Ponto de vista: Stephen Kanitz, uma manchete histórica.

Maio 11, 2008

Excelente artigo escrito, uma raridade intelectual com a clareza que o assunto merece:

“Juro nominal não é juro, minha gente, é a
grande mentira que ministros e banqueiros
divulgam para facilitar a colocação de seus
títulos financeiros nas mãos dos desavisados.
O importante não são as reuniões do Copom,
mas, sim, saber o valor do juro real e quando
ele vira negativo”

A manchete de primeira página da Folha de S.Paulo de 19 de março de 2008 foi um marco na história do jornalismo brasileiro, que merece comentário e elogios. A manchete noticiou o seguinte: “Juro real dos EUA fica negativo com o sexto corte seguido”.

Nenhum jornal do mundo alertou seus leitores de que os juros viraram negativos e de que quem aplicasse em títulos públicos americanos iria, a partir daquele dia, perder dinheiro.

Jornais como o The New York Times e o Wall Street Journal publicaram o contrário, que os investidores continuariam a ganhar dinheiro, à taxa de 2,25% ao ano, uma informação incorreta e enganosa.

Jornais e jornalistas americanos discutem há mais de vinte anos por que o jornalismo econômico está lentamente perdendo espaço. Mais intrigante ainda é analisar por que o leitor médio não está disposto a pagar o preço justo da informação, justamente na era da informação. A imprensa precisa subsidiar o custo do jornalismo em geral com a verba dos anunciantes.

Você pagaria uma boa soma em dinheiro para receber manchetes corretas, avisando-o de que você poderia perder dinheiro? Claro que sim! Talvez esse seja o âmago da questão. O jornalismo econômico nem sempre fornece informação útil suficiente para motivar o leitor a pagar o custo desse jornalismo informativo. Pagar caro para ler informação incorreta, como nesse caso, e ainda ter de ler sobre a desgraça alheia, dossiês e escândalos, simplesmente não compensa.

A Folha de S.Paulo, portanto, fez história ao mostrar que o importante para o leitor é o juro real, e não o juro nominal. Sonhei vinte anos para ver esse dia, razão de meu contentamento e aprovação. Abusei da paciência dos leitores de VEJA nestes anos escrevendo nada menos que seis Pontos de vista batendo sempre nessa mesma tecla.

Juro nominal não é juro, minha gente, é a grande mentira que ministros e banqueiros divulgam para facilitar a colocação de seus títulos financeiros nas mãos dos desavisados.

Professores de jornalismo deveriam ensinar a seus alunos que juro real é pleonasmo, é uma redundância lingüística. Nenhum jornalista econômico escreve dinheiro real, dólar real, câmbio real, importações reais. Juro (real) é simplesmente juro, como o dinheiro, o dólar e o câmbio. O juro nominal é propaganda enganosa.

Pior: o juro (real) varia toda semana, todo mês, mas essas mudanças nunca são noticiadas. O importante não são as reuniões do Copom, mas, sim, saber o valor do juro real e quando ele vira negativo, como apontou a Folha com todas as letras.

Em 1981 o Fed aumentou o juro nominal americano, o que desencadeou a moratória da dívida e o início da década perdida. Nenhum jornalista econômico publicou corretamente o fato na época, que coincidentemente seria semelhante ao noticiado pela Folha: “Juro real americano se torna negativo com o aumento da inflação americana”. O Brasil ficaria mais rico pagando juros negativos, e não mais pobre, como noticiaram os demais jornais. O juro (real) caíra, e não subira, como noticiaram.

Intelectuais como Celso Furtado, que iniciaram o movimento em prol da moratória, teriam caído no ridículo se a população tivesse sido informada da verdade. Recusar-se a pagar uma dívida quando os juros se tornam negativos ou menores é um equívoco monumental.

Outro exemplo foi a crise de 1929, causada em parte por um erro semelhante do jornalismo econômico da época. Nenhum jornal publicou em 1931 a notícia que explicaria a quebra dos bancos nos anos seguintes. “Deflação nas commodities eleva os juros (reais) de 1% para 10% ao ano”. A maioria dos jornais da época publicou, como agora, que os juros nominais foram reduzidos para 2%, para evitar uma recessão! Um jornalista da época que informasse corretamente que o juro (real) subira 1 000% teria alertado leigos e estudiosos para o óbvio. Aumentar juro em 1 000%, no início de uma pequena recessão, é jogar lenha na fogueira e transformá-la numa enorme recessão – como de fato aconteceu.

