O estrangulamento logístico no Brasil
Em 2007, todas as montadoras instaladas no País obtiveram recordes nas vendas de caminhões no mercado interno. O Brasil é o sexto maior produtor mundial com mais de 130.000 unidades em 2007.
Para este ano de 2008 a previsão é um aumento entre 5% a 10% com volume de vendas próximo de 100.000 unidades para mercado interno. Isso, na melhor das hipóteses quanto a ajustes a serem feitos na produção. Ao analisar as vendas no mês de janeiro a previsão está garantida.
Infelizmente, as montadoras não estavam preparadas para este boom em vendas de caminhões, motivando a falta do produto no mercado. Feito igual no mercado de automóveis.
Para Scania o Brasil é o maior mercado. Na Volvo o terceiro maior. Na Iveco a possibilidade real de crescimento frente a mercados mais maduros. Para VW a liderança de mercado, em alguns modelos, após 50 anos da concorrente Mercedes Bens, ainda líder em vendas totais em 2007.
A análise de todas estas notícias não deixam de ser positivas, afinal empregos foram e estão sendo criados.
Mas é triste verificar que em um País continental como o nosso o modal rodoviário responda em mais de 60% do total de cargas transportadas. Na década de 50 era de 40%.
Por isso, quando nos deparamos com anúncio do investimento da GE em fabricar no País, suas locomotivas de grande porte é uma dádiva sem tamanho.
O próprio crescimento, na privatização e logo após, a venda das ferrovias é um alento e tanto. Pena o Lula não ter esta visão real dos problemas que o País enfrenta.
Não ha comentários
Leave a reply
