral, avaliada em US$ 3,5 bilhões e com nota AA-;
4º) Unibanco com 128º no ranking geral, com valor de US$ 974 milhões e nota BB;
5º) Nossa Caixa com 221ª na classificação geral), avaliada em US$ 404 milhões com nota A-.
As três marcas, Bradesco, BB e Itaú já constavam da pesquisa anterior.
As posições relativas das três primeiras marcas nacionais eram então as mesmas vistas na pesquisa divulgada hoje; na classificação geral, no entanto, as distâncias entre uma colocação e outra eram razoavelmente menores: o Bradesco estava em 50º lugar, o Banco do Brasil estava em 52º, e o Itaú, em 54º.
O ranking das notas é formado pelas categorias:
AAA (extremamente forte);
AA (muito forte);
A (forte);
BBB (média);
BB (abaixo da média);
B (fraca);
CCC (muito fraco);
CC (extremamente fraco);
C (declínio).
As notas de AA até CCC podem ser modificadas acrescentando os sinais “+” ou “-” como forma de ampliar a diferenciação de classificações de cada marca em relação às demais do ranking.
Segundo o executivo-chefe da Brand Finance, David Haigh, o Brasil conseguiu apresentar um bom desempenho apesar da crise.
“Apesar da crise dos [créditos] ’subprime’ [de maior risco] que atingiu os EUA em 2007 afetando receitas e valores de mercado no mundo todo, as marcas do setor financeiro no Brasil continuam a se beneficiar do rápido crescimento econômico no país.”
Conjuntura
O presidente da Brand Finance Brasil, Gilson Nunes destacou que as marcas americanas e européias foram atingidas pela turbulência dos mercados globais no últimos meses. Isso, aliado a um trabalho melhor no desenvolvimento das marcas no Brasil, favoreceu o crescimento das empresas nacionais que aparecerem no ranking. Ele acrescentou ainda que algumas outras marcas, como a Caixa Econômica Federal e os bancos Safra e Votorantim não entraram na classificação por não terem ações em Bolsa.
“A fonte principal de informações para a elaboração do ranking são as Bolsas de Valores”, disse Nunes.
Ranking global
Na disputa global, a marca do HSBC ficou na primeira posição no ranking, com valor de US$ 35,456 bilhões, com nota AAA (uma das duas únicas a conseguir a nota; a outra foi atribuída à empresa de cartões de crédito American Express).
O HSBC desbancou, assim, a marca Citibank, que estava em primeiro lugar na pesquisa de 2005. No ranking divulgado hoje, o valor da marca Citi ficou em US$ 27,817 bilhões, com nota AA. A marca American Express foi avaliada em US$ 16,183 bilhões, e se tornou a mais bem avaliada do mercado global de cartões de crédito.
No ranking das 100 marcas mais valiosas do Brasil em 2007:
O Bradesco aparece em terceiro com valor de R$ 6,493 bilhões;
Banco do Brasil em quarto com valor de R$ 5,888 bilhões;
Banco Itaú em quinto com valor de R$ 5,340 bilhões;
E o Unibanco em décimo com valor de R$ 1,712 bilhões;
A Nossa Caixa não apareceu neste ranking da Brand Finance publicada na revista Época Negócios no ano passado.
Via Folha Online
Para Chris Anderson, editor da revista Wired e autor do livro A Cauda Longa, a Internet cria a economia do gratuito.

Em A Cauda Longa, ele mostrou como a Internet permitiu que o mercado passasse da massificação para a personalização. Ele escreve agora um novo livro, que se chamará Free (Grátis), e deve ser lançado no começo do ano que vem. Ele escreveu sobre o assunto na Wired de março e o texto está disponível no site da revista desde ontem. A seguir, trechos da entrevista.
Existe alguma coisa que, na sua opinião, nunca será oferecida de graça?
