Utopia Lulista: Internet banda larga para toda rede pública de ensino até 2010.
É sempre assim, no olho do furacão de mais uma peripécia deste governo, no caso os cartões corporativos, surge mais um rompante de Lula.
Em pronunciamento oficial em cadeia nacional de rádio e TV Lula afirmou:
“Queremos ser exemplo, também, na informática nas escolas. Para isso, nos próximos dias estaremos lançando, em parceria com a iniciativa privada”, disse o presidente sobre a ampliação da rede nas escolas.
Para citar um pequeno exemplo das dificuldades em implantar a idéia, no Rio de Janeiro nos anos de 2003 e 2004:
A intenção do estudo era utilizar a web como uma ferramenta metodológica de pesquisa em lugares que não possuíam muita infra-estrutura tecnológica. As escolas receberam computadores, para que os alunos pudessem responder usando a internet as perguntas do estudo sobre suas vidas e sua saúde. Na medida em que os alunos terminavam de responder, tinham a possibilidade de aprender sobre temas de saúde através da internet.
O resultado:
No Rio, o projeto enfrentou várias dificuldades, como problemas de infra-estrutura e burocracia das escolas públicas estaduais e federais. Greves e más condições dos prédios onde funcionam as escolas foram alguns dos problemas típicos do ensino público brasileiro que o projeto teve que superar. Outro grande problema foi a evasão escolar, pelo menos 30% dos pesquisados tiveram que abandonar o estudo por não freqüentarem mais a escola, pelos motivos mais variados.
No ano passado a Associação Brasileira de Telecomunicações, que reúne as concessionárias de telefonia fixa e de celulares, as operadoras de TVs a cabo e indústrias de telecomunicações, enviou um relatório de 60 páginas ao governo, contestando a idéia.
O estudo, ao qual a Folha de São Paulo teve acesso, diz que o governo gastaria R$ 9,3 bilhões para conectar pela rede pública todas as escolas em banda larga, no prazo de cinco anos, enquanto elas gastariam R$ 6,35 bilhões para chegar ao mesmo objetivo, partindo da atual infra-estrutura privada.
O governo alega soberania para tal decisão.
“O governo tem a preocupação de que seu sistema de segurança esteja em mãos de empresas que, por alguma razão, possam tomar medidas contra ele”
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