Posts de Fevereiro 17th, 2008|Página de posts diários
Novo golpe: revendas de carros usados transformam veículos a gasolina em “flex caseiro”.
Em artigo deste domingo na Folha de São Paulo, lojas convertem carro a gasolina, e cliente acredita na originalidade do bicombustível.
Há 15 dias, a frota veicular da cidade de São Paulo atingiu 6 milhões de unidades, 20% são bicombustíveis. O mercado vê tanta necessidade de oferecer carros que rodam com álcool ou gasolina que muitos a gasolina, antes de serem revendidos, são convertidos a álcool, mas vendidos como flexíveis.
A Folha visitou 20 lojas no centro e nas zonas norte e sul de São Paulo, e muitas admitem vender carros convertidos sem o cliente desconfiar.
Segundo os lojistas, o valor baixo do álcool faz com que o cliente prefira os bicombustíveis, sem perguntar se o sistema é de fábrica.
Um lojista que não quis se identificar disse:
“A gente ainda compra um adesivo de “flex” aí na Duque [de Caxias, avenida do centro conhecida por suas autopeças]. Não custa mais de R$ 5″.
Um vendedor indicou oficinas que fazem a conversão:
“Temos um “cara” na Penha [zona leste], outro na Casa Verde [norte] e outro na Mooca [leste]. É só escolher.”
Muitos lojistas afirmam que, se a conversão de gasolina para álcool for bem feita, o cliente não perceberá que não é de fábrica. Mas não é o que diz Waldemar Christofoletti, membro do comitê de veículos de passeio da SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade).
Isso porque o carro convertido consome mais do que um flexível com álcool, ultrapassando a vantagem de 30% do combustível sobre a gasolina.
“Trocar o chip não é suficiente. Para ter economia de combustível, é preciso elevar a taxa de compressão do motor, além de trocar a válvula termostática e as velas de ignição.”
A Assovesp (Associação dos revendedores de veículos de São Paulo) disse que não poderia se pronunciar porque seu presidente, único autorizado a falar, estava viajando.
Fraude
Para o Idec, vender carros a gasolina como bicombustíveis é uma fraude sobre sua originalidade. O Procon-SP alerta que a informação deve ser clara e precisa.
Ambos aconselham o cliente lesado a encaminhar o caso à Justiça comum e, se quiser, pedir a troca do carro, o dinheiro de volta ou um abatimento proporcional ao dano.
O Detran-SP informa que a conversão de gasolina para álcool é legal, mas deve constar no documento do carro.
Para isso, o motorista deve pagar para o Detran autorizar a mudança, apresentar a nota fiscal original dos serviços e das peças utilizadas e levar o carro para uma vistoria num posto credenciado pelo Inmetro, que emitirá o Certificado de Segurança Veicular.
Depois de cumpridas todas as etapas, o Detran modificará o CRV (Certificado de Registro do Veículo) e o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo).
Se você for trocar ou comprar um carro, confira quando os 25 usados mais vendidos viraram “flex”:
Gol: 2003 (1.6) – 2005 (1.0 e 1.8);
Uno: 2005 (1.0);
Palio: 2004 (1.3 e 1.8) – 2005 (1.0);
Corsa: 2003 (1.8) – 2005 (1.0);
Celta: 2006 (1.0);
Fiesta: 2004 (1.6) – 2006 (1.0);
Parati: 2003 (1.6) – 2005 (1.8);
Corsa Sedan: 2003 (1.8) – 2005 (1.0) – 2006 (Classic);
Vectra: 2005 (2.0);
Saveiro: 2003 (1.6) – 2005 (1.8);
Astra: 2005 (2.0);
Siena: 2004 (1.3 e 1.8) – 2005 (1.0);
Palio Weekend: 2004 (1.3 e 1.8) – 2005 (1.0);
Golf: 2006 (1.6);
Ford Ka: 2008 (1.0 e 1.6);
Fiat Strada: 2004 (1.3 e 1.8);
S10: 2007 (2.4);
Peugeot 206: 2005 (1.6) – 2006 (1.4);
Fox: só bicombustível;
Renault Clio: 2005 (1.0 16V e 1.6);
Honda Civic: 2006;
Toyota Corolla: 2007;
EcoSport: 2005 (1.6);
Fiorino: 2005 (1.3);
Renault Scénic: 2006 (1.6).
A Era dos temores em Medo Líquido. Novo livro do maior sociólogo da atualidade, Zygmunt Bauman.