A maioria das coisas. Basicamente, existem duas maneiras principais de se oferecer coisas de graça. É possível fazer um gratuito falso, com subsídios cruzados. Qualquer coisa pode ser falsamente gratuita, mas não gratuita de verdade. E existem os produtos digitais, que podem realmente ser grátis. Então, tudo o que não pode ser transformado num produto digital, pode ser só falsamente grátis.
Temos visto muitos produtos sendo vendidos como serviços, como celulares dados pelas operadoras na assinatura de contratos. As pessoas serão capazes de pagar todas as mensalidades criadas por essa tendência?
Eu não sei. Existe diferença entre um pagamento único e pagamentos graduais. É como comprar um carro ou alugá-lo. Acho que haverá uma migração crescente do dinheiro do começo da decisão de comprar alguma coisa para um pagamento em andamento. É preciso fazer as contas na cabeça para saber se compensa. Não sei sobre você, mas minhas assinaturas mensais estão realmente subindo, chegando a US$ 300, US$ 400 por mês. Sozinhas, não são muito grandes, mas juntas se transformam em bastante dinheiro. Acho que existem limites, e haverá uma retração do modelo de assinaturas, se houver exagero.
Ao mesmo tempo, existem vários serviços sendo vendidos como conteúdo, com receitas de publicidade. Existe mercado publicitário suficiente para todos que estão tentando isso?
Não. É importante notar que a publicidade não vai pagar por tudo. Haverá mais dólares de publicidade na internet do que existe hoje e, possivelmente, mais dólares de publicidade em todos os meios, porque a publicidade na web abre espaço para novos anunciantes e novas formas de anúncio. Dessa forma, acho que o bolo total vai crescer. Mas ele não vai crescer instantaneamente e não acredito que a publicidade irá patrocinar toda a economia do grátis. Um dos grandes enganos sobre a economia do gratuito é que ela será toda sustentada por publicidade.
Quem está mais apto a sobreviver nesse ambiente?
A resposta imediata é o Google.
E quais são os melhores modelos de negócio para este ambiente?
Não haverá apenas um vencedor. Estamos somente no começo da economia do grátis. No nosso web site, temos uma lista de modelos de negócio. Hoje, são cerca de 20 e há provavelmente 2 mil. Não tenho uma resposta sobre quem vai viver. Provavelmente não será uma entidade única.
Hoje nós pagamos para ter uma versão impressa da Wired.
Não este mês. (Há uma promoção no site para distribuição de exemplares gratuitos para leitores americanos.)
O senhor acredita que existe uma tendência de as revistas se tornarem gratuitas?
As revistas já são virtualmente grátis. Na versão impressa da revista, nós cobramos um montante muito pequeno, que não tem ligação com o que realmente nos custa produzi-la. Nós cobramos porque é uma maneira de garantir que os assinantes estão interessados no produto, o que nos permite cobrar mais dos anunciantes.
Esse é o modelo tradicional para revistas e jornais. O senhor não vê nenhuma grande mudança nessa área?
Não. No lugar de o gratuito desafiar o modelo de mídia, o gratuito abraça o modelo da mídia. Vários outros setores vão adotar o modelo da mídia.
E a mídia vai perder espaço nesse cenário?
A partir do momento em que existe cada vez mais competição pelos dólares de publicidade, e a mídia não é a única que vai consegui-los, acho que a mídia vai perder participação de mercado. Mas o mercado publicitário vai crescer e, dessa forma, não será uma perda absoluta.
Por que o senhor resolver escrever Free depois de A Cauda Longa?
A idéia veio de um dos capítulos de A Cauda Longa, sobre a economia da abundância. Estava pensando que a cauda longa (oferta na internet de produtos que interessam a poucos consumidores) foi permitida pelo espaço infinito e gratuito de prateleira. Quando as coisas são gratuitas, você pode desperdiçá-las, e existe muito mais variedade de produtos disponível hoje. Pensei mais sobre espaço gratuito de prateleira e desperdício de espaço de prateleira e percebi que tudo o que está em volta da economia da internet é gratuito. E isso é surpreendente. Nunca havia acontecido de toda uma economia ser construída em torno do gratuito. Resolvi mostrar como as pessoas fazem dinheiro e quais são as implicações disso. Isso levou para ao livro e ao artigo.
