Posts de Fevereiro 22nd, 2008|Página de posts diários

Conheça a nova logomarca da companhia aérea Tam.

logo_top.gifA Tam, Táxi Aéreo Marília, apresentou sua nova identidade institucional buscando nas origens a vocação de empresa inovadora e excelente prestadora de serviços, personificado na imagem de seu fundador, Rolim Amaro.

A campanha de marketing nacional e internacional foi batizada de “Compromisso” e foi desenvolvida pela Young & Rubicam, do grupo Newcomm, detentora da conta há três anos, e ressaltará o compromisso dos mais de 22 mil funcionários da empresa com a “paixão pela aviação” e pelo “espírito de servir”.

Os estudos da nova logomarca começaram a um ano e meio atrás, com a Thymus Branding, de Ricardo Guimarães. O logo foi feito pela Y&R e Design com Z.

Os valores desta campanha não foram divulgados, mas seu presidente, David Barioni Neto, garantiu que é a maior já realizada pela empresa, com término entre maio ou junho deste ano.

Saem os ângulos retos nos cantos das letras da palavra TAM, que agora ficaram arrendondados com contornos azulados e com um desenho estilizado de uma gaivota azul.

1528.jpgSegundo sua diretora de marketing e uma das herdeiras da família controladora da empresa, Manoela Amaro, a idéia foi atualizar a marca para deixá-la mais próxima da atividade da empresa, voar, além de humanizar sua imagem com o detalhe na cor azul.

Manoela ainda conta que houve uma alinhamento na arquitetura da marca, trazendo uma nova definição para sua nomenclatura utilizada nos mercados internacionais, anteriormente adaptada país a país em idioma local, com a tradução de “Companhia Aérea Brasileira”.

“Com a expansão internacional que atingimos queremos nos beneficiar desta globalização. Passamos a ser reconhecidos em todos os lugares como Tam Airlines“, finaliza.

Pelos cálculos de Barioni, a empresa levará 24 meses para levar sua nova identidade visual a todas as bases e para pintar toda sua frota com 108 aeronaves. Os aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro devem ser os primeiros a serem atualizados.

Via O Globo e Meio&Mensagem.

Logo antigo
tam_1.jpg Clique aqui e leia mais…

Entrevista com empresário Eike Batista: “não tenho medo de investir”

A entrevista é uma excelente oportunidade para analisar um pouco o que pensa o empresário , investidor e grande estrategista do mundo dos negócios e brasileiro mais rico do País.

Gazeta Mercantil – Com o sucesso da negociação com a Anglo American, qual é agora o carro-chefe do grupo?

O petróleo. Tem escala gigantesca, umas 50 vezes maior que a mineração. É um business diferente.

Gazeta Mercantil – O senhor gosta de risco. Um exemplo foi entrar como entrou, com altos lances, no leilão de petróleo

Não nos importamos em gastar US$ 50 milhões para pesquisar alguma coisa; é óbvio que temos uma leitura do eventual potencial, mas só tem resultado final depois de arriscar.

antonio_petruccelli_011.jpg
Antonio Petruccelli (1907 – 1994)

Gazeta Mercantil – Quais os planos do grupo na mineração?

Temos a AVG e a Minerminas, área de exploração de bauxita e urânio que obviamente estamos interessados. Na AVG e Minerminas vamos elevar de 6 milhões para 20 milhões de toneladas a produção até 2010. Recebemos, por semana, cerca de 20 propostas de áreas para avaliação e estamos avaliando agora aproximadamente 20.

Gazeta Mercantil – E a produção de Corumbá?

É uma perna importante para o nosso Porto Brasil, porque precisamos de carga própria para conseguir licenças. Temos quatro interessados em comprar um pedaço. Estamos fornecendo minério para a usina de gusa, que são 600 mil de toneladas. Neste ano vamos produzir 2 milhões de toneladas das quais 1,4 milhão para exportação.