Por isso, tenho o dever de aplaudir essa manchete da Folha de S.Paulo publicamente. Não é um mero detalhe ou diletantismo jornalístico, é a quebra de um paradigma de mais de setenta anos que teria evitado duas enormes recessões que atrasaram o Brasil uns vinte anos no mínimo.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Via Revista Veja Edição 2057 de 23 de abril de 2008


Empresas japonesas expandem negócios em Sorocaba.

Maio 11, 2008

A participação de empresas japonesas no desenvolvimento econômico de Sorocaba vem desde a década de 70, quando aqui foram instaladas as primeiras unidades de multinacionais com matriz no Japão. E, neste ano em que se comemora o centenário da imigração japonesa no Brasil, as multinacionais japonesas em funcionamento na cidade demonstram que os laços afetivos e comerciais estão cada vez mais fortalecidos. Pelo menos três empresas japonesas anunciaram recentemente que vão continuar investindo nas suas unidades locais: YKK, Kyocera e Nipro do Brasil.

YKKYKK: melhor performance
Depois de realizar uma expansão física de 10 mil metros quadrados, em 2005, e de novas expansões programadas para os próximos anos, à medida da necessidade da empresa, a YKK divulga que a prioridade agora é a introdução de uma nova geração de máquinas com alta performance que poderá até reduzir a área ocupada atualmente, mesmo aumentando o volume de produção, informa o diretor do Departamento de Produção, Masakazu Matsushita.

A YKK está em Sorocaba desde 74 (há 34 anos), fabrica zíperes, botões metálicos, rebites e fechos de adesão e tem como principais clientes as empresas de confecção de calças jeans, calças sociais, bermudas, surf wear, jaquetas, camisas, vestidos e saias, além dos fabricantes de calçados, malas, bolsas, pochetes e carteiras, e também fornece produtos da sua linha para a indústria moveleira e automobilística, entre outras aplicações industriais.

São clientes de todo o Brasil e países como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. O diretor Matsushita destaca que para a Argentina e o Chile são fornecidos produtos e componentes somente para as plantas do grupo YKK montadas nesses países. Outras unidades da YKK no Japão, Estados Unidos, Canadá, Turquia, Espanha, Itália, Alemanha e Portugal também recebem os produtos fabricados em Sorocaba, segundo o diretor.

Para atender essa demanda de produção, a YKK emprega 550 funcionários, somente em Sorocaba, onde o faturamento médio da empresa é de R$ 120 milhões por ano. O envolvimento com a cidade inclui contribuição financeira para o Fundo Social de Solidariedade, da Prefeitura Municipal, e a realização de campanhas como doação de alimentos e agasalhos, apoio a projetos sociais, e a realização de campanhas ambientais. Estamos também organizando um comitê de voluntariado na empresa, conclui Matsushita.

KyoceraKyocera: 2 divisões de negócios
A Kyocera do Brasil Componentes instalou-se em Sorocaba há 29 anos (em 79) e, após encerrar as atividades industriais com a fabricação de câmeras fotográficas, atualmente trabalha com duas frentes: uma Divisão de Negócios de Injeção Plástica, que produz peças técnicas, principalmente para indústrias automobilísticas e farmacêuticas; e a Divisão de Negócios de Ferramentas de Corte, que atende ao segmento de usinagem, de acordo com o diretor Adalberto Rossiti.

E, para incrementar ainda mais a linha de produção de injeção plástica, a empresa adquiriu injetoras de última geração, em conformidade com o plano de expansão dos negócios dessa divisão. Ressalta o diretor que a indústria automobilística brasileira está em plena ascensão, e esse cenário também reflete em crescimento para a Kyocera. Por isso, a empresa está investindo em mais equipamentos, para suprir a demanda prevista.

Na Divisão de Injeção Plástica, os clientes mais representativos estão no segmento automobilístico, como a Tyco e a Continental. No segmento de instrumentos laboratoriais está a Millipore. Todos os clientes desta Divisão encontram-se no mercado nacional, detalha Rossiti.