Quanto vai custar o livro novo?
Será de graça em todos os formatos digitais. O livro eletrônico, o áudiolivro e o livro na web serão gratuitos. Talvez um dos formatos físicos venha a ser grátis também. Haverá uma versão para ser comprada, se quiser. Mas, se quiser de graça, terá de graça.
Quem é: Chris Anderson
Formado em Física pela George Washington University, trabalhou nas revistas The Economist, Nature e Science. Nasceu em 1961, em Londres.
Via Estadão
Apagão é a conclusão do estudo “O PAC e o setor elétrico: Desafios para o abastecimento do mercado brasileiro (2007-2010)”
Esta não é a primeira vez que comento a questão do apagão. Infelizmente os nossos governantes não deram a devida atenção ao fato e, mais grave, não acordaram para uma realidade que exige muito mais que falatório e retóricas “marketeiras”. O estudo é do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), órgão ligado ao Ministério de Planejamento do Longo Prazo, assinado pelos economistas Bolivar Pêgo e Carlos Álvares da Silva Campos Neto. Vejam as suas conclusões: Eles observaram dois cenários, e em ambos, ficou constatado que a meta de geração do PAC não é suficiente para atender um crescimento da demanda de 6,5% ao ano
“Apesar da relevância dos investimentos do PAC, estes não são suficientes para eliminar um possível risco de insuficiência da oferta de energia elétrica no Brasil, ainda que se considere não haver atrasos no cronograma de suas obras”, afirma o texto.
Eles ressaltam que a garantia de abastecimento do mercado, até 2013, “está correndo sério risco”. Isso acontece devido ao que os autores do texto apontam como crescente déficit de geração. Um dos cenários avaliados utiliza dados do Ministério de Minas e Energia. Os números mostram que o País chegará a 2010 com déficit de 9,3 mil MW (megawatts), que poderá chegar a 13,5 mil MW no ano seguinte.
“Tal cenário indica dificuldades crescentes de garantia de abastecimento do mercado de energia elétrica para os próximos anos”, aponta o estudo.
No segundo cenário, mesmo com a adição prevista de 12.386 MW de obras do PAC, os economistas indicam que não serão suficientes para atendimento do crescimento da demanda de 6,5% no período. Essa demanda é calculada com base em incremento do PIB de 5% ao ano. O estudo acrescenta que “algumas medidas devem ser tomadas para amenizar o risco de desabastecimento.” Entre elas, viabilizar dois ou três navios conversores de GNL (Gás Natural Liquefeito), aumento da capacidade das caldeiras das usinas térmicas movidas a bagaço de cana, além do cumprimento do cronograma de entrada em operação das térmicas movidas a óleo combustível, cuja energia já foi leiloada.
“Além disso, é preciso contar com um regime favorável; caso contrário, hidrológicoa insuficiência da oferta já deverá ser observada em 2009“, completa o estudo.
O documento do IPEA diz ainda que a garantia de abastecimento do mercado até 2013 está correndo “sério risco“, tendo em vista o aumento crescente do déficit de geração, particularmente para os anos de 2010 e 2011, os quais, ainda segundo eles, são reconhecidos pelo próprio governo como “anos críticos”. “Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentam um risco de déficit de 4,5% em 2010, e de 10% (o dobro do que o mercado de energia aceita como limite) em 2011″, concluem os pesquisadores. O PAC do setor elétrico prevê investimentos de R$ 78,4 bilhões, entre 2007 e 2010, nos segmentos de geração e transmissão de energia. O texto destaca que grandes empreendimentos previstos no PAC, como as usinas do Complexo do Rio Madeira, só entrarão em operação a partir de 2014. Via
É custoso acreditar que os sinais deste problema gravíssimo poderiam ter sido ajustados com planejamento e um pouco de racionalidade. O País que está prestes a obter o Grau de Investimento, Investment Grade, corre sério risco em ver o PAC virar um PAC-man de nosso desenvolvimento.
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