Posts de Fevereiro 7th, 2008|Página de posts diários
Empregos: Da criação, escassez a fuga de cérebros.
Nos últimos dias a mídia tem noticiado à respeito do panorama dos empregos com carteira assinada neste País.
Na cidade de São Paulo houve um aumento nos empregos formais de trabalhadores com até 2º grau incompleto, assim mesmo, quem tem 11 anos ou mais ainda serem a maioria, segundo um levantamento feito pela Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e pelo DIEESE.
A razão pode ser o boom na construção civil, setor que tradicionalmente emprega muita mão-de-obra com pouca qualificação.
Outro dado interessante é o aumento na escolaridade do trabalhador brasileiro. A penúria é que a crescente escolaridade dos candidatos esbarra na falta de mais postos de trabalho. Motivando graduados a ocuparem empregos de nível médio e até fundamental, principalmente em concursos públicos.
Outra tendência detectada é o fenômeno chamado de fuga de cérebros. Brasileiros com alto grau de instrução, cada vez mais, são atraídos para Europa e América do Norte.
É um problema que não afeta somente o Brasil e sim muitos países em desenvolvimento.
E para a maioria dos brasileiros a globalização é lenta e injusta, com toda razão, apesar da melhora significativa em todos os aspectos, o Brasil ainda continua um País onde o “fosso” da desigualdade ainda é muito latente e permanente. Não dando mostras que isso vai mudar a curto prazo.
O estrangulamento logístico no Brasil
Em 2007, todas as montadoras instaladas no País obtiveram recordes nas vendas de caminhões no mercado interno. O Brasil é o sexto maior produtor mundial com mais de 130.000 unidades em 2007.
Para este ano de 2008 a previsão é um aumento entre 5% a 10% com volume de vendas próximo de 100.000 unidades para mercado interno. Isso, na melhor das hipóteses quanto a ajustes a serem feitos na produção. Ao analisar as vendas no mês de janeiro a previsão está garantida.
Infelizmente, as montadoras não estavam preparadas para este boom em vendas de caminhões, motivando a falta do produto no mercado. Feito igual no mercado de automóveis.
Para Scania o Brasil é o maior mercado. Na Volvo o terceiro maior. Na Iveco a possibilidade real de crescimento frente a mercados mais maduros. Para VW a liderança de mercado, em alguns modelos, após 50 anos da concorrente Mercedes Bens, ainda líder em vendas totais em 2007.
A análise de todas estas notícias não deixam de ser positivas, afinal empregos foram e estão sendo criados.
Mas é triste verificar que em um País continental como o nosso o modal rodoviário responda em mais de 60% do total de cargas transportadas. Na década de 50 era de 40%.
Por isso, quando nos deparamos com anúncio do investimento da GE em fabricar no País, suas locomotivas de grande porte é uma dádiva sem tamanho.
O próprio crescimento, na privatização e logo após, a venda das ferrovias é um alento e tanto. Pena o Lula não ter esta visão real dos problemas que o País enfrenta.
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