Gazeta Mercantil – Os interessados no negócio fazem parte dos clientes atuais?

Também.

Gazeta Mercantil – No negócio com a Anglo, a operação de logística ficou com a LLX?

Nós não vendemos 51% do Porto de Açu, pertencente à mineração. Eles ficaram com 49%. Então, a Anglo quer que sejamos responsáveis por colocar o sistema Minas-Rio em produção da mesma maneira que colocamos o sistema Amapá; eles querem a nossa equipe completa. Por isso me mantiveram como CEO. Será a primeira receita da LLX. Por isso existe essa simbiose, estamos totalmente interligados. E uma das razões da venda, nessa simbiose, era a capitalização para continuar desenvolvendo a logística, porque o Porto do Açu vai se tornar um megaporto industrial.

Gazeta Mercantil – Qual investimento no Porto de Açu, Norte Fluminense?

São US$ 700 milhões e no Porto Brasil serão US$ 2,5 bilhões.

Gazeta Mercantil – O projeto do Porto Brasil, na região de Peruíbe (SP), se mantém, mesmo diante das dificuldades ambientais e com a comunidades indígenas da região?

Dificuldades sempre se tem. Trabalha-se, faz-se estudo, se estiverem errados faz-se de novo. Não fazemos nada errado, não precisa.

porto-peruibe1.jpg
Clique na imagem para ver melhor o projeto do Porto em Peruíbe

Gazeta Mercantil – Com relação à legislação brasileira, o governo está preparando um marco regulatório para o setor de mineração. O senhor tem participado do assunto?

É o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) que participa, mas acho que tudo tem que ter suas regras.

Gazeta Mercantil – A cobrança de royalties na mineração no Brasil é considerada mais barata que em outros países. Isso atrai investimentos?

O problema é que é o royaltie e mais o imposto de renda. A carga final é o que interessa. A busca do Brasil é pelo fato de ter o melhor minério de ferro do mundo.

Gazeta Mercantil – Onde estão acontecendo essas pesquisas?

No Amapá, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Bahia e também no Mato Grosso.

Gazeta Mercantil – As quatro empresas com as quais vocês estão conversando para comprar parte de Corumbá são do exterior?

Três são de fora, uma está no Brasil.

Gazeta Mercantil – A expectativa é fechar o negócio até quando?

Nos próximos seis meses deve sair.

Gazeta Mercantil – Os preços do minério de ferro estão em alta, qual a tendência?

Os preços não vão recuar porque os minérios acabam. Os de alta qualidade não existem mais. O chinês lavra o minério de 10% de teor. Eles raspam o tacho. Não existe mais hoje o granulado. A maior jazida de granulado que sobrou é da Rio Tinto, em Corumbá. Então, cuidado, se US$ 10 era o custo, pode começar a olhar para US$ 20.

Gazeta Mercantil – A origem de tudo foi o ouro, quais os planos para o ouro?

Volto a qualquer hora. Estamos olhando a área de ouro.

Gazeta Mercantil – Vocês estão investindo na exploração de bauxita, podem avançar nesse negócio?

A bauxita está nos planos, mas para exportação. Os preços de energia desestimulam investimentos em alumínio.

Gazeta Mercantil – Já há projetos direcionados para o porto de Peruíbe?

Mineração de Corumbá, etanol, tem produtores de álcool que querem sua produção independente e estão interessados em fazer um álcooduto e vai virar um megaporto de contêineres porque Santos vai entrar em saturação. O Brasil pode dobrar sua produção de commodities. Nós somos complementares para essa carga toda que o Brasil pode vir a exportar.

Gazeta Mercantil – Os interessados serão sócios no porto?

Não, vão arrendar. O modelo de negócio da LLX é tarifa de manuseio do porto e arrendamento industrial da área.

Gazeta Mercantil – Quem serão os sócios para tocar os 21 blocos arrematados no leilão da ANP?