Quanto à Divisão de Ferramentas de Corte, os produtos abastecem as principais indústrias automotivas do Brasil e também a indústria de implementos agrícolas. Temos clientes na Argentina e Chile, entre outros países da América do Sul, afirma o diretor. Com faturamento médio anual em torno de R$ 30 milhões, a Kyocera emprega 150 pessoas, e investe na formação de novos talentos, com a destinação de vagas para jovens em busca do primeiro emprego.

Nipro MedicalNipro: novos produtos
A produção e comercialização de produtos para as áreas de hemodiálise, cirurgias cardíacas, terapia intensiva e diagnóstico caracterizam a Nipro, que fabrica na unidade de Sorocaba 40 milhões de agulhas hipodérmicas/mês, 1,8 milhão de agulhas para fístula artério-venosa/mês, 5,5 milhões de cateteres intravenosos/mês e 75 mil oxigenadores por ano. E divulga que está desenvolvendo novos produtos para lançamento ainda este ano.

Os cateteres intravenosos são comercializados em toda a América Latina, enquanto os oxigenadores são vendidos na América Latina, Europa, Ásia e África. O Brasil, no entanto, ainda é o maior mercado da empresa, considerando-se todas as linhas de produtos, destaca o departamento de Comunicação da empresa.

A Nipro foi constituída no Brasil em 95, inicialmente com um escritório de vendas em São Paulo e, posteriormente, foi construída a fábrica em Sorocaba, que iniciou as atividades em 97. A fábrica local foi a primeira da Nipro na América, sendo que a empresa possui unidades na Tailândia, China e Japão, e também escritórios comerciais em todo o mundo. Atualmente, a Nipro tem 385 funcionários, que prestam serviços à empresa na unidade de Sorocaba, São Paulo, e também nas regiões Nordeste, Centro Oeste e Sul, vinculados às áreas de Marketing e Vendas.

Adaptação e crescimento
Para o vice-diretor da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp/Sorocaba), Mário Tanigawa (ex-diretor da Nipro), a contribuição das empresas japonesas para o desenvolvimento econômico de Sorocaba é inquestionável, mas ele salienta que as primeiras a se instalarem na cidade foram as precursoras da vinda de outras multinacionais nipônicas.

A localização geográfica de Sorocaba, que facilita a logística na distribuição dos produtos aqui fabricados, o nível da mão-de-obra local e os incentivos governamentais foram fatores determinantes para a vinda dessas e de outras indústrias. Mas as empresas japonesas também contribuiram decisivamente para a melhoria do nível econômico e social da população local, por preservar os colaboradores. As empresas japonesas valorizam seus funcionários, não costumam demitir. E os brasileiros também têm se adaptado à cultura dessas empresas e, no final, todos ganham, promovendo o crescimento da empresa e a evolução do próprio mercado, afirma.

Tanigawa lembra que a relação de Sorocaba com as empresas vindas do Japão começou na década de 70 e foi se fortalecendo ao longo dos anos, com a presença ativa hoje de outras empresas com matriz no Japão, como a Iharabras e Seiren, além dos vários estabelecimentos comerciais de propriedade de japoneses ou seus descendentes.

Em Sorocaba, há, ainda, a União Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira (Ucens), que agrega mais de 500 famílias japonesas, numa associação que preserva a cultura nipônica trazida pelos imigrantes. E a imigração contrária também continua forte: hoje há mais de 300 mil brasileiros (descendentes de japoneses) trabalhando em empresas do Japão e, da mesma forma, colaborando com a manutenção do intercâmbio comercial entre os dois países.

Via Jornal Cruzeiro do Sul


Imagem: Boycott Beijing 2008.

Maio 10, 2008

Quem viaja regularmente de avião no Brasil: somente 4,3% da população.

Maio 9, 2008

Segundo levantamento CNT/Sensus, 10,4% responderam que fazem isso esporadicamente. Para 44,2% dos entrevistados, as passagens aéreas são caras.

Imagem: Blog do Blogna

O transporte aéreo ainda é pouco usado pela população brasileira, segundo resultado da pesquisa CNT/Sensus divulgada na segunda-feira (28.04). A sondagem mostra que 82,7% dos entrevistados não costumam viajar de avião. Apenas 4,3% dos entrevistados disseram que usam regularmente esse meio de transporte e 10,4% responderam que fazem isso esporadicamente.

