Posts de Fevereiro 14th, 2008|Página de posts diários
Casas Bahia. Os maiores compradores de caminhões do Brasil. Entenda os motivos.
Esta semana foi divulgado que o maior varejista brasileiro concluiu a compra de 1.050 caminhões da Mercedes Benz. As entregas começam no mês que vem.
A escolha da Mercedes Benz foi definida por causa das características técnicas de seus caminhões, como economia de combustível, qualidade dos caminhões e o pós-venda oferecido pela MB e sua rede de concessionários. A parceria foi conquistada ao longo de 25 anos.
O modelo Accelo 915 C foi desenvolvido em conjunto com a rede.
“Ele foi desenvolvido em parceria com a Casas Bahia e também será apresentado a outros clientes”, comentou Gilson Mansur, diretor de vendas de veículos comerciais para o mercado interno da MB.
Para a Mercedes Benz, além de ser seu maior cliente individual, a varejista possui a maior frota de veículos de transporte MB da América Latina.
“Dedicação total a você”. Com este slogan a varejista entende que o atendimento ao cliente envolve todas as fases de seu negócio, que vai da pré-venda ao pós-venda, incluindo, claro, a entrega, momento mágico que o cliente ansioso recebe em sua casa o móvel ou a geladeira, segundo seu principal executivo Michael Klein.
Para Klein,
“Nosso negócio não é só dar crédito. Cada venda é uma conquista, um cliente a mais. É claro que tem o aspecto do lucro, mas isso é decorrência do negócio.
E acrescenta:
“Cada caminhão tem três pessoas nossas – motorista e dois ajudantes – e, como tal, envolvidas no processo de envolvimento total do cliente. Com pessoal terceirizado não teríamos esse envolvimento.”
A logística acaba cumprindo uma etapa importante na fidelização do cliente.
“Além de manter caminhões sempre renovados, fazemos questão de que a tripulação tenha uma boa apresentação. O atendimento deve ser impecável do caixa que recebe o pagamento na loja ao motorista e ajudantes que levam o produto à casa do cliente. Isso implica o pessoal se apresentar bem, com uniforme das Casas Bahia, com um calçado que não seja um chinelo de dedo.”
Samuel Klein, patriarca e fundador da rede, foi criticado por manter uma frota própria para entregas, mas felizmente, a empresa pode se dar ao luxo de ignorar modismos e tendências de negócios.
“Sabe por que eu não adoto a terceirização? Por que não admito que o entregador chegue na casa de um cliente mal arrumado ou que esteja estabanado a ponto de causar danos à residência do consumidor”, explica. Se isto ocorrer com um funcionário meu, o cliente tem como reclamar.”
Beto Carrero: O produtor de sonhos por Gino Rondon.
Na ocasião de sua morte, dediquei um post em sua homenagem, por admirar sua obra, seu trabalho e a forma como chegou ao sucesso.
Por trabalhar com clipping como freelancer, recebo diariamente uma avalanche de informações. As mais variadas possíveis.
Em meio ao caos organizado, recebi um artigo, logo após a sua morte, do jornal A Tribuna de Mato Grosso escrito por Gino Rondon. A intenção de Gino era publicar uma biografia do empresário.
Alguns trechos do artigo:
A pessoa, Beto Carrero, me deixou lindas lembranças pela sua maneira humilde, simpática, determinado e sempre pronto a ajudar as pessoas, uma de suas marcas registradas.
O Parque começou com a visão futurista do Beto.
Chegando na capital paulista foi vender espaços publicitários para rádios. Com o tempo, montou sua agência de propaganda e criou sua famosa logomarca Beto Carrero. O Carrero em homenagem ao seu pai que tinha uma carreta puxada por bois e era carrero. Alguns devem lembrar da logo, escrita com um chicote, com efeitos sonoros e no final a voz de Cid Moreira dizendo: Beto Carrero.
Agradou tanto que o Beto foi procurado por várias empresas querendo comprar os direitos para usar a marca. Uma das empresas foi a Hering que lançou camisetas, calças jeans com a grife Beto Carrero. Como pagamento, a Hering deu uma “fazenda” no interior de Santa Catarina.
Quando o Beto foi visitar a região, com alguns familiares, encontrou só areia. A área estava localizada próxima a praia do lugarejo chamado Penha e só tinha areia. Falaram para o Beto: “poxa, te deram uma fazenda que não produz nada, só tem areia”. Olhando para o horizonte, o Beto disse:
“vocês estão enganados, aqui, neste lugar, vou construir o maior parque temático da América Latina e vou produzir entretenimento para todo mundo, vou construir o Beto Carrero World.
Gino, espero que as negociações prossigam para que você consiga lançar a biografia deste empreendedor.
O sucesso na visão do publicitário Nizan Guanaes.
O texto a seguir foi escrito pelo publicitário Nizan Guanaes como paraninfo de uma turma da Faap. Em outro blog diz que é para uma turma de administradores da Bahia. Em um outro trata-se de um discurso de 2003.
Quem será que está certo? Na tentativa de saber ao certo, mandei um e-mail ao próprio Nizan. Esperar a resposta.
Eis a resposta:
Andrey,
Obrigado por seus comentários e elogios.
Este discurso foi na FACS, Faculdade de Salvador.
Um forte abraço, Nizan
De qualquer forma vale apena ler o texto. Escrito com maestria, brilhantismo, próprio de um excelente redator e por quem, revista Isto É do ano passado, umas das 100 pessoas mais influentes do Brasil. Justo.
‘Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja aqui vão alguns, que julgo valiosos.Meu primeiro conselho : Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.
E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar.E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
- ‘Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.
‘E ela respondeu:-’Eu também não faço, meu filho.
‘Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: ‘Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito’. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodicéia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo.Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar, sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: ‘eu não disse!’, ‘eu sabia!’. Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso.
Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio (que é a morada do demônio) e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito o que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe!
Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
E isso se chama SUCESSO.
Nizan Guanaes
Nizan Guanaes entrevistado por João Doria Jr – Show Business
Comentários (3)
Comentários (1)
Comentários (21)