Por enquanto, Maersk e a Perenco.

Gazeta Mercantil – Quais os planos para a OGX?

Queremos abrir capital aqui a um valor de provavelmente US$ 12 bilhões antes da captação e queremos captar uns US$ 2 bilhões.

Gazeta Mercantil – Há fôlego para participar do próximo leilão?

Isso temos sempre. Não paramos.

Gazeta Mercantil – O grupo também está construindo hospital para empresas particulares, negocia o Hotel Glória

Estamos negociando o Hotel Glória. A idéia é transferir a sede da empresa para lá, além do funcionamento do hotel. Vamos fazer uma reforma para voltar a estrutura que era em 1920. Essa engenharia deve custar R$ 60 milhões.

Gazeta Mercantil – Quais os projetos sociais da companhia?

Temos alguns, um deles o projeto de despoluição da Lagoa. Construção de hospitais. Esses projetos vão aumentar. Mas vamos fazer as coisas organizadamente.

Gazeta Mercantil – A ousadia foi característica fundamental para erguer o patrimônio de US$ 16 bilhões?

Não tenho medo de investir e, como venho da área de ouro, onde a taxa de acerto é de 17 mil para 1, se me apresentam um negócio com 30%, 50% de taxa de acerto então é ótimo.

Gazeta Mercantil – Como pretende multiplicar esse patrimônio?

Com investimentos em petróleo, logística, energia. Mineração tem menor participação nesse crescimento porque as reservas são limitadas.

Gazeta Mercantil – Quem serão os parceiros no petróleo? São as maiores do mundo?

Tem uns chineses gigantes, indianos gigantes. Emergentes.

Gazeta Mercantil – E a Shell?

Bons sócios (risos).

Gazeta Mercantil – E a ExxonMobil?

Gente boa (risos).

Gazeta Mercantil – E os investimentos no exterior. Na Bolívia, por exemplo?

A Bolívia nos interessa porque tem muita energia. O Evo fez o que tinha de fazer. Quis quebrar um centenário de exploração desenfreada do país dele. Aquilo era uma espoliação e alguém tinha que entornar o caldo. E o bom é que é um cara honesto, que quer o bem mesmo. Pensamos em investir lá em energia e siderurgia. Gerar energia térmica para o Brasil. Nos interessa entrar na exploração de gás.

Gazeta Mercantil – A OGX vai entrar como, por meio de licitação ou de negociação com outras empresas?

Vamos conversar com a Repsol, que está sentada em cima do poço, em campos como, acho que são, San Alberto e Margaritta. Estamos encaminhando conversas.

Gazeta Mercantil – Quais as perspectivas econômicas para o Brasil?

Espetacular. Se eu estou vendo a possibilidade de dobrar o volume de produção agrícola em sete anos, teremos um crescimento expressivo. Temos uma economia ainda muito pouco alavancada. O Itaú, por exemplo, só tem 12% da carteira alavancada em imóveis. Imagina o que tem para crescer.

Gazeta Mercantil – E a projeção para o crescimento do PIB?

O problema de crescer demais são os gargalos. Na construção civil, há um problema de falta de energia. E falta também cimento.

(Sabrina Lorenzi e Rita Karam – Gazeta Mercantil)

Atualização em 03.09.2008:

Agência Estado/Portal Exame: Empresa de Eike Batista suspende investimento em SP

Porto Gente: LLX deixa Peruíbe e futuro do Porto Brasil é incerto

Portal Exame: LLX, empresa de logística de Eike, suspende projeto de construção de porto gigante em Peruíbe devido às restrições mundiais de crédito

Atualização em 24.10.2008: Após a palestra na Casa do Saber – RJ, Eike Batista deu uma palhinha para a Endeavor sobre empreendedorismo com toda sua genialidade.

Atualizado em 11.11.2008: Eike Batista descarta de vez o Porto Brasil

Depoimento EIKE BATISTA sobre Empreendedorismo