O ser humano vive hoje em meio a uma ansiedade constante. Temos medo de perder o emprego, medo da violência urbana, do terrorismo, medo de ficar sem o amor do parceiro, da exclusão.
O resultado? Temos que nos atualizar sempre e acumular conhecimentos, circulamos dentro de shopping centers, dirigimos carros blindados, vivemos em condomínios fechados. O medo é uma das marcas do nosso tempo. Em seu novo livro, Zygmunt Bauman faz mais um estudo singular sobre a vida contemporânea e revela um inventário dos medos atuais.
O autor mapeia as origens comuns das ansiedades na modernidade líquida e examina mecanismos que possam deter a influência do medo sobre as nossas vidas.
Segundo Bauman, as certezas da modernidade sólida se foram, e, com isso, a utopia do controle sobre os mundos social, econômico e natural desmoronou. Em mais um estudo singular sobre a vida contemporânea, Bauman divide com o leitor suas análises sobre o tema. Via Verdes Trigos .
Residente em Londres e professor emérito de sociologia das Universidades de Leeds e de Varsóvia, Bauman tem, no Brasil, 13 livros publicados – entre eles, Amor Líquido e Globalização: As Conseqüências Humanas. Um dos teóricos mais importante da atualidade.
Grande amarrador de idéias que vagam no ar, ele desenvolveu o conceito de uma sociedade “líquida”, partindo do princípio de que as certezas e a previsibilidade do futuro estão diluídas e, porque políticos e empresas tendem a lucrar com isso, não há perspectiva de que esse clima de insegurança seja sanado.
“Pelo contrário, os governos e os mercados têm interesse em manter esses medos intactos e, se possível, aumentá-los.”
Confira trechos da entrevista concedida por Bauman, via e-mail, ao Aliás, pelo Estadão.
Reflexão: O mapa da degradação dos oceanos.
Um mapa feito por cientistas americanos e divulgado na sexta-feira, 15.02, na revista científica Science mostra que 41% dos oceanos do mundo foram afetados, em menor ou maior grau, pela ação humana.
O estudo indica ainda que as áreas menos afetadas são aquelas próximas aos pólos.
“Este projeto nos permite começar a ver o cenário do impacto dos humanos nos oceanos”, diz Ben Halpern, que liderou o estudo.
“Os resultados mostram que, somados, os impactos individuais revelam uma situação muito pior do que imagino que as pessoas esperavam. Certamente foi uma surpresa para mim”, afirma.
De acordo com o estudo, o mapa poderá servir como referência para o desenvolvimento de políticas de conservação e manutenção, além de oferecer informações sobre o impacto de certas atividades.
“O homem sempre usará os oceanos para recreação, extração de recursos e outras atividades comerciais, como o transporte marítimo. O que precisamos é fazer isso de forma sustentável para que os oceanos continuem saudáveis e continuem a nos oferecer os recursos que precisamos”, conclui Halpern.
Números do dia: 5.000 jogos. Corinthians celebra a histórica marca.

Neste domingo, pelas contas do clube, desde a sua fundação em 1º de setembro de 1910, o Corinthians celebra a marca histórica de 5.000 jogos.
Em 4.999 partidas, venceu 2.610, empatou 1.221 e perdeu 1.153. Existem ainda 15 jogos da época amadora em que os resultados são desconhecidos, apesar da confirmação de que as partidas ocorreram.
Já confirmaram presença no estádio nomes como Biro-Biro, Neto, Sócrates, Zé Maria, Tião, Marcelinho Carioca, Geraldão, Basílio, Mauro, Vaguinho, Wilson Mano, Ronaldo, Zenon e Wladimir, este último o recordista de jogos com a camisa alvinegra – 805 jogos! Os homenageados estarão no gramado do Morumbi para receber uma medalha, dar volta olímpica e receber o atual elenco. Gilmar dos Santos Neves, com problemas de saúde, também será homenageado.
O time do Corinthians que entrou para a história naquele dia 13 de outubro de 1977.
Neste dia teve o maior público da história do Morumbi, 146.082 torcedores, fato este jamais repetido. Nunca aconteceu em todo mundo uma torcida sozinha levar mais de 140.000 torcedores em um estádio. Outros jogos podem ter sido maiores no Maracanã, na Escócia, Inglaterra ou na China, mas com torcidas divididas ou com seleções de países. De um time somente, só a do Corinthians.
Vejam por andam os 12 heróis do time corinthiano. A conquista deste dia tem até site.
Para completar a festa seria legal saber se o estádio sai mesmo…
Atualizando em 18.12.2008: Corinthians nasceu em uma esquina no Bom Retiro
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