- Para 44,2% dos entrevistados, as passagens aéreas são caras;

- 28,2% disseram que não as consideram nem caras nem baratas;

- 23,5% afirmaram que as passagens são baratas.

Na pesquisa CNT/Sensus divulgada, foram ouvidas 2.000 pessoas em 136 cidades de 24 estados, englobando as cinco regiões do país.

Via Agência Estado


Os jornais deverão ser gratuitos no futuro.

Maio 9, 2008

É o que diz uma pesquisa feita com os maiores editores do mundo.

Imagem: Weno

Os jornais que procuram competir com a Internet estão propensos no futuro a se tornarem gratuitos e dar mais ênfase a comentários e opiniões.

Seria uma tendência de um veículo colaborativo? Leia a reportagem completa no site da Reuters. Aqui.

Leia mais sobre jornal aqui no blog:

Conheça as 66 tendências que vão impactar jornais do mundo todo.


Calcule o que vale a pena: álcool ou gasolina.

Maio 9, 2008

Os preços dos combustíveis variam muito de região para região, portanto a dúvida se está valendo a pena com qual combustível atormenta a todos.

Para facilitar, o jornal Estado de São Paulo disponibilizou uma fórmula bem simples. Basta incluir os valores e verificar o que vale mais a pena.

O álcool para compensar não pode ultrapassar 70% do preço da gasolina.

Acesse aqui.


Lula e o café com bobagem e gasolina.

Maio 6, 2008

Depois do aumento da gasolina e do óleo diesel ia escrever um artigo à respeito, mas ao ler o texto de Vinícius Torres Freire para jornal Folha de São Paulo achei melhor reproduzir na íntegra. No ponto:

Café com bobagem e gasolina
O Governo vai como que gastar cerca de R$ 3 bilhões por ano a fim de comprar gasolina e distribuí-la de graça aos consumidores do produto -e quem mais consumir, mais presente ganhará. Como é sabido, esse será o efeito prático da redução de um tributo, a Cide, decretada com o objetivo de compensar a concessão do reajuste de 10% para o preço da gasolina.

Para quem consome diesel, direta ou indiretamente, não haverá o mesmo subsídio. Entre os consumidores de diesel há proprietários de jipões 4×4, por exemplo. A maioria, porém, consome diesel por meio do passe de ônibus. Ou por meio do custo de abastecimento de máquinas agrícolas. Ou ainda por meio do custo do frete, incluído no preço da comida e de outras mercadorias, no Brasil estupidamente transportadas em caminhões, de resto por estradas medonhas. Mas, como se dizia, quem paga o preço do diesel é o povo mais comum. Esse ficou sem subsídio, sem a redução do tributo que houve para quem compra gasolina.

Para completar o insulto, Lula disse ontem em seu programa de rádio, o café com bobagem, que os consumidores de gasolina têm de denunciar os postos que aumentarem os preços (preços livres de controle, como os do feijão, que chegou a subir quase 200%). Isto é, ficou explícito, como se fosse necessário, que o problema de Lula era faturar a demagogia dirigida àqueles que veriam o aumento de preços com os próprios olhos (os compradores de gasolina). Lula não precisa se ocupar do povo que pagará a comida ou o ônibus mais caros (depois das urnas de outubro), que será ludibriado pelo repasse indireto de custos e não ligará causa e efeito, como de hábito.

A gasolina já vinha sendo subsidiada faz anos. Até agora, a conta era paga pelos acionistas da Petrobras, entre eles o governo e, portanto, o público em geral, pois parte do faturamento da estatal petrolífera acaba no caixa federal, na forma de tributos ou de parte dos lucros. Mas, para o público em geral, o peso desse subsídio indireto era bem pequeno. Agora, são R$ 3 bilhões na veia.

Controlar a variação excessiva do preço dos combustíveis pode ser um artifício útil, se temporário, no controle da inflação e de outros probleminhas -no médio prazo, porém, dá em besteira. Ao menos, pode se argumentar que o benefício do controle do preço tende a ser geral e, enfim, valia tanto para a gasolina como para o diesel. Agora, Lula dá dinheiro para um grupo social que lhe deu na telha agradar.

Ressalte-se: são R$ 3 bilhões.

Quando se disser que faltou dinheiro para evitar esse ou aquele desastre da administração pública, a gente sempre vai poder apontar a conta-gasolina: R$ 3 bilhões.

Subsídios em geral são ruins, mas alguns podem ser economicamente úteis e todos deveriam ser socialmente justificáveis. Deveriam, no mínimo, ser explicitados e detalhados em contas públicas. Dada a barafunda de isenções fiscais enfiadas em milhares de decretos e de medidas provisórias, dados os certificados picaretas de filantropia, dadas as “leis de incentivo” a isso ou aquilo ou, ainda, dadas as taxas de juros secretas dos empréstimos camaradas do BNDES, a gente jamais sabe direito quem leva quanto.

Mas a gente sabe que, em geral, quem leva não são os pobres.


Conheça as 66 tendências que vão impactar jornais do mundo todo.

Maio 6, 2008

A Associação Mundial de Jornais (WAN) e a consultoria Kairos Future elaboraram cenários possíveis para a indústria dos jornais em 2020. A descrição dos quatro cenários do futuro está na edição de 5 de maio do Meio & Mensagem. O relatório aponta também 66 tendências que resultam em impactos em jornais de todo o mundo. Confira:

1- Infoentretenimento;

2- Crescimento da disponibilidade (24 horas 7 dias) - as pessoas não compram o que realmente querem. Compram o que encontram disponível;

3- Novas constelações de família;

4- Momento de viver o “just in time” americano;

5- Infinitas escolhas em produtos e serviços;

6- Simplificação da vida - resposta ao estresse cotidiano;

7- Compradores profissionais - shoppers com extenso conhecimento de produtos e serviços;

8- Individualismo;

9- Velhos parceiros - mais e mais pessoas idosas (mais e mais saudáveis);

10 - Pânico climático - maior preocupação com poluição e emissão de CO2;

11- Consumidor está no controle - blogs e outras ferramentas;

12- Geração de consumidores criativos - criação e distribuição de mensagens comerciais de consumidores;

13- Mobile broadband;

14- O hype do design - 50% a 70% das decisões de compra ocorrem no ponto-de-venda reforçando o foco no design e embalagens;

15- Papel inteligente;

16- Palavras boca-a-boca - marketing viral ganha confiança total dos consumidores;

17- “Long tail” - mídia digital oferece novas possibilidades para nichos de audiência;

18- Redes sociais - Facebook e outras redes sociais crescem;

19- Geração de nativos digitais - o total gasto na Internet dobrou no último ano na Suécia (Europa). Pessoas jovens não vêem internet como tecnologia mas como algo simples que está sempre por perto;

20- Pesquisa por autenticidade - em um mundo de fakes histórias, a autencidade se torna mais importante;

21- Mídia de localização - GPS e outras ferramentas possibilitam conteúdos de localização e inserções publicitárias;

22- Consumidor como co-produtor de idéias, conceitos, tendências;

23- Relações públicas e marketing - conteúdo editorial tem maior impacto do que peças publicitárias, o que torna relações públicas uma atividade de vendas;

24- Jornalismo mais analítico;

25- Mais plataformas de mídia;

26- Fragmentação da audiência;

27- Transações online = receitas online;

28- Maior compartilhamento de conteúdo criado pelos consumidores - mais formas de expressão dos consumidores na internet;

29- Jornais gratuitos;

30 - “Snacks news” - pílulas de notícias;

31- Novas demandas em vendas - vendas de publicidade se tornam extremamente importantes e difíceis - em um ambiente de extrema pulverização de canais de mídia. Times de vendas tornam-se “media brokers“;

32- Target altamente segmentado;

33- Mídia digital oferece melhor mensuração - é possível prever o impacto das peças publicitárias, clicks e transações;

34- Receita dos jornais vem da mídia digital;

35- Mobile news - consumidores não lêem mais os jornais. Consomem notícias em trânsito para o escritório, para a casa ou em reuniões do escritório acessando o celular 36- Tempos difíceis para assinaturas de jornais;

37- E-paper - displays flexíveis e dobráveis são nova geração de gadgets;

38- Jornais se tornam exclusivos - acesso para classes exclusivas;

39- Companhias de jornais se tornam apenas mais uma mídia;

40- Ataque vindo do below the line - ataques criativos em marketing online, ações globais, numa época de rápida movimentação;

41- Globalização da mídia - consumo global e intenso de mídia na internet;

42- Estratégias multi-canal - diferenças entre jornais, TVs, rádio, revistas e internet ficam cada vez mais fracas. A estratégia é abranger todas as mídias integradas;

43- Colapso na mensuração - novas ferramentas serão necessárias;

44- Marketing cada vez mais direto - publicitários querem alcançar consumidores diretamente. Sites de campanhas, clubes de compradores, presença no Facebook são meios de avançar além da mídia tradicional;

45- Jornalismo cidadão - pessoas jovens querem se envolver e fazer parte da reportagem;

46- Mix de midia mais complexo - clusters de novas mídias (You Tube, clips, canais de esporte na TV);

47- Individualismo e queda da audiência de massa;

48- Desafios na liberdade de imprensa - jornalistas de países como China e Rússia enfrentam dificuldades com censores e perseguições;

49- Melhor qualidade de material impressos - mais cores e considerável aumento da qualidade na mídia impressa;

50- Informação instântanea - atualizações de notícias minuto a minuto;

51- Maior regularidade de informações com simetria na distribuição das notícias;

52- Informação visual - conteúdos visuais são consumidos mais facilmente. Mais e mais displays com vídeos vão aparecer na sociedade;

53- Jovens pessoas com um novo comportamento de mídia - internet é a plataforma de mídia deles;

54- Serviços - webpages pessoais gerenciadas com notícias, serviços e atualizações;

55- Era do print digital;

56- Interesse em grupos é maior do que interesse na opinião pública geral (target);

57- Novo modelo de receitas na internet;

58- Enfraquecimento do controle das marcas e companhias. Crescimento do contato com o consumidor;

59- O conteúdo torna-se mais importante do que o canal;

60- Empresas e companhias tornam-se competidores de jornais no fornecimento de conteúdo;

61- Perdendo lealdade - se os consumidores não gostam da mídia ou programa, mudam imediatamente para novos canais;

62- Perda de circulação de jornais;

63- Avalanche da mídia - super exposição de histórias na mídia;

64- Jornais hiper locais;

65- Companhias online se tornam fortes competidores de jornais;

66- Marketing one-to-one - várias técnicas incluindo inteligência artificial possibilitam ao Google e outros competidores materializar na internet exatos desejos e necessidades dos consumidores.

Via M&M


Vídeo: 1º vôo do jato executivo Phenom 300 da Embraer.

Maio 6, 2008

Interessante a trajetória da empresa Embraer e como ela vem colecionando boas notícias. E este vídeo sintetiza exatamente este momento: um baita orgulho deste produto made in Brazil.

Fico imaginando a alegria de seus funcionários ver o Phenom 300 sair do chão pela primeira vez. E surpresa, a diretoria em conjunto com atual presidente tomando um banho d’água dos bombeiros junto dos pilotos. Realmente tem que comemorar.

E pensar que não faz muito tempo ela era um cabide de empregos, um elefante branco estatal envolta em prejuízos milionários! E hoje, a única empresa brasileira, entre as maiores exportadoras, que enviam produtos em todos os cantos do mundo com valor agregado, enorme tecnologia embarcada e admirada dentro e fora do País com todos os méritos.

Leia mais sobre o vôo histórico deste 29 de abril de 2008 aqui.

Para ter mais informações sobre o Phenom 300, inclusive como será seu primoroso interior acesse artigo do blog aqui.

Leia mais sobre a Embraer:

Imagens dos novos jatos executivos MSJ e MLJ da Embraer.

Concorrência para Embraer: Conheça os planos japoneses para a indústria aeronáutica.


O preço da cerveja em 182 países.

Maio 5, 2008

Este site me fez lembrar do Índice Big Mac, muito utilizado para comparação de poder de compra entre países, uma criação da revista The Economist. O Pint Price quer ir para o mesmo caminho, sendo inclusive um projeto colaborativo. Aceita ajuda para compor os preços de países que ainda não estão no índice ou mesmo entre cidades. No Brasil a cerveja mais cara é da capital federal Brasília. Acesse